Sexta-feira, 7 de Agosto de 2020

Arquitectura post moderna em sentido lato

 A arquitectura post moderna tem mais que se lhe diga…
 Em 30 Dezembro de 1974 a rua com que confronta o Instituto Superior Técnico pelo Poente deixou de se chamar Rua General Sinel de Cordes para a crismarem Rua Alves Redol, um comunista. Dizem os anais do município que foi da «necessidade de eliminação dos nomes afrontosos para a população, pela sua última ligação ao antigo regime» [i.é Estado Novo e Ditadura Militar numa amálgama; não confundir com a Idade Moderna da historiografia].
 O comunismo não tem mais que se lhe diga.

Rua Sinel de Cordes, de trás do Técnico, Lisboa (M. Novais, 196…)
Rua General Sinel de Cordes, Lisboa, c. 1960.
Mário de Novais, in Bibliotheca d'Arte da F.C.G.

Escrito com Bic Laranja às 23:05
Verbete | comentar
9 comentários:
De Joe Bernard a 9 de Agosto de 2020
Essa mania de quererem apagar a história...
Que tristeza de gente.
E depois pões rua e avenidas com nomes de traidores à Pátria.
De Bic Laranja a 9 de Agosto de 2020
São sempre os mesmos a fazê-lo. A I República foi frenética a substituir topónimos em favor dos correligionários. A III República fá-lo com figurões ainda piores. O Estado Novo não fez nada disso e tolerou o ignóbil legado da I República neste particular. Mas, que quer?!…
Abraço.
De [s.n.] a 10 de Agosto de 2020
O nome dos lugares e, então, das ruas e avenidas das localidades mudam conforme o regime do poder instituído.
A esta rua, o regime do Estado Novo deu o nome do Gen. Sinel de Cordes, uma figura da Ditadura Militar que deixou as finanças num estado deplorável.
Depois da revolução do 25 de Abril, o novo regime mudou o nome para Rua Alves Redol, escritor e expoente máximo do neorrealismo em Portugal.
A arquitecura post moderna continua lá bem representada.

Cumts.

De Bic Laranja a 10 de Agosto de 2020
O Gen. Sinel de Cordes não deixou as finanças públicas nem piores nem melhores do que as achou. Esse problema crónico deste país só o resolveu Salazar.
O Redol ficaria mais honrado e sem infâmia numa das tantas ruas de qualquer bairro camarário do que esbulhando uma rua do Estado Novo com topónimo dum general do 28 de Maio.
Mas não, o comunismo é isto.

Cumpts.
De [s.n.] a 10 de Agosto de 2020
Como sabe, devido ao estado deplorável das finanças, Sinel de Cordes foi substituído por Salazar que o criticou duramente a propósito dum avultado empréstimo internacional contraído pelo governo sem atender ao equilíbrio orçamental.
A mudança do nome da rua foi aprovada em Assembleia da C.M.L., não se tratou de esbulho de coisa nenhuma nem muito menos de comunismo, por lá continuar a passar toda a gente que assim queira.

Cumpts.

De Bic Laranja a 11 de Agosto de 2020
Sei mais, e até lho digo, embora seja escusado pois há-de continuar para aí embotado.

Ou talvez não. Talvez alguém que venha aqui a chegar aprenda.
O estado das finanças públicas era como lhe disse, anterior, e continuava. Não andaremos longe da verdade se dissermos que o deficit era endémico desde a independência do Brasil. E só um governo da Ditadura Nacional habilmente o resolveu… e o trouxe bem resolvido ao depois, no Estado Novo, até democratas sociais ou populares revisionistas o reverem bem revisto ao contrário como fazem em tudo em que deitam as unhas, a começar na toponímia…

Agora saiba. O grande empréstimo de que fala, estava a ser negociado na Sociedade das Nações, mas não foi fechado. Não foi aceito por Portugal pelas condições humilhantes que os credores quiseram impor.
Saiba mais. O topónimo ali deve-se à participação do general no 28 de Maio, não ao cargo do general na pasta das finanças públicas. Toda esta sua conversa a amesquinhar o Gen. Sinel de Cordes mais do que manha não foi, para puxar o lustro baço ao Redol.

Quanto ao esbulho, percebo-lhe a dificuldade. O esbulho é o da memória. Há de sobejo dança na toponímia da I.ª e III.ª repúblicas a comprová-lo. O comunismo é assim mesmo, esbulho material a que chamam com eufemismo colectivização e, imaterial, que nem eufemismo nunca teve porque para comunistas, socialistas e esquerdóides em geral, e para si em particular, é como a água do Luso; tão natural como a sua sêde.

Cumpts.

De [s.n.] a 11 de Agosto de 2020
Lá vem você com as mesmas sarrafadas e bolas pra canto de qualquer maneira.
Começa com a arquitectura post moderna, para dar notícias da Ditadura Militar e do Estado Novo que não foi a mesma coisa e tal.
Depois, o esbulho para mudarem a nome da rua e não sei quê comunistas como se alguma dos prédios e este em particular tivessem passado para posse do estado.
Agora, está embotado com esquerdoides, comunistas, socialistas e tal e coisa, o Redol quando muito teria nome de rua de Bairro Social e vá lá.
O que descreve toda a gente sabe e em várias versões, o problema foi o General ter ido 'passear' por estar a por as finanças num estado deplorável e ser substituído por Salazar.

Cumpts.

De Bic Laranja a 11 de Agosto de 2020
Foque-se, senhor!
O problema foi o general ter ido passear, sim. Mas pela vereação municipal, em 30 de Dezembro de 74!
Adeus!

De [s.n.] a 11 de Agosto de 2020
Pois, também foi passear na Venteira, para dar lugar à Afonso de Albuquerque, e ficou em Barcarena por ter nascido por aqueles lados.
Dizia há mais de 50 anos um velho coronel republicano, não fora o trapalhada do Sinel de Cordes na negociação do empréstimo em 1928, Salazar nunca teria chegado ao poder.
Se não forem estas trocas de focagens, os comentários aos interessantes postes do seu blogue não passariam dum 'gosto muito do seu programa', de certeza pouco do seu agrado.

Fique bem.

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