Segunda-feira, 14 de Março de 2016

As longas horas de necrológio

Já com o Rangel foi assim. Tanta genialidade que nem o Benfica jogando se sobrepõe à irmandade.

Nicolau Breyner, in Arrozcatum

 

(In Arrozcatum.)

Escrito com Bic Laranja às 20:30
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15 comentários:
De Bic Laranja a 14 de Março de 2016 às 21:40
Há umas horas morreu com 75 annos, mas há um minuto a S.I.C.-N já tinha 76. Parece que fez annos depois de morto.
De Bic Laranja a 15 de Março de 2016 às 12:10
Na S.I.C.-N, digo.
De [s.n.] a 15 de Março de 2016 às 02:02
Estava a ver se alguém pegava nesta boutade estranha e despropositada em português, que se repete à exaustão com o falecimento deste actor. O mesmo já se passou com outros actores e actrizes e outras personagens conhecidas que têm vindo a falecer nos últimos anos.

Vamos lá ver uma coisa simples que afinal é de uma verdade de La Palisse: morre-se (alguém "MORREU") quando se trata de morte VIOLENTA, como por ex., num acidente de viação ou de aviação, de um choque de comboios, de ser assassinado, de morrer num ataque terrorista, de ser apanhado por um tiro desgovernado, de ser apanhado por um raio, de ter apanhado com um pedaço pesado de cimento desprendido de um prédio em ruínas, por ter ficado soterrado, por ter sido derrubado por uma grua, etc., etc.

"FALECE-SE" quando se morre de morte natural; ou após um início de ataque cardíaco de que recupera, porém passados dias morre, não resistiu, faleceu; ou quando, após doença prolongada acaba por morrer, faleceu; ou quando se é muito idoso e se vai 'apagando' lentamente e acaba por falecer; ou quando alguém recuperou aparentemente de uma doença grave, mas passado pouco tempo, não resistindo, acaba por morrer, portanto faleceu, etc.

Ambos os verbos são intransitivos e significam o mesmo, é certo, mas cada um deles merece ser respeitado e deve ser aplicado em cada caso específico, de acordo com o momento/dia/ano em que é utilizado. Se num primeiro momento se admite dizer-se que alguém morreu (de modo inesperado ou surpreendente ou tràgicamente, etc.) nos dias seguintes, meses ou anos (salvo as excepções, que as há em tudo) o verbo correcto a empregar-se é "falecer", por ex., fulano faleceu ontem, faleceu há dois dias; faleceu há 15 dias, faleceu há um ano, faleceu há vinte anos, faleceu há cinquenta, etc.
Maria
De Bic Laranja a 15 de Março de 2016 às 12:08
Tínhamos aqui pano para mangas.
Ou não. — Morrer é deixar de viver e deixa-se de viver em falecendo a vida. Da violência ou não de morrer e falecer apenas sobra que a morte é uma violência fatal sobre a vida.
O caso que pus foi o necrológio, não foi semântica nem propriamente o actor. E quanto a ele, Deus o haja, porquanto em vida andou irmanado noutra «fé».
De [s.n.] a 15 de Março de 2016 às 17:38
O meu comentário não se referia a si, mas é que nem por sombras, como deve calcular. Aliás nada nas suas palavras me teriam sugerido algo sequer parecido.

Claro que não. Referia-me, sim, à comunicação social de uma forma geral. Para casos idênticos esta não utiliza o verbo "falecer" há dezenas d'anos, desconfio que deve haver algo de estranho nesta postura que me escapa. Ou será um reduzido conhecimento vocabular ou ainda e tão sòmente ausência da correcta utilização da língua?

Mais que não seja e este pormenor não é de somenos, devendo por isso ser tido em conta, empregar cada verbo na altura adequada é uma questão de elegância da linguagem ou, se se quiser, de perfeccionismo semântico.
Maria

A propósito de Nicolau, conheci-o (mal) há muitos anos, na RTP, ao presenciar, por convite, algumas cenas de uma peça de teatro em que ele era uma das personagens. Bem como conheci a Mãe e Avó, mas só de vista, pois moravam na Alameda (ou numa das ruas adjacentes) perto da casa dos meus Pais e também frequentavam o Café/Restaurante Império. Foi a minha Mãe que me referiu, certa vez em que nos cruzámos com as Senhoras, que eram a Mãe e a Avó do Nicolau. Eu desconhecia o facto e fiquei muito admirada com o ar carregado das senhoras, eram de estatura muito baixa e com o aspecto característico de algumas pessoas com a mesma origem (as senhoras seriam (ou os seus antepassados próximos) d'origem estrangeira, já que os apelidos Mello e Breyner são judaicos e originários da Áustria e Alemanha), com os cabelos muito pretos, olhos esbugalhados e olheiras muito escuras. Que me desculpem os familiares do Nicolau, mas achei as senhoras um bocadinho feias.
Maria
De Bic Laranja a 15 de Março de 2016 às 19:12
Percebi que o comentário se referia à imprensa. Mas o que lhe respondi foi que, no sentido dado, deixar de viver, «falecer» e «morrer» são sinónimos.
De recusar a imprensa «falecer» e preferir «morrer», é uma questão de estilo; ou de livro de livro de estilo. Não se admire; eles têm lá «migrante» e «refugiados» para designar hordas de moiros em transumância.
Depois, sinónimos hão-de dar-lhes encefalite; melhor é ficarem-se pelas trinta palavras que aprenderam nas faculdades de jornalixo.
Cumpts. :)
De Bic Laranja a 15 de Março de 2016 às 19:16
Ainda do actor que já lá está, eis que já lá está: na basílica da Estrela. Não falha um...
Cumpts.
De [s.n.] a 17 de Março de 2016 às 00:15
Mas há qualquer coisa de muito estranho no que se refere à atitude deste regime relativamente a este actor e já agora a toda a sua família próxima (e se calhar a afastada).
Tendo sido um homem de direita e católico praticante, afirmado pelo próprio vezes sem conta, portanto o exacto oposto ao bando maçónico que o adulou e lhe presta agora uma homenagem póstuma que se pode considerar de hipócrita porque revela um oportunismo difícil de disfarçar, sendo consequentemente desprezível. O que cabe perguntar-se é o porquê de tanta adulação a alguém que, fôra ele um zé-ninguém da direita ou mesmo alguém conhecido e apreciado pelo grande público e/ou alguém muito famoso mas, crime imperdoável, apologista acérrimo do Estado Novo e de Salazar, como de certeza absoluta terá sido Nicolau e toda a sua família, que, presume-se, seria igualmente monárquica e ele seria votado ao ostracismo e apodado de mil e um impropérios do pior que se imagina. Toda a família deste actor, todos eles primos e primas entre si - a Avilez e toda a família, o Sousa Tavares e família, a Sophia de Melo Breyner e descendentes, os Mello e Castro e família, etc.- gente de direita até dizer basta, porém todos fingindo serem de esquerda para obterem a benção e beneficiar dos privilégios e benesses que este sistema lhes pode proporcionar. Ou não estivessem nos seus genes os defeitos intrínsecos a todos eles, uma habilidade única e superior a qualquer outro povo de se moldarem e adaptarem a qualquer regime político consoante o lado para o qual sopram os ventos. Viu-se e vê-se a toda a hora e em todos os países do mundo, desde há quatro séculos até aos dias de hoje.

E tudo isto se vai passar quando o Herman José falecer. A encenação e a representação vão ser exactamente do mesmo género e com a mesma hipócrita dimensão. Este, que nunca foi de esquerda, nasceu rico e continuou sendo-o até hoje, sempre gostou de dinheiro e de viver com luxos e rodeado de todo o conforto que o grande dinheiro proporciona. Sempre teve o apoio do sistema e sempre foi apaparicado pelos donos deste, sempre foi poupado a incómodos que lhe pudessem ter sido apontados (isto é, troçar na maioria das vezes obscenamente sobretudo com a direita do passado e do presente, mas também com a presente esquerda - embora com muito cuidadinho não vá o Diabo tecê-las - pudera!, é esta que lhe permite ir continuando a encher as contas bem gordas em off-shores) por gozar com tudo e todos, mesmo com os deste regime (caso fosse outro que não pertencesse ao sistema a fazer o mesmo e seria cruxificado na praça pública e teria os dias contados), com a proteção do sistema maçónico em que a maioria que o compõe é pedófila compulsiva - com o maior escândalo a que este País jamais assistiu nos seus quase mil anos d'existência, de ter como segunda(?!!!) figura do Estado! um pedófilo compulsivo e que só de olhar para uma tal figura e saber que quem lá o colocou é, como pessoa, tão ou mais desavergonhado, repugnante e desprezível quanto o próprio, provoca uma repulsa interior difícil de classificar nos termos mais adequados - justamente acusada pela Justiça, livrou-se de lhe terem sido assacadas as culpas dos crimes cometidos no Processo de pedofilia da Casa Pia), etc.

Portanto cabe perguntar com toda a justiça qual a razão de tanta adulação e de nunca ter sido incomodado pelo sistema maçónico socialista/comunista e pelos donos deste? Porquê? Claro que toda a gente com um mínimo de conhecimento das linhas com que se coze este regime, saberá a resposta. E é esta resposta que deve ser desmascarada e posta a nu. Para bem de todos os que não alinham com esta podridão de sistema e dos criminosos que o arquitectaram, puseram em prática e o dominam com mãos de ferro, mas também e principalmente para bem da saúde física e mental dos portugueses.

Obs.: Dito isto nada retira à pessoa de Nicolau Breyner que terá sido certamente alguém de bom carácter e de indiscutível educação. Muito acima de quem polìticamente o rodeou e adulou, garantiu-lhe a liberdade de fazer todos os programas televisivos, filmes e novelas que ele quis e lhe apeteceu, fingindo-se cìnicamente seu amigo tanto durante a sua vida como agora que já não está.

Outra coisa será se Nicolau aderiu à maçonaria e aí muita coisa estará explicada. Até a sua pretensam
De [s.n.] a 17 de Março de 2016 às 00:23
... pretensamente inatacável personalidade de português honrado e patriota.
Maria
De [s.n.] a 17 de Março de 2016 às 16:08
"... protecção", naturalmente.

Há ainda um ou outro parágrafo inacabado e algum sinal gráfico a mais. Peço desculpa aos leitores.
Maria
De Bic Laranja a 17 de Março de 2016 às 23:55
Haverá algo estranho, realmente?
Se o actor se dizia de direita, católico praticante, o regime o protegeu, e acaba não sendo segredo que pelo meio era maçon, que explicação se há-de dar?...
Regimes que se apregoam democráticos, tolerantes, inclusivos, sempre hão-de estribar a sua propaganda em artistas destes. Mas como vê, sempre lho cobram, não é verdade?!... — Anda cá que vais ser maçon!

Cumpts.
De [s.n.] a 16 de Março de 2016 às 02:46
Ahahahahaha! Do melhor. Uma maravilha, essa sua ironia:)
Maria
De Vladek a 16 de Março de 2016 às 23:54
Mas o Nicolau Breyner era católico e maçónico ao mesmo tempo?
De [s.n.] a 17 de Março de 2016 às 16:32
Era, era, mas isso não impede que os auto-intitulados 'católicos', a somar a outras tantas criaturas que têm o descaramento inaudito de se confessarem praticantes da nossa Religião, tenham aderido à seita - por oportunismo, chantagem, soborno ou o que quer que seja. Eles próprios, os grão-mestres da seita, se ufanam e orgulham-se com este facto sumamente hipócrita e denunciador da gravosa (e falsa) personalidade dos ditos católicos. Não se pode obedecer a Deus e a Satanás.
Maria
De Bic Laranja a 17 de Março de 2016 às 18:40
A ser alguma coisa, era enfileirado na 5.ª coluna.
Cumpts.

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