De Filipe a 22 de Janeiro de 2016
Os ingleses têm a tradição das avenidas largas com árvores folhosas ou enormes parques que estão verdes todo o ano com relva que todos pisam.

Nós não gostamos muito de árvores em passeios pois as senhoras queixam-se das folhas no Outono, que sujam o passeio, e as copas, que «tiram a vista» à casa e «tapam a luz».

Contudo no passado fizeram-se excelentes jardins em meio urbano e parques. Essa tradição perdeu-se na totalidade quando surgiu a selvajaria urbana no final dos anos 60. A praça ajardinada portuguesa é única no mundo e as que existem têm sido descaracterizadas.

O nosso jardim por tradição inclui espécies de todos os continentes. As casas dos «brasileiros» do século XIX também costumavam ter bons jardins.

Nós temos uma tradição extraordinária no Norte, mormente no Porto, que é a tradição das moradias com logradouros. Hortas em meio urbano, nunca vi nada assim na Europa. Nos últimos quarenta anos essas moradias têm sido demolidas para dar lugar a mamarrachos.

Outro problema que temos: a destruição das espécies nativas. Caso do Choupal de Coimbra. Os choupos, salgueiros, freixos ou carvalhos têm sido substituídos por eucaliptos e acácias.

Temos falta de uma rede nacional de florestas nativas. Praticamente temos as matas plantadas no passado para estabilizar as areias do litoral. E os pinheiros não representam a nossa floresta. Nós temos mais de 40 árvores e arbustos e temos espécies só nossas prestes a desaparecer. Caso do carvalho-roble que existe a Sul do Tejo. O carvalho-das-canárias já está extinto em Monchique. E na Arrábida já desapareceram as palmeiras-das-vassouras com porte arbóreo.
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