15 comentários:
De Joe Bernard a 12 de Agosto de 2014
Como cantavam os outros... Está tudo grosso!
De Inspector Jaap a 12 de Agosto de 2014
Em alternativa: estão a ver com os pés, se é que alguma vez viram alguma coisa...Cumpts
De Bic Laranja a 13 de Agosto de 2014
E já omitem a segunda pessoa do plural aos meninos na escola oficial.
Transmontanos e beirões podem habituar-se a conjugá-la na terceira pessoa com o pronome «bocêses».
Cumpts.
De Inspector Jaap a 13 de Agosto de 2014
Ao que sei, nas escolas no estrangeiro, já o fazem desde, pelo menos, 2011; testemunha de um leitor do Instituto Camões, certa vez num voo de Amesterdão em Fevereiro desse ano; fiquei siderado.
Cumpts
De Bic Laranja a 14 de Agosto de 2014
Já ouvira dizer, sim...
Cumpts.
De [s.n.] a 13 de Agosto de 2014
Ainda bem que voltou a esta temática de tão premente actualidade.

Estava à espera há que tempos que o fizesse para eu voltar à carga, digamos assim. A impressionante falta de cuidado ou mesmo desconhecimento das mais elementares regras gramaticais na elaboração/construção das frases ou proposições, é de bradar aos Céus. Meninos e meninas das televisões, jornalistas em geral e pessoas, outras - professores, deputados, ministros, etc. - com responsabilidades acrescidas dada a função que desempenham na Sociedade, pecam constantemente na sua oralidade e escrita perante milhões de portugueses, muitos dos quais os vêem a partir do estrangeiro e bastantes deles APRENDEM o português através daquilo que ouvem nos programas e telejornais das televisões portugueses.

É completamente inadmissível que nas orações faladas e escritas não se faça a concordância entre o sujeito e o predicado e/ou complemento directo ou, se se quiser, entre o substantivo e a forma verbal adequada.

Sinto uma espécie de agressão nos tímpanos quando ouço ou leio frases em que o predicado/verbo não concorda com o sujeito/substantivo. Trata-se de mais uma alteração sintática propositada à língua portuguesa, abastardando-a ainda mais do que já está (até à vitória final ou seja, até à sua destruição total, objectivo primeiro e último da excelsa democracia e dos não menos excelsos democratas, seus diabólicos importadores confessos), alteração essa provinda das mais altas instâncias que tinham a estrita obrigação de a cuidar e conservar (vide Ministério de Educação e Cultura..., mas pouco!) para cedê-la intacta, tal e qual a receberam, às próximas gerações.

Esta gente que nos rege mal e porcamente, tem de se capacitar que este estado escandaloso de governação em todas as suas vertentes tem que acabar. Mas tem mesmo, nem que seja à força.
Maria

Obs.: Nem de propósito, mas o que é isto agora de nos tempos verbais colocarem mais uma pessoa! Alguma vez existiu na conjugação dos seus tempos a "pessoa" VOCÊ??? Isto não lembra o Diabo. Claro que estamos perante mais uma manobra subreptícia para irem abrasileirando ainda mais a nossa língua... Se eles, as bestas quadradas que engendraram o A.O./90 e os responsáveis do M. da E., que estão por detrás das criminosas deturpações ortográficas do português de Portugal e se gostam tanto do português do Brasil (mais correctamente dito, o idioma ou dialecto brasileiro), tanto assim é que querem à força que ele se misture lexicalmente com o nosso, então o melhor é que nos desamparem a loja e mudem-se para lá e por lá fiquem. Nem sabem o bem que fariam a Portugal, a este Povo e muito particularmente à Língua Portuguesa.
De Bic Laranja a 14 de Agosto de 2014
Os verbos são uma charada; tempo, modo, número e género, já viu a complicação?...
Charada pior quando se põem a inventar: «você», a ser pronome pessoal, havia de ser da 2.ª pessoa, nunca da 3.ª, ainda que use a flexão desta.
Aqui chegados, «a gente» também pode já alcatruzar-se a pronome pessoal, a ser legitimado facultativamente com flexão verbal na 3.ª pessoa e na 1.ª do plural. Facultativamente, repito, e apenas por enquanto. Até se decretar como única a declinação verbal na 3.ª pessoa: eu é, tu/você é, ele é, a gente é, vocês são, eles são. Entretanto escusem-se as crias dos primatas cá do burgo de aprender a segunda pessoa do plural, por inútil e difícil.
Cumpts.
De Iletrado a 13 de Agosto de 2014
Desculpai, Maria, tenho de vos corrigir: "tal qual" e não "tal e qual". Considero curioso como ninguém se engana em "tal como", "tal que" e outros advérbios, mas a patetice do "tal e qual" vai medrando. "Um erro mil vezes repetido..." No resto, concordo e estais a pecar por defeito.
De [s.n.] a 14 de Agosto de 2014
É bem capaz de ter razão, mas a verdade é que sempre usei a expressão com a copulativa a intermediar os vocábulos. Será que não se podem empregar as duas formulas?, tratando-se neste particular de uma excepção à regra relativamente às outras expressões que cita? Sem querer ser peremptória, creio não errar se disser que só neste caso é possível empregar (ou não) a conjunção para ligar os dois termos, dando consistência à expressão ou, se se quiser, de uma sintaxe lógica, o que não acontece na ausência daquela. Porque nos outros exemplos que cita é completamente impossível fazê-lo por se tornar num preceito (ou regra) incorrecto sintàcticamente.

De qualquer modo agradeço a sua chamada d'atenção, acrescentando que para qualquer dúvida no que ao léxico e à sintaxe da nossa língua dizem respeito, estamos no local perfeito já que temos aqui mesmo à mão de semear o tira-teimas:) que não é mais do que o digníssimo dono desta especialíssima casa, perito em ambas.
Maria
De Bic Laranja a 14 de Agosto de 2014
Grato pelo apreço. Imerecido, lhe garanto.
:)
De Bic Laranja a 14 de Agosto de 2014
Não será antes uma questão de estilo, de ênfase? — A conjunção funcionando como reforço de realce. — Ou até de fonética, já que se interpõe como epêntese para dissimilar duas sílabas de vocalismo idêntico?

Não obstante o corrente uso de tal qual desde a idade média e de Epiphanio Dias se lhe referir apenas nesta forma na sua Syntaxe Histórica, a loc . comparativa tal e qual já nos surge em Rodrigues Lobo, no Diálogo VIII de Côrte na Aldeia e Noites de Inverno como arrimos, a que se pega ou encosta o que fala, quando as palavras lhe cançam
[...] são mettidos na mesma pratica com alguns, que em cada palavra d'ella mettem um «diz», «assim que digo», «tal e qual», «sim senhor», «vae vem», «então», «senão quando», «espere vossa mercê», «assim que», «senhor», «estaes commigo»; e outros muitos [...]
(p. 116)

... o que nos atesta o seu uso desta maneira desde os alvores do séc. XVII, pelo menos.

Garrett também a aplicou tal..., em discurso directo, nas Viagens
— Tal e qual quando fazes essa cara. Olha: ahi estás tu na mesma. Vamos! ria-se e esteja contente (Vol. I, cap. XXIV).


Cumpts.
De [s.n.] a 15 de Agosto de 2014
Ora aí está! Tudo nos conformes (como dizem os miúdos:)... e até alguns graúdos...)
Mais uma lição de bom português, mas outra coisa não seria de esperar de tão douto autor.

Aproveito a deixa para acrescentar algo de suma importância ao comentário anterior, isto é claro para quem preze de facto a nossa língua e tenha interesse verdadeiro em escrever e falar correctamente o português. Leiam umas páginas dos nossos maiores escritores e poetas, como, p.e., Eça, Camilo, Pessoa, Graça Moura, etc., Não precisam completar a leitura dos seus livros se não o desejarem, basta-lhes algumas páginas que já lhes farão um bem inestimável. Aproveitando a leitura, poderão também aprender como se escreve num português escorreito, tomar conhecimento da multiplicidade de termos e expressões do nosso riquíssimo vocabulário, além de fàcilmente detectarem em quantas proposições se pode dividir cada parágrafo. Pela simples leitura de uma ou duas linhas de qualquer prosa saída da pena destes insignes escritores, compreender-se-á d'imediato a construção gramatical e vocabular que lhes está subjacente e pràticamente logo após em quantas orações poderá aquele estar dividido.
Maria





De Bic Laranja a 17 de Agosto de 2014
Uma curta pesquisa, foi só.
No mais, seria paliativo para mitigar a pobreza cultural que campeia.
Obrigado!
De M.Martins a 14 de Agosto de 2014
Mas que alivio!Depois de vos lêr sinto-me menos culpado dos êrros que pratico...e tudo isso graças aos brazucas,que na maioria são descendentes d'Açoreanos,exçepto os de Fafe...e o meu boy que nasceu aqui já la vai quarenta e septe anos que me compreende quando lhe falo em Portugues.
De Bic Laranja a 14 de Agosto de 2014
Excepto os de Fafe, está boa, ah ah ah!
O seu português está muito bom. Tomara muitos jornalistas. Olhe, como um da Antena 1 ùltimamente que anunciava a 76.ª Volta a Portugal dizendo «sètuagésima sexta...».

Cumpts. :)

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