De [s.n.] a 14 de Fevereiro de 2019 às 00:31
Pedindo-lhe desculpa pelo abuso do espaço e agradecendo a sua infinita benevolência, passo a dar algumas lições de português aos jornalistas e aos convidados. É neste blogo se pode fazer este serviço público porque toda a gente vem ler o que aqui é criticado por se ser avesso ao polìticamente correcto, neste incluídos os atropelos à nossa lindíssima língua praticados por toda esta geração de políticos, mas também por lincenciados, doutorados, comentadores, convidados e pelos jornalistas de todos os canais.

Salvam-se alguns jornalistas desportivos, honra lhes seja, como também por alguns convidados destes e d'alguns outros programas. Deixo alguns nomes dos melhores jornalistas, como já o havia feito anteriormente:

O Miguel Fernandes é fluente e impecável no português, só deve evitar dizer EQUIPE (um francesismo inadmissível), este vocábulo é d'origem francesa e os brasileiros adoptaram-no, mas nós estamos em Portugal e em português a palavra correcta é EQUIPA!; a advogada Susana (?) que o acompanha nos comentários jurídicos fala fluentemente o português e a dicção é perfeita, só deve evitar mostrar o peito com exageradíssimos decotes (como faz quase sempre), porque essa falta de decoro retira-lhe a credibilidade que sem dúvida merece e em televisão (para quem quer que seja que lá apareça) a postura, a apresentação, a discrição no vestuário e a moderação no discurso são atributos indispensáveis pelo que não se podem nem devem descurar; o excelente jornalista desportivo Rui Pedro Brás só peca por repetir (tal como o Miguel Fernandes) incorrectamente a palavra EQUIPE - curiosamente já alguns jogadores e alguns treinadores, menos o Jorge Jesus, mas este não tem culpa, já pronunciam correctamente o substantivo EQUIPA que é, este sim, verdadeiramente português;

o Rui P. Brás e o Miguel Fernandes repetem PARADÔXO constantemente, estando esta fonética incorrecta, aprendam que o "O" que antecede o "X" está lá justamente para abrir tònicamente a vogal que o antecede - qualquer vocábulo que gràficamente contenha o "X" obriga a abrir a vogal anterior; estes dois excelentes jornalistas (e outros mais) repetem contìnuamente a palavra "acerca" fechando a A inicial..., erro crasso!, o advérbio é formado pela preposição "A" e pelo substantivo "CERCA", por ex.: "O aeroporto fica A CERCA (o "A" fechado e o "E" fechado) de dez quilómetros do centro da cidade", a outra palavra fonèticamente semelhante mas de signicado diverso é a loc. prep. "ACERCA DE", pronuncia-se 'ÀCÊRCA' (A aberto e o E fechado e significa "a respeito de", "relativamente a";

a Carla Moita é sóbria no discurso e fala correctamente; a Mariana (?) da CMTV, é uma excelente jornalista sobre assuntos desportivos, sobretudo futebol, o único que por vezes vejo e alguns colegas seus também o são, coisa rara diga-se de passagem e os cometadores destes programas desportivos são quase todos competentes e falam mìnimanente bem, salvo um que dá algumas calinadas e repare-se que nem sequer é o Futre, que uma vez foi comoventemente sincero e honesto ao afirmar ter tido pouca instrução, estando por isso desculpado n'alguns desacertos de linguagem; a Teresa Dimas é mìnimamente correcta no português, mas não deve interromper os convidados; as duas Patrícias da TVI são mais ou menos correctas no português (uma é melhor do que a outra, esta última pronunciava as palavras com som anasalado absolutamente horrível para parecer menina-bem...), mas ambas pecam miseràvelmente ao pronunciar a palavra FLAGÊLO (elas e muitos/as colegas e convidados/as e até doutores e engenheiros o dizem e repetem...), esta palavra "flagellu" d'origem latina, ao ter passado ao portuguuês adquiriu a mesma fonética, isto é, pronuncia-se FLAGELO com o "E" bem aberto como se levasse acento agudo, mas naturalmente sem o sinal gráfico.

O nome próprio FÉLIX, d'origem inglesa, neste idioma pronuncia-se de facto FELIX (fíliquesse) mas em português sempre se pronunciou FELIX (féliz) como se a palavra fosse FELIZ (com o E aberto) e é um adjectivo e não um substantivo próprio ou seja, como se o "E" levasse acento agudo e o X adquirindo o significado de um Z;

Há mais, muito mais. Fica para a próxima.
Maria

De [s.n.] a 15 de Fevereiro de 2019 às 18:36
Correcção: "... como se o "E" levasse acento agudo e o X adquirindo o significado de um S" (e não de um Z).
Maria
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.