Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

Dos misantrôpegos do comunismo subreptilício

 Uma Carla Russo dizia esta manhã na emissora 2 que era «claustrofóbica às multidões». Dizia-o por ir actuar na festa do Àvante, uma grande festa, se bem que com uma «índole subreptìciamente política». Esta Carla Russo deve ser artista de nomeada; a falar assim e logo no posto radiofónico da música erudita...

 Subreptìciamente política, não foi que disse?...

Antena 2 subreptìciamente

Fotocomposição do twiter chilrear da emissora 2 com pin/crachat broche do P.C.P.

Escrito com Bic Laranja às 21:06
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3 comentários:
De Mandarinia a 1 de Setembro de 2016
Caro Bic,

Quanto à menina Russo deixo a sugestão de ir ver os documentários que estão a passar na RTP 3 intitulados o "Apocalipse de Estaline". Provavelmente perdia a vontade de ir à festa.

Aproveito para lhe deixar uma pergunta.
Nas férias conversando com amigos ouvi uma história interessante. Teria sido vontade de Salazar fazer nos Olivais o mesmo que fez no Restelo (bairros de moradias). De facto há nos Olivais moradias parecidas com as do Restelo. Mas que depois os planos mudaram e começou-se a construir também prédios. Os arquitectos que fizeram os projectos desses prédios seriam contra o Estado Novo e a forma que encontraram de manifestar o seu desagrado seria a de fazerem os prédios tão feios que os planos originais de fazer dos Olivais um novo Restelo ficariam irremediavelmente comprometidos. E agora a pergunta: há alguma verdade nisto? É que as moradias estão lá (poucas) e os prédios feios também (muitos). Mas seria de propósito? Só para estragar os planos de Salazar? Não pensaram nas gerações vindouras que teriam de olhar por muitos anos para aqueles mamarrachos?

Com os melhores cumprimentos
De Bic Laranja a 2 de Setembro de 2016
A menina Russo não deve saber nada de nada, por isso fala como fala.

Os Olivais. Desconheço um plano de vivendas. Há o bairro da Encarnação que se conforma aos bairros económico do Restelo, Caselas, Ajuda, Alvito, gizados um pouco à Raul Lino, pelo tema da casa portuguesa. Os tempos e as modas ditaram outra coisa. O bairro de Alvalade já se não quadrou com o modelo dos bairros económicos como aqueles; impôs-se o R/C 1.° e 2.° (mas ainda com logradouros para pequenas hortas familiares) e ao depois vingou a carta de Atenas: blocos (à alemã?) com áreas ajardinadas de permeio; b.º das estacas, Av. dos E.U.A. e finalmente os Olivais. Estes, estendendo no modelo estrangeiro da carta de Atenas a ideia de fusão de classes já ensaiada no b.º de Alvalade, com casas de renda económica entremeadas doutras de renda livre destinadas às classes mais abastadas (e a permitir rendimento justo e não subvencionado aos patos bravos). A construção em altura e o gosto dos Olivais são já dum tempo de especulação imobiliária e de afirmação de modelos estrangeiros. E da vitória da especulação compare os Olivais dos anos 60 com os dos anos 2000 (expo), veja o volume de construção por m2 (largura dos arruamentos, espaços verdes) e conclua do modelo pós-moderníssimo que acabou por imperar.
O que fintou o Salazar foi a marcha do tempo. O mamarracho pós-moderno do ministério das Corporações em plena Praça de Londres em rico estilo Português Suave é o exemplo acabado.
Cumpts.
De Mandarinia a 3 de Setembro de 2016
De facto a história pareceu-me um pouco fantasiosa. Mas não deixa de ser interessante pois reflecte o olhar de alguém que olhando para os dois tipos de habitação concluiu que a segunda só podia ser uma vingança por ser tão feia.
O tempo marchou mas hoje inevitavelmente as pessoas olham para as casinhas (os tais bairros económicos) com ternura e o desejo de que existissem mais.
Tem razão a especulação imobiliária levou a um modelo lúgubre onde a relação entre os espaços interiores e exteriores não existe. Cada centímetro é aproveitado para construir. Sei do que falo pois moro nas Laranjeiras (se uma criança que mora no "GreenPark" quiser ir brincar a casa da amiga que mora na "Quinta das Mil Rosas", como faz? De carro, garagem com garagem).
Bem haja por tanto saber e me esclarecer.
Bom fim-de-semana

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