Sexta-feira, 29 de Julho de 2016

Auto de exortação do neto a bater na avó

 Exorto todo o leitor que renegue os seus antepassados e se envergonhe da sua terra a não assinar a petição pública da preservação do jardim da Praça do Império em Lisboa.

Cidadania LX, 8/VIII/14
Imagem da Cidadania LX, de 2014. — O risco era o objectivo. Brasões riscados da praça; objectivo atingido.

Escrito com Bic Laranja às 15:22
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6 comentários:
De tron a 29 de Julho de 2016
Já assinei caro amigo, é um crime não quererem reconstruirem os brasões. Se fosse a seguir pela mesma linha de pensamento derrubavam o brasão/ logotipo do extinto BNU que está na sua antiga sede junto ao Arco da Rua Augusta onde antes funcionava o MUDE onde a volta da marca do banco aparecem os brasões das antigas províncias ultramarinas.
Estas mentes brilhantes querem apagar uma ligação que ainda existe porque no mundial de hóquei em patins de 2013 que se realizou em Angola ouvir os angolanos no jogo de abertura contra Portugal a cantarem A Portuguesa.
E mais recentemente foi a festa que os timorenses fizeram com os feitos de Portugal no Euro 2016. Cada vez menos entendo a bosta que está a comandar os destinos de Lisboa
De Bic Laranja a 29 de Julho de 2016
É bosta merdina.
Cumpts.
De [s.n.] a 31 de Julho de 2016
Bem, a primeira foto, a mostrar a impecabilidade dos brasões na relva, é uma pequena maravilha. Lindos e de uma perfeição absolutamente espantosa. A própria luz ligeiramente amarelada, na ocasião em que foi realizada a foto, empresta-lhes uma beleza inigualável.

Não cuidarem e, pior, destruírem aquele trabalho de jardinagem verdadeiramente único, obra de mestres, restituíndo-lhes o traçado original, que só nos engrandece como portugueses e que deixava tanto os turistas como os lisboetas que por ali cirandavam - durante os muitos anos que os brasões permaneceram intactos e bem tratados - boquiabertos pela originalidade e sobretudo pela grandeza e perfeição da obra, é um crime de de lesa-património urbano que reflectia as memórias de um Povo que foi Grande, Independente e Soberano. Sim, porque destruir uma obra de arte mesmo que produzida com recurso à relva, não é por isso que deixa de o ser.

Espera-se que haja bom-senso da parte da Cãmara Municipal e que os brasões não sejam substituídos por um qualquer mamarracho ou mais do que um... ("instalações", clamam os responsáveis da Câmara já que é assim que são designadas pelos 'artistas' que as produzem..., sem se rirem) dos muitos implantados em Lisboa e arredores e há quem assegure por todo o País. Uma vergonha. Basta o que basta.
Maria

De Bic Laranja a 1 de Agosto de 2016
Uma vereação séria salvaguardaria o património municipal (e nacional) laborando por conservá-lo e manter impecável. Esta usurpa-o e oblitera-o por capricho particular dum vereador ou dois. São uns iluminados que vêm muito acima da Nação e, mirolhos de avental que são, veneram sobretudo mirós de espécie estrangeira e e alcatruzam cabotinos como a tal Vasconcelos para paradigma da arte em Portugal.
Um desastre que nunca mais acaba!
De Carlos Moura a 1 de Agosto de 2016
Quanto disparate. Será que algum já parou para pensar que os brasões "coloniais" da Praça do Império são tão só QUATRO? E que a maioria dos lá existentes e em degradação são das capitais de distrito de Portugal? E que os Brasões valem a pena preservar por si e não porque representem hipoteticamente colónias o que não é verdade.
Preocupem-se com o que é real, as obras e a sua manutenção e não com o que é imaginário a glorificação de um passado de grandeza colonial que, praticamente nem está lá lá, nem esteve, porque a representação não foi feita para celebrar colónias mas para homenagear o país. Se Quatro são coloniais é porque era o desenho do país na altura, nada mais.
De Bic Laranja a 1 de Agosto de 2016
São só 4? E os demais são dos distritos da Metrópole?
Então o disparate é ainda mais absurdo, pois que a sanha da vereação é justamente contra os do Ultramar (ideologias!) e na voragem vai o portugalinho metropolitanto todo mai-las ilhas adjacentes. Grande feito por tão curta cegueira anticolonial. Devemos ter de expiar ali o passado ignóbil como o presente geográfico por... moda bem pensante.
Tristeza!

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