Quarta-feira, 2 de Agosto de 2023

… e a vida sorri

 No meu tempo de menino o Cornetto era o maior sorvete do cartaz. E coisa rara. Só ao domingo ou quando me a madrinha dava um dinheirito é que me lambuzava com um Cornetto.
 São coisas que mudam. Melhoram como da longa noite para a plena liberdade. E o magnífico dêstes tempos de agora meço-o pela pluralidade de Magnuns no cartaz, tôdos mais chiques e mais caros que o Cornetto. Com o pouco mais de rajás que sobram no cartaz é mais ou menos como o Ford T, o primeiro automóvel produzido em série. Podia escolher-se em qualquer côr desde que fôsse preto. Por aí me parece que vai o cartaz da Olá.

 

Escrito com Bic Laranja às 15:12
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20 comentários:
De Percival a 2 de Agosto de 2023
Agora, os preços dos gelados são "chiques a valer", de modo que o dinheirito da senhora madrinha não chegaria para tal excentricidade...
De Bic Laranja a 7 de Agosto de 2023
Agora há mais fartura. E com ela a Olá pôs o Perna de Pau a 260$00. O ano passado era a 200 mil réis. É quási 1/3 mais caro, ou 30% de inflação, na maneira de dizer dos jornais.
Cumpts.
De Figueiredo a 3 de Agosto de 2023
Era o melhor, infelizmente a Olá caiu em decadência, perdeu qualidade, o actual símbolo da marca é muito feio e parolo - não tem identidade - o cartaz é muito pobrezinho, e as embalagens/invólucros dos gelados têm um mau grafismo, quer dizer, «design».

Veja lá que até o chiclete do Epá foi banido.

O reclame do vídeo que publicou é impecável, até à Década de 90 do Século XX realmente valeu a pena.
De Bic Laranja a 7 de Agosto de 2023
Pois é!…
Nos anos 90 apareceram os Magnuns. Lembra-me que era uma novidade chique a valer, não sei se com o prêço já por cima do Cornetto — calhando, não — ou se andava êle pelo mesmo para filhar a freguesia.
Eh pá, a pastilha do Epá diz que foi por causa das creancinhas. Regras da C.E.E, não sei se de paranóides da segurança — diz que se os meninos podiam engasgar —, se algo mais perigoso como o que ditou uma directiva sôbre o arco de curvatura do pepino a vender na praça.
A pastilha do Epá era uma bolinha igual à que por anos e anos qualquer miúdo tirava sem se engasgar por 5 ou 10 tostões daquelas maquinetas de rodar o manípulo que havia à porta de qualquer café.
Enfim!…

Cumpts.
De gato a 8 de Agosto de 2023
Fui ler a directiva sobre o arco de curvatura do pepino. É uma imundície mesmo perdoando a burocracia.
A burocracia é a arte de tornar o simples em complicado através do inútil.
Cumps
De Bic Laranja a 8 de Agosto de 2023
Exacta definição. Se somarmos a estupidez à cupidez dos seus agentes devemos chegar ao zénite da civilização, como se tem visto, aliás.
Cumpts.
De Figueiredo a 8 de Agosto de 2023
Não é paranóia com a segurança, é antes uma frustração, inveja, e traumas pessoais, de certa gente - talvez quando eram crianças pediam um Epá e os Pais davam-lhes um estalo, depois iam beber copos para o café - daí certas coisas depois surgirem à boleia de outras, infelizmente.

Em relação à curvatura do pepino e demais normas presentes na directiva que consta na ligação, só lhe tenho a dizer que há coisas do arco-da-velha.

Essas máquinas eram espectaculares, em ferro e havia junto de tabacarias, clubes de vídeo, cafés, etc., algumas, talvez por defeito, por vezes lançavam duas bolinhas de chiclete em vez de uma.

De Bic Laranja a 8 de Agosto de 2023
Ah ah ah!
Esses pais de dar estalada pela pedincha dos filhos são da velha guarda, mas cuido que no tempo do Epá já se modernizavam a emborcar mines, em vez do velho copo de três.
Cumpts.
De Figueiredo a 9 de Agosto de 2023
Não é correcto você não dar um brinquedo ou um gelado - por exemplo - a um filho, e ainda por cima dar-lhe umas lambadas, para depois pegar no dinheiro e ir para o café beber copos ou consumir/comprar outra coisa qualquer; isso é de gente mal-intencionada.

O dever dos Pais é proporcionar aos filhos tudo aquilo que faz parte de uma infância normal, e que lhes dá conforto, satisfação, e carinho.
De Bic Laranja a 9 de Agosto de 2023
Tem razão. Fiz uma caricatura. Conheci miúdos com pais de certo modo severos, mas confesso que nenhum como o que o que descrevi.
O que recordo dêsse tempo da velha guarda são pais disciplinadores. Severos, mas não não brutos tão gratuìtamente só porque o petiz lhe pedia um gelado. Normalmente um açoite por uma maldade.
Cumpts.
De gato a 4 de Agosto de 2023
Vexa mostra coisas lindas. E eu procuro outros exemplos:
#publicidadeantigaportuguesa - YouTube
https://www.youtube.com/hashtag/publicidadeantigaportuguesa

Talvez se encontre uma ou outra coisa gira dos tempos em que neste país se trabalhava.

cumps
De [s.n.] a 5 de Agosto de 2023
De que ano são esses filmes?

Cumpts.
De Bic Laranja a 7 de Agosto de 2023
Êste do Cornetto deve sêr do tempo do Cavaco. Posterior ao da Julie Sergent, porém. E ao da… da televisão a preto e branco
.
Cumpts.
De Bic Laranja a 7 de Agosto de 2023
Um preto de cabeleira loira ou um branco de carapinha não é natural. O que é natural e fica bem é cada um usar o cabelo com que nasceu.
Use diàriamente Restaurador Olex!
Restaurador Olex dá ao seu cabelo a cor primitiva.


Agora nem se pode dizer preto. Salvo se fôr o feijão.

Cumpts.


De Fernando Antolin a 6 de Agosto de 2023
Boa tarde
Os gelados da Rajá eram melhores que os da Olá.
E os chocolates da dita marca era também excelentes.

Cumprimentos
De Percival a 6 de Agosto de 2023
A marca Rajá era portuguesa? Ainda existe?
De [s.n.] a 7 de Agosto de 2023
A marca Rajá foi vendida em 1970 à Olá da Jerónimo Martins.

Cumpts.
De Bic Laranja a 7 de Agosto de 2023
A Olá que é hoje duma multinacional de sabões e lava-loiças. E daí o gelado único Magnum e o fim do emblema da Olá.
Parece que esta vida é sempre a perder, como diziam numa canção.
Cumpts.
De gato a 8 de Agosto de 2023
A Rajá foi propriedade de um dos donos do maior laboratório farmacêutico português — Luso Fármaco.
Paolo Cocco.
De Bic Laranja a 7 de Agosto de 2023
Se comi algum seria muito pequeno. Não me lembra. Só me ficou a marca como sinónimo de gelado. Dos Esquimaux é igual. Ficou a expressão do esquimó fresquinho para dizer rajá, ou gelado. Já ambas vão esquecendo às novas gèrações, eu me parece.

Cumpts.

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