
A Imprensa hillaryante continua tão democrática como as manifestações antitrampa das minorias ruidosas, hoje, de Londres ao Novo Mundo.
Ontem, pela alvorada, ouvi a notícia surpeendente de Trump ganhar aos votos seguida da notícia nada coisa do Marcelinho da gente lhe haver enviado sem demora as felicitações. Ouvi-o logo às 8h00 da manhã.
À tarde, uma repórter Cristina Lai Men da T.S.F. tomava as dores duns nova-iorquinos com uma directa nos lombos, decepcionados, infamados e chorosos; o Trump ter sido eleito humilha-os de vergonha e a repórter transmitia-no-lo pelo éter como se fossem aqueles frustrados o exemplo acabado de toda nação americana; infamante nação que na realidade, basta pensar, há-de ter votado no tal infame.
Contradizem-se tão estùpidamente e nem se dão conta? Ou dão e é pior...?
Pois, logo a seguir, um Rui Tukayana na mesma antena, lá noutra terra da América descobria afinal que por ali 70% dos eleitores tinham votado no tal infame com tanta naturalidade como aquela com que no dia seguite foram trabalhar: como se nada mais fosse. Escolheram tão livre e democràticamente como na América quem entenderam e seguiram com a vida. De tal maneira a vida corria normal que a intromissão do repórter os interrompia no trabalho e haviam de parar com ele para lhe responder à trivialidade da reportagem.
Entra de novo a Lai Men e... Milagre! Não é que tira da cartola uns quantos que também tinham votado no Trump e que hàbilmente escondera na primeira intervenção. Maldito Tukayana que lhe desfez o tabu. Quem terá escalado esse cronicão das informáticas a repórter de política?! O andróide estoirou pela culatra ao jornalixo engajado. Azar!
Na TV mais à tardinha iam para o ar os maiores figurões da scena política mundial: o Holanda da França; a Merkela da Alemanha — ambos com recados (pouco) subliminares de acordo com a escritura sagrada do evangelho polìticamente correcto; o Putin da Rússia que, em russo, diz trampa quando refere o Trump e que é muito engraçado ouvir e; a madame Le Pen, da extrema direita francesa, que foi das primeiras a felicitar Trump pela victória.
Isto das primeiras a felicitar lê-se nas entrelinhas.
Do Marcelinho da gente (ou da «Gente») não disseram nada. Será porque, já vistes, também ele foi dos primeiros a felicitar o Trump pela victória?!
(A imagem do Sr. Feijão como repórter imbecil não sei a origem, anda na rede.)
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