15 comentários:
De RH a 28 de Dezembro de 2014
Não será a falar de acordo com AO, mas a escrever. Se bem que, inegavelmente, a nova escrita acaba por ter influência ao nível fonético.
De Bic Laranja a 28 de Dezembro de 2014
Já está a ter. Havemos de confrontar os «fatos» que se dirão daqui em diante com os que se disseram até ontem e comprová-lo.
Não que alguém faça caso.
Ano bom!
De Joe Bernard a 28 de Dezembro de 2014
E uma notícia do "Correio do Minho" em qu está escrito:

Discucção do PDM começa a 6 de Janeiro.

Esta bate todas!!!
De Bic Laranja a 28 de Dezembro de 2014
Discucção?! Parece o homem invisível: uma coisa nunca antes vista.
Ano bom!
De Bic Laranja a 28 de Dezembro de 2014
Mas parece-um jornal que sabe o Português...
http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=83494
Cumpts.
De ASeverino a 5 de Janeiro de 2015
Num jornal, atenção que isto, para mim, é crime para levar o manjerico que escreveu à barra do tribunal mas atenção que não estou a ironizar, estou mesmo a falar a sério!

Uma vergonha!

Uma tristeza!

É o "Correio do Minho" mas podia perfeitamente ser o "Correio da Manhã" esse vómito da manhã.
De Bic Laranja a 7 de Janeiro de 2015
Nessa medida dou-lhe razão. E se atentarmos na imprensa (incluída a folha do governo) depois do grande acidente ortográfico, com «adetos», «convições», «patos» e «compatos», cidades «invitas», obras de «fição», «eruções» vulcânicas e factos feitos «fatos», condenar à guilhotina os imbecis que assim redigem é simples e justa pena de talião.
Que desgraça!
De mujahedin a 29 de Dezembro de 2014
É semelhante a este o caso do verbo "dizer"?
De Bic Laranja a 29 de Dezembro de 2014
Sim.
Cumpts.
De Nelson Reprezas a 29 de Dezembro de 2014
Aceito a crítica e o meu erro foi claro. Ainda assim... perdoável por alguma ligeireza na análise. Todavia, em defesa da honra, não me considero um suburbaninho mais ilustrado. Mas não me apetece esclarecê-lo sobre o que me considero. Cumprimentos.
De Bic Laranja a 30 de Dezembro de 2014
Não me referia a si. Os suburbaninhos ilustrados são a massa ignara que molda esta civilização pela imprensa e pelas TV, com doses bíblicas de estupidez «bem-pensante» e pseudo-evoluída.

Cuidei que o plural «mesmo os que queremos, procuramos e nos esforçamos por escapar &c.» fosse claro sobre a conta em que o tive, diferente da daqueles. O caldo civilizacional, inculto e falho de senso que nos submerge é avassalador. Por mais que tentemos contrariá-lo (digo-o por mim) é nesse caldo que nos formamos; daí o defeito em que nos havemos, como no verbete dizia.
Lamento o equívoco.
Ano bom!
De ASeverino a 5 de Janeiro de 2015
Será que Reprezas é mesmo com z? se calhar é com s...quiçá...
De Nelson Reprezas a 6 de Janeiro de 2015
Não há quiçá... Reprezas é com «Z» porque provém de um apelido espanhol de uma senhora galega que implantou uma prole de RepreZas em Portugal, no início do século XX. Dos (poucos) Reprezas entretanto fixados em Portugal foram rsultando filhos, netos e bisnetos. Alguns, com o tempo, foram aportuguesando o apelido para Represas com «s», dos quais, talvez o mais conhecido seja o Luis Represas, músico, e irmãos, embora o pai (Alberto Reprezas) ainda assinasse com «Z». Temos, assim que há um punhado de RepreZas e alguns RepreSas. Se pesquisar/pesquiZar no Face Book encontrará bastantes Reprezas, mais situados ao Norte e alguns Represas radicados em Lisboa.

Espero ter satisfeito a sua curiosidade e desfeito o quiçá.

Já agora: nós somos muito propensos a vícios de linguagem, como deve saber. Eu, por exemplo,comecei a ver o meu nome acentuado no «e», sobretudo à medida que foram surgindo jogadores de futebol com o meu nome, aos quais os jornais desportivos se apressaram a colocar um acento tónico. Assim a modos como pronunciar os «juniores», acentuando a sílaba ANTES da antepenúltima sílaba.

Por outras palavras... quiçá eu devesse assinar como Nélson Represas?
De Bic Laranja a 7 de Janeiro de 2015
Salvo erro foi no prontuário de Bergstrom que li das palavras graves terminadas em «n» (por norma acentuadas) não carecem de acento se a dita sílaba tónica terminar em «l» ou «r»; daqui Nelson e Carmen e não Nélson nem Cármen, mas Rúben (ou Rubem, que se já vai vendo) e não Ruben.
Cumpts.
De Bic Laranja a 7 de Janeiro de 2015
Verter o «z» do apelido em «s» é o mais natural pela óbvia associação a «represa». Tanto mais que se não conhece vocábulo «repreza» senão por corruptela da oralidade de «represa». E neste caso só em português, já que em castelhano o «s» intevocálico nunca se confunde com «z» (em castelhano há o subst. «represa» mas não «repreza»). Como o nome vem da Galiza, porém, não sei...
Simples conjectura. O Sr. Reprezas melhor saberá se a origem do seu apelido é o subst. comum «represa», sinónimo de açude.
Cumpts.

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