De [s.n.] a 26 de Abril de 2016
O tema vem mesmo a propósito. Estou há que tempos para deixar aqui umas notinhas sobre o 'mal falar, mal escrever', invertendo os termos duma frase sábia antiga, aconselhada pelos doutos linguístas d'então e adaptando-a à prática corrente e modernista, usada e abusada designadamente pelos meninos/as jornalistas das televisões, mas dizendo igualmente respeito a alguns políticos pseudo-eruditos e a outras personagens conhecidas que volta e meia aparecem nas televisões a botar discurso.

Aqui há um ou dois meses, quando apareceu em cena alguém que ia integrar o governo (ou coisa parecida) de apelido Summavielle, as meninas em reportagem do exterior e também no Estúdio, em off, repetiram o nome deste senhor com a bela fonética 'Samaviéle'. Que horror! (A fazer lembrar quando as mesmas pronunciam 'Giorge', o nome director de Saúde e nunca mais têm emenda). Dirão que não têm que saber pronunciar os nomes estrangeiros, mas enganam-se, têm sim senhora. Para isso tiraram o curso de jornalistas, ou não? E se não aprenderam no curso, então perguntem a alguém que saiba antes de dizerem bacoradas.

O actor(!) Diogo Infante num determinado dia (não anotei a data, mas sim a hora, creio que foi num dos seus programas de "Bom português"(?!) é fácil de encontrar) pelas 22.40 disse a seguinte frase (sobre algo que teria acontecido): "muitas histórias haveriam para contar...". Isto dito por um actor supostamente culto...

António Pedro Vasconcelos (um cineasta?...) e Glória de Matos (actriz...), num documentário já passado há algum tempo, pronunciaram o substantivo feminino "personagem" como se fosse masculino, isto é à brasileira. Lá diz-se "o" personagem, cá diz-se "a" personagem, para ambos os géneros. Terão estas duas personagens vivido no Brasil tempo demasiado?

Na TVI, a 14/3, um jornalista que estava a entrevistar pessoas à entrada da Basílica, no funeral de Nicolau Breyner, disse e repetiu não sei quantas vezes "o" personagem.

Fora do português deficiente, deixo três pequenas observações para quem vê as notícias e não suporta certas atitudes despropositadas das locutoras dos telejornais. A Rita Rodrigues está sempre a franzir a testa a cada frase pronunciada, nós, os telespectadores, não precisamos de ser 'convencidos' do que quer que seja, é o que parece transparecer do modo como ela transmite as notícias, nós queremos ouvir as notícias simplesmente, sem expressões descontextualizadas de quem quer convencer-nos de qualquer coisa de que não estamos interessados e menos ainda em ser convencidos.

A Alberta Marques Fernandes incorre no mesmo erro. Além de estar sempre com expressões faciais desajustadas de quem é suposto dever transmitir as notícias com ar sereno e imparcial, também gesticula exageradamente e despropositadamente. Também nos quer convencer à força de qualquer coisa que não nos interessa nada. E depois tem outro defeito que cai mal a quem a vê e ouve, está sempre a remexer o rabo (desculpem o plebeísmo) na cadeira, mais parecendo ter picos no assento. Horrível.

A Dina Aguiar, que já ultrapassou o prazo de validade como locutora há décadas, continua a ler as notícias. Quem tem culpa não é ela mas o director d'informação da RTP. Tem má dicção porque não pronuncia as últimas sílabas das palavras e tem dificuldade em articular as palavras por ter as cordas vocais afectadas, resultado 'engole' metade das sílabas e sussurra as restantes. Mas este seu problema da fala não é d'agora, houve telespectadores que há muitos anos, quando ela transmitia os telejornais, se queixaram do mesmo, pelo que este seu defeito, difìcilmente aceitável numa locutora, já vem de longe, precisamente desde que pela mão de Joaquim Letria se amesendou na RTP e por lá ficou para sempre. E a hipócrita esquerda levou décadas a acusar o Estado Novo de que só quem tinha cunhas é que conseguia arranjar emprego... Pois.

Isto para não falar nas mulheres, mães, cunhados, noras, genros, filhos e netos que, pela mão dos políticos e de outros elementos do sistema a estes chegados, estão espalhados por todos os ministérios, secretarias de Estado e demais instituições públicas e privadas, com tachos para a vida à custa do zé povinho. Estupores.
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