Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Duns miseráveis fideputas

  Está para fazer 40 anos que Portugal acabou (hão-de-lhe largar foguetes...) Entregue o Ultramar com portugueses e tudo, vendida a soberania, torradas 400 toneladas de ouro «fascista», eis que vejo nestes dias de penúria os herdeiros dos entreguistas de 74 pilhando ... as pedras da calçada. E tamanha é a pouca-vergonha que me ainda apoucam a inteligência com fanfarronadas de «Acessibilidade Pedonal» (linguagem de estúpidos) sem nunca haverem zelado pela simples e elementar conservação dos passeios.

Praça do Areeiro (lado Sul), Lisboa (Horácio Novais, s.d.)
Praça do Areeiro, Lisboa, [s.d.].
Estúdio de Horácio Novais, in Bibliotheca de Arte da F.C.G.


Nota: ali, no recanto retratado, pavimentaram há semanas o chão com um pardo lajedo de cimento; ficou uma lindeza.
Escrito com Bic Laranja às 21:36
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2 comentários:
De [s.n.] a 22 de Fevereiro de 2014
A monstruosa intrujice dos responsáveis camarários de, sob pretextos falaciosos, quererem substituir à força a calçada portuguesa por uma porcaria de pavimento vulgar e deselegante e, ademais, já efectivado em muitos locais públicos da Capital e de outras cidades, deve-se exclusivamente à ganância desmedida dos supra-citados mas também e em larga medida ao ódio que devotam a tudo o que tenha beleza e possua tradição, já que eles odeiam a Pátria onde nasceram e tudo o que se lhe relacione.

A conversa dos aldrabões, que por sua vez pagam a circunstantes para repetir o chavão cediço de que o pavimento dos passeios se torna perigoso para os mais velhos, deficientes, etc. - o que não deixa de ser verdade, mas a realidade é muito outra - é porém mais uma atoarda à boa maneira dos oportunistas e ladrões que desde há décadas, bem instalados e melhor remunerados, desgovernam a cidade de Lisboa a partir da Praça do Município. O que se passa é que o calcetamento dos passeios ou os seus 'arranjos' (e não a sua cuidada manutenção, já que esta é vergonhosamente amanhada ou simplesmente inexistente) tem sido de um modo sistemático mal e porcamente executado. São desnivelamentos enormes e estes sim, perigosíssimos para pessoas de todas as idades e mais ainda para deficientes, e covas profundas provocadas pela chuva, consequência directa da péssima colocação das pedras feita por amadores e não profissionais e também das muitas faltas destas e não repostas (coisa jamais vista no regime anterior, tanto o vergonhoso calcetamento como neste a falta de pedras). Pode mesmo dizer-se sem receio d'errar, sabendo nós do que a casa gasta, que tudo isto se passa para os responsáveis pelo respectivo pelouro da Câmara terem mais um pretexto, com fortes (mas fabricadas) razões aduzidas, para substituir a nobre, única e linda calçada portuguesa por 'manchas' horrorosas, descaracterizadoras da identidade da Capital e de outras cidades do País, por cimento ou outro material feio e de baixa qualidade, sendo esta mais uma machadada nas nossas tradições a juntar a muitas outras perpetradas impunemente ao longo dos anos por um bando de corruptos gananciosos por dinheiro cuja instantânea ascensão à governação deste querido Portugal tivemos a infelicidade de consentir sem prévia recomendação ou provas dadas de integridade e patriotismo e, mais grave do que tudo, sem o registo criminal onde constassem todos os crimes cometidos de alta traição à Pátria. E aqui não se trata de uma metáfora, é a indesculpável e trágica realidade de que ingènuamente prescindimos e pela qual iremos pagar um alto preço até ao fim dos nossos dias.

Há em mim uma repetição de argumentos, eu sei, mas torna-se necessária até que os bandidos que ainda andam por aí à solta se capacitem de que estamos fartos deles, que chega de crimes cometidos contra a Pátria, que estão a mais neste País.



De [s.n.] a 22 de Fevereiro de 2014
Esqueci-me d'assinar o comentário acima, peço desculpa.
Maria

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