Cagagésimo de segundo – intervalo de tempo, inferior ao segundo, que em Portugal identifica o tempo decorrido entre o aparecimento da luz verde do semáforo e a irritante buzinadela do carro que se encontra à nossa retaguarda.
Eduardo Alexandre Viegas Ferreira de Almeida, «"Lenha" em Nhamarroi», in Quarenta Anos de Aviação, Martins & Irmão (impressor), 1995, pp. 152.

Semáforos, Avenida, 1930 ante 1/6/1928.
Ferreira da Cunha, in archivo photographico da C.M.L.
De [s.n.] a 9 de Fevereiro de 2019 às 23:26
Muito sinceramente tenho pena de não ter vivido nestes tempos. Por todos os motivos e mais um.
Maria
Também tenho essa pena.
Cumpts.
De gato a 10 de Fevereiro de 2019 às 14:57
Reza a tradição que foi Luís Filipe Leite Pinto (irmão de Francisco de Paula Leite Pinto) e que era professor liceal, que inventou o termo 'cagagésimo'.
Sua Mãe, de Alcácer do Sal, e que morreu além dos 90 nos, escrevia para os filhos 'em verso'. Inacreditável mas verdadeiro.
Ora aqui está uma informação (duas) que desconhecia.
Cumpts.
Eis uma palavra que os meus amigos de adolescência e eu usávamos mas que entretanto deixei de dizer porque constatei que ninguém a percebia.
O Priberam já a incorporou. A par de «colhonésimo», veja bem!...
Cumpts.
Cagagécimo:Período de tempo inferior ao nano :)
Pena, hoje em dia, os 'engarrafamentos' na Avenida não serem assim.
Sim. Vivemos tempos demasiado cheios. Torna-se tudo irrespirável.
Cumpts.
De José Leite a 12 de Fevereiro de 2019 às 10:56
Caro "Bic"
Uma pequena rectificação se me permite.
Esta foto não pode ser de 1930, mas sim anterior a 1 de Junho de 1928, data a partir da qual a circulação de veículos passou a fazer-se pela direita. Nesta foto os automóveis ainda circulavam pela esquerda ...
O AML em datas ...
Os meus cumprimentos
José Leite
Obrigado, prezado José Leite!
Penitencio-me duma desatenção destas. Sem desculpa.
Cumpts.
De [s.n.] a 14 de Fevereiro de 2019 às 00:31
Pedindo-lhe desculpa pelo abuso do espaço e agradecendo a sua infinita benevolência, passo a dar algumas lições de português aos jornalistas e aos convidados. É neste blogo se pode fazer este serviço público porque toda a gente vem ler o que aqui é criticado por se ser avesso ao polìticamente correcto, neste incluídos os atropelos à nossa lindíssima língua praticados por toda esta geração de políticos, mas também por lincenciados, doutorados, comentadores, convidados e pelos jornalistas de todos os canais.
Salvam-se alguns jornalistas desportivos, honra lhes seja, como também por alguns convidados destes e d'alguns outros programas. Deixo alguns nomes dos melhores jornalistas, como já o havia feito anteriormente:
O Miguel Fernandes é fluente e impecável no português, só deve evitar dizer EQUIPE (um francesismo inadmissível), este vocábulo é d'origem francesa e os brasileiros adoptaram-no, mas nós estamos em Portugal e em português a palavra correcta é EQUIPA!; a advogada Susana (?) que o acompanha nos comentários jurídicos fala fluentemente o português e a dicção é perfeita, só deve evitar mostrar o peito com exageradíssimos decotes (como faz quase sempre), porque essa falta de decoro retira-lhe a credibilidade que sem dúvida merece e em televisão (para quem quer que seja que lá apareça) a postura, a apresentação, a discrição no vestuário e a moderação no discurso são atributos indispensáveis pelo que não se podem nem devem descurar; o excelente jornalista desportivo Rui Pedro Brás só peca por repetir (tal como o Miguel Fernandes) incorrectamente a palavra EQUIPE - curiosamente já alguns jogadores e alguns treinadores, menos o Jorge Jesus, mas este não tem culpa, já pronunciam correctamente o substantivo EQUIPA que é, este sim, verdadeiramente português;
o Rui P. Brás e o Miguel Fernandes repetem PARADÔXO constantemente, estando esta fonética incorrecta, aprendam que o "O" que antecede o "X" está lá justamente para abrir tònicamente a vogal que o antecede - qualquer vocábulo que gràficamente contenha o "X" obriga a abrir a vogal anterior; estes dois excelentes jornalistas (e outros mais) repetem contìnuamente a palavra "acerca" fechando a A inicial..., erro crasso!, o advérbio é formado pela preposição "A" e pelo substantivo "CERCA", por ex.: "O aeroporto fica A CERCA (o "A" fechado e o "E" fechado) de dez quilómetros do centro da cidade", a outra palavra fonèticamente semelhante mas de signicado diverso é a loc. prep. "ACERCA DE", pronuncia-se 'ÀCÊRCA' (A aberto e o E fechado e significa "a respeito de", "relativamente a";
a Carla Moita é sóbria no discurso e fala correctamente; a Mariana (?) da CMTV, é uma excelente jornalista sobre assuntos desportivos, sobretudo futebol, o único que por vezes vejo e alguns colegas seus também o são, coisa rara diga-se de passagem e os cometadores destes programas desportivos são quase todos competentes e falam mìnimanente bem, salvo um que dá algumas calinadas e repare-se que nem sequer é o Futre, que uma vez foi comoventemente sincero e honesto ao afirmar ter tido pouca instrução, estando por isso desculpado n'alguns desacertos de linguagem; a Teresa Dimas é mìnimamente correcta no português, mas não deve interromper os convidados; as duas Patrícias da TVI são mais ou menos correctas no português (uma é melhor do que a outra, esta última pronunciava as palavras com som anasalado absolutamente horrível para parecer menina-bem...), mas ambas pecam miseràvelmente ao pronunciar a palavra FLAGÊLO (elas e muitos/as colegas e convidados/as e até doutores e engenheiros o dizem e repetem...), esta palavra "flagellu" d'origem latina, ao ter passado ao portuguuês adquiriu a mesma fonética, isto é, pronuncia-se FLAGELO com o "E" bem aberto como se levasse acento agudo, mas naturalmente sem o sinal gráfico.
O nome próprio FÉLIX, d'origem inglesa, neste idioma pronuncia-se de facto FELIX (fíliquesse) mas em português sempre se pronunciou FELIX (féliz) como se a palavra fosse FELIZ (com o E aberto) e é um adjectivo e não um substantivo próprio ou seja, como se o "E" levasse acento agudo e o X adquirindo o significado de um Z;
Há mais, muito mais. Fica para a próxima.
Maria
De [s.n.] a 15 de Fevereiro de 2019 às 18:36
Correcção: "... como se o "E" levasse acento agudo e o X adquirindo o significado de um S" (e não de um Z).
Maria
Do fim:
Félix vem do latim. O xis deve dizer-se como xis, sim senhora, e não como «cs». Significa «feliz».
Flagelo é como diz; o «e» tónico do latim vulgar persiste em geral no português. A forma antiga era «fragelo»; em latim quer dizer açoite.
Paradoxo também é como diz, com «o» tónico aberto; o Aulete de 1881 assim o confirma, embora os gregos digam παράδοξο (parádoxo).
Equipe é galicismo escusado porquanto o aportuguesamento está mais que consolidado, tal como cabina ou vitrina.
Dos jornalistas digo só da Mariana Águas da CMTV; oportuna a falar e discreta a deixar falar, sempre muito justa medida. Ao contrário do João Ferreira, insuportável.
Cumpts. :)
De [s.n.] a 21 de Fevereiro de 2019 às 16:29
Exactamente.
Antes de ter iniciado esta enorme e muito curiosa listagem de marcas de Autocarros, pensei que tinha ido de férias ou que tivesse estado doente dado os muitos dias que esteve sem escrever. Graças a Deus parece que não foi o caso:)
Maria
Ando só para aqui. Uns dias mais inspirado, outros nem nada.
Obrigado do seu cuidado.
:)
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