9 comentários:
De [s.n.] a 12 de Março de 2018
Olhe que produziram o efeito desejado, sim senhor... mas de facto não por muito tempo. As traquinices estavam-lhes na massa do sangue, como soe dizer-se e repetiram-se até terem atingido a pré-adolescência, altura em que adquiriram outros interesses, praticar vários desportos e sobretudo jogar futebol, hábito que se prolongou por muitos anos com alguns intervalos pelo meio devido às profissões de cada um deles.

Este meu irmão (o mais velho, aquele que era mais terrorista!), muito mais tarde e depois de uns anos sem praticar o seu desporto favorito, voltou a jogar por amadorismo num clube dos arredores de Lisboa por adorar futebol e também para se sentir bem fìsicamente. E muito mais tarde, depois de anos de trabalho e bem antes de se reformar voltou a jogar futebol nas horas vagas por amor a este desporto e também por se sentir bem com esse exercício físico.

O amor por este desporto foi transmitido pelo nosso Pai a todos os filhos e filhas (estas nunca lhe ligaram muito, diga-se em abono da verdade...), pois durante os seus estudos em Coimbra praticou-o sempre e fê-lo até ter terminado os estudos. E pela vida fora nunca mais deixou de ser um fanático por futebol e já adulto pelo seu/nosso adorado Sporting:) clube pelo qual sempre foi um adepto incondicional ainda em Coimbra e de certeza absoluta por influência do Visconde...

Para que se veja o jeitaço que o meu irmão tinha como jogador, o clube onde jogava nas horas vagas foi várias vezes jogar ao estrangeiro e, por exemplo, em Itália perante o jeito que ele tinha para a bola e também pelo seu aspecto físico, comparavam-no a um tal "Simone" (os colegas de cá pronunciavam Simoni) que jogava num clube lá do sítio e que parece ter sido muito bom jogador e fìsicamene era igual ao meu irmão. Foi assim que ele ficou a ser conhecido tanto lá como cá, no clube onde jogava.

Não admira que o meu irmão passasse por italiano, eu própria também parece que me assemelho a elas (o dono deste espaço sabe do que estou a falar;-).
Uma vez em Londres, estava eu a correr para apanhar o metro e um rapaz italiano, estudante, segundo me revelou, põs-se a correr ao meu lado e sai-se com esta "lei italiana?" Uma simpatia de rapaz e muito educado, caso contrário nem nunca lhe responderia.

Ficámos amigos e chegámos a trocar correspondência durante algum tempo, quando eu já tinha regressado a Portugal. E tem piada isto das parecenças, a minha filha também passa perfeitamente por uma italiana e por sinal é bem bonita!
Maria
De [s.n.] a 13 de Março de 2018
Que disse eu?, reguadas em ambas as mãos?, disparate! Palmatoadas é que devia ter escrito.

O processo inacreditável de punir alunos, meninas e rapazes, com reguadas, era praticado durante a Instrução Primária e aplicado em todas as escolas públicas sempre que os alunas/os não soubessem de cor a lição ensinada na véspera.

Nos rapazes talvez se admitissem esse género de castigos, porque naqueles tempos a maioria deles era incorrigível (nesta democracia tanto elas como eles são muito piores...) e talvez necessitassem deles para acalmar as fúrias. E não creio que os encarregados de educação se preocupassem grandemente com o facto, pelo contrário até os aprovariam, visto que havia rapazes verdadeiramente incorrigíveis. E é bom lembrar que, contràriamente aos dias de hoje, a escola de então também servia para formar o carácter da miudagem e ensinar as regras da boa educação e do civismo e do respeito pelo próximo.

Coisa que hoje, como se sabe, não acontece e isso é consequência directa das novas regras introduzidas no País pela excelsa democracia com um único objectivo, deitar por terra todos os processos educativos exemplares, tidos então como os correctos para formar adultos conscientes dos seus deveres para com a Sociedade. Numa palavra, era um ensino que servia também para fazer dos futuros adultos pessoas sérias, respeitadoras, íntegras e honestas.

Eu fui dois anos para a escola pública por estar perto de casa e porque o meu Pai conhecia a professora. Não gostava nada dela nem das suas atitudes ríspidas e menos ainda das reguadas que via a professora dar numa ou outra colega e que provocavam um autêntico terror em todas as alunas e disse isto ao meu Pai. Remédio santo, os dois últimos anos da primária fí-los numa escola particular.

E havia outro pormenor que analizado à distância de muitas décadas considero ter sido um erro do sistema educativo de então: não ter em conta a idade inadequada das professoras do ensino primário e do liceal ou secundário, como agora se diz. Da Primária ao Liceu todas as senhoras tinham bastante idade, com raras excepções. O que não sucedia nas escolas e nos colégios particulares.

É minha opinião que devido à idade avançada de muitas professoras, elas perdiam a paciêcia e a vontade de ensinar a miudagem e de lhes explicar o que necessitava ser explicado, como era sua estrita obrigação.

O completo oposto do que mais tarde para minha imensa felicidade fui encontrar tanto nos últimos anos da primária como depois no Externato, onde graças a Deus fui encontrar professoras novas simpáticas, acessíveis e com métodos de ensino excepcionais.

O que quis dizer quanto ao método adoptado pelo nosso Pai para castigar as diabruras e travessuras dos meus irmãos, era dar-lhes palmatoadas nas mãos e não reguadas, visto que o instrumento usado era uma palmatória e não uma régua, Santo Deus!
Subconscientemente devia estar a pensar nas temíveis reguadas que vi a professora dar a duas ou três colegas. Pobres miúdas.
Maria

Nota: quando referi no meu anterior comentário "por influência do Visconde", queria dizer "por influência do Visconde seu grande amigo"

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