4 comentários:
De [s.n.] a 4 de Novembro de 2019
Talvez por ter estado alguns anos Brasil, não sei se antes ou depois de ser Ministro da Educação, o Prof. José Hermano Saraiva dizia 'corrução'.
Mas, os brasileiros dizem e escrevem 'corrupção'.
De Bic Laranja a 4 de Novembro de 2019
Os portugueses diziam corrução. A 1.ª edição do Aulete, de 1881, atesta-o inequìvocamente (cf. vol. I, p. 412). O p etimológico de corrupção levou um coice na reforma de 1911, tal como o c de victoria, por os portugueses o não pronunciarem nem ter ele valor diacrítico — ii e uu não variam de timbre, logo, foram aquelas consoantes dispensadas. O p de corrupção tornou a ser escrito pelo Acordo de 1945 segundo a regra de «se num dos dois países se diz, escreve-se» por, justamente, se dizer no Brasil.
Cumpts.
De Bic Laranja a 4 de Novembro de 2019
Com isto, os portugueses passarma a dizê-la com p. Praticá-la, a bem dizer, Portugal, Brasil e restante lusocoro a praticam com todas as letrinhas.
Cumpts.
De bst a 8 de Novembro de 2019
Sobre corrupção: o que está a dizer é que em 1945 se repôs o "p" do grafema da língua portuguesa "up", que havia sido quebrado em 1911, por um governo ditatorial, obedecendo a modas do séc. XVIII.
Ainda bem que assim foi. Foram os brasileiros? Agradecido.
Sobre pronúncias, teria alguma reserva em aceitar a não prolação do p em corrupção como fenómeno generalizado ou forma única. Na net está uma video em que Houaiss afirma que em Portugal se diz "áctividade", com o A aberto, quando a verdade é que, nem o facto do grafema ac estar intacto impediu o relativo fechamento do a inicial.
Sobre outros assuntos: sempre li Eça com a ortografia da primeira edição. Tenho quase a certeza que se escrevia cactos - encontra a palavra cacto n'A Cidade e as Serras e não me lembro de ler teto por tecto em livros portugueses do séc. XIX.
Não sei se em preguntar o "r" está lá devidamente. Parece-me que não, já que em latim é per e não pre.
O mesmo se dava, também indevidamente, com registro, já que em latim a terminação é "um" e não "rum".
Dito isto, lutemos contra o acordo, já que a evolução da língua se faz, na ortografia, pela sua estabilização.

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