6 comentários:
De [s.n.] a 22 de Abril de 2020
Qualquer dos temas que aqui tem trazido sobre os atropelos à língua portuguesa, podia incluir o meu comentário que trata do mesmo.

Perdi ontem um por distracção porque cliquei no TRY AGAIN depois de ter ficado sem rede e antes de a ter recuperado. Estava melhor elaborado, mas paciência.

Depois de ter vivido uns anos em Espanha, Figo, no seu regresso a Portugal - que dada a sua pouca instrução não sabe distinguir o que está correcto ou incorrecto na nossa língua - começou a falar à espanhola para designar algo abstracto ou indefinido, usando o pronome pessoal "TU" para mencionar tudo e mais alguma coisa. E em português este modo de falar (e de escrever) está incorrecto. Exemplo de como Figo fala (e depois dele, imitando-o, toda a santa gentinha dos jornais e das televisões...): 'tu vais à praia e não há espaço para estenderes a toalha' ou: 'tu tentas comprar o livro sugerido mas está sempre esgotado' ou: 'tu levas horas para ires à Baixa porque o trânsito é infernal', etc. Qual 'tu' qual carapuça!

Nestes casos a construção gramático-lexical da língua portuguesa é clara: o verbo da frase que se pretende empregar terá de ser reflexo e deve ser conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. Ex.: nas frases acima, deve dizer-se e escrever-se do seguite modo: "vai-se à praia e..."; "tenta-se comprar o livro sugerido mas..."; "leva-se horas para ir à Baixa porque...".

Portanto, jornalistas, comentadores e políticos, todos macaquinhos de imitação, não adoptem o falajar de Figo, ele não tem culpa. Mas vocês, que supostamente obtiveram alguma instrução, se o fizerem têm culpa e muita. Por amor de Deus, nós somos portugueses e não espanhóis. Estes adoptaram o YOU anglo-saxónico no discurso escrito e falado, apenas o traduziram.


Os espanhóis tratam por "tu" toda a gente. A própria Letizia tratou por TU(!!!) o príncipe Felipe aquando da sua apresentação aos jornalistas como sua noiva. Foi criticadíssima por todos os espanhóis e pelos jornalistas. Imagine-se!, isto num povo cujo modo de dialogar (e de escrever) é justamente esse, sem excepção.
Maria



De Bic Laranja a 22 de Abril de 2020
Sim senhora! Os povos da Hispânia perdem-se nos piores barbarismos.
Decadência!

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