Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

Inauguração do Saldanha (episódio n + x)

O merdina fez a festa, atirou os foguetes e apanhou as canas. Não fui à festa do merdina. Podia pisar...

Saldanha e Av. da República, Lisboa (Artur Inácio Bastos, 1969)
Saldanha e Av. da República sem préstimo ao ciclismo, Lisboa, 1969.
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Escrito com Bic Laranja às 10:24
Verbete | comentar
13 comentários:
De ASeve a 23 de Janeiro de 2017
Mas é a obra é boa ou não? não será isso o que mais interessa?
De Bic Laranja a 23 de Janeiro de 2017
A obra é escusada.
A obra é boa? As cargas e descargas ou algum incêndio na Av. da República o dirão. Como no Chiado.
Cumpts.
De José Leite a 23 de Janeiro de 2017
Caro "BIC"

Ao ouvir na TV que tinham feito uma via que era útil para deficientes em cadeira de rodas, entre Entre-Campos e o Marquês, interroguei-me:

E os restantes deficientes de Lisboa?
Será que vivem muitos deficientes naquele trajecto?.
Se não, como lá chegam?
Como um deficiente em cadeira de rodas subirá do Marquês de Pombal até ao Saldanha, pelos seus meios?

Como a CML está muito preocupada com os deficientes porque não optou por gastar os 50 mil euros do "comício" de propaganda , em oferecer umas cadeiras de rodas a deficientes?????????
Resposta: os deficientes rendem muuuuuito poucos votos.

E falam do populismo do Trump ????

Cumprimentos
José Leite
De Bic Laranja a 23 de Janeiro de 2017
E estacionamento subvencionado a 25 € para os vizinhos das Avenidas?! Os mouros da Mouraria e os chins do Martim Moniz não têm direito? Porquê?! Cheira-me a racismo...

As cadeiras de rodas são sofisma. Cínico no mínimo. No Metro os elevadores não funcionam em condições; se funcionam nenhuma cadeira de rodas cabe nas carruagens apinhadas. Mas podem locomover-se à chuva e ao frio. Motorizados ou a força de braço, têm uns passeios giros. Com árvores.

Tão verde, o merdina é. Caganeira verde é o seu apelido.

Cumpts.
De Joe Bernard a 23 de Janeiro de 2017
Demagogia, demagogia, demagogia...
Um nojo!
De Bic Laranja a 23 de Janeiro de 2017
É verdade! Um verdadeiro nojo.
Cumpts.
De [s.n.] a 25 de Janeiro de 2017
Já perdi dois comentários, um ontem e outro mesmo agora..., desaparecem de repente sem eu saber como nem por quê.

Este é só para dizer que tem toda a razão no que diz acerca da vergonhosa alteração dos passeios. De facto os blocos de cimento(?) cor de terra (já não lhes chegava as ciclovias vermelhas a cortar o branco das calçadas a meio) por todo o lado, feios por demais, deselegantes e incaracterísticos, estão a substituir sub-reptìciamente e cada vez em maior número a calçada portuguesa nas ruas, largos e avenidas de Lisboa e arredores. Trata-se de um crime urbanístico imperdoável, já não lhes bastava terem vindo a destruir desde há décadas edifícios, moradias e palacetes lindíssimos, de estrutura sólida e materiais nobres para serem substituídos por mamarrachos do pior.

O Medina e antes dele o Costa que lhe passou o testemunho com tudo o que péssimo (mas intencional) isso implicou, ambos em comandita com os vereadores Salgado e Sá Fernades, são os grandes culpados do descalabro que se abateu sobre Lisboa em todos os seus aspectos, pelo que deveriam responder perante a Justiça, porque estes foram e continuam a ser crimes de lesa-património nacional e de lesa-urbanismo de que aqueles senhores foram e continuam a ser os únicos e verdadeiros responsáveis. Mas lá está, estes pertencem ao sistema e consequentemente tudo lhes é permitido sem jamais lhes serem assacadas culpas. Como estes, todos os 'democratas', pais, mães, filhos, sobrinhos, netos e amigos que em tão má hora este regime pariu.
Maria
De [s.n.] a 25 de Janeiro de 2017
Leia-se "... com tudo o que de péssimo isso implicou"

e "Tal como a estes, também não o são a todos os 'democratas', pais, mães..."

Maria
De Bic Laranja a 26 de Janeiro de 2017
Parece-me pedra lioz, como no Terreiro do Paço — algum pedreiro amigo deve ter quota em Pêro Pinheiro. No Areeiro foi mais laje de cimento — outro confrade deve ter quota em cimenteira. Mas o sortido é variado: chão antiderrapante numas passadeiras, ; alcatrão noutras; alcatrão em ciclovia, verde aqui, preto ali (no Campo Grande torna-se cor de tinto); árvores giras, relva fresca — a confraria de herbívoros que não empreende nada em flores (v. Pr. do Império), mas empreende bem em pastagens... Ou o bom gôsto pela medida do estômago, não será?...
O polvilho de calçada portuguesa sobejante é mero marketing — para touristes, não se vá crer que seja para portugueses.

Tem razão sôbre a vereação. Um bando de parasitas amesendados que não desgruda enquanto não desfizer tudo o que já está feito. Para refazer. Manter e cuidar o que há quando se estraga são ninharias para tão insignes vereadores. Ao diabo com eles!

Cumpts.
De [s.n.] a 26 de Janeiro de 2017
A esplêndida moradia do lado esquerdo da imagem, que faz esquina entre a Avenida e o Saldanha, aquando da vitória(?...) do Soares nas primeiras eleições, creio que legislativas, este mais a trupe acompanhante tomou-a d'assalto e apareceu na varanda a saudar a multidão (a quem ele comeu e bem as papas na cabeça, como é hoje sabido) com os situacionistas e oportunistas da praxe..., mas todos eles ainda desconhecidos como tal pela maioria dos portugueses.

Ando desde essa altura a perguntar-me se ele ocupou a moradia para esse efeito e logo depois chamou-lhe um figo, deixando os donos a ver navios no Alto de Santa Catarina (estes não tiveram outro remédio senão na altura, a sua instância, claro, "ceder-lha" para o acto da 'aclamação'... ou será que após esse dia se locupletou com a mesma, como se sabe tê-lo feito a centenas de outras que lhe foram cedidas temporàriamente e ficaram dele definitivamente?

Sei que esta belíssima moradia foi durante imensos anos Salão de Estética de Helena Rubinstein. Se fôra alugada ou este Salão era dono dela, não faço ideia. Parece contudo estar semi-abandonada há muitos anos. Só conheci a congénere em Londres. Gostava de saber quem é o seu actual proprietário... (ou será que a destrutiva Câmara já se apoderou da mesma - com estes camarários pirosos, ignorantes e sem o mínimo respeito pela beleza arquitectónica da Capital, nunca se sabe - para derrubá-la e em seu lugar erigir um mamarracho à la Dallas? Que Deus a livre, a ela e aos lisboetas, de tão criminoso quão desmerecido destino). Se alguém souber o que lhe aconteceu, informe-me por favor.
Maria
De Bic Laranja a 26 de Janeiro de 2017
Esse palacete está devoluto há décadas; já aqui, em 1969 se vê pouco habitado. Não me admirava que houvesse ali um templo maçónico. Uma outra moradia ali, na esquina da Av. da Praia da Vitória, me cheira ao mesmo. Se na da Av. da República vimos o Mário Soares, nestoutra que falo agora vi posta a campanha do Passos Coelho. Ambas continuam discretamente fechadas.
Apercebo-me, pois, deste rico património assim repartido pelas duas seitas partidárias. Como as seitas discretas andam sempre detrás...
O Saldanha (em todo o senso, o duque foi grão-mestre) espelhando simbòlicamente o portugalinho. Logo abaixo é o Marquês...


Cumpts.
De [s.n.] a 27 de Janeiro de 2017
Ah, então é isso! E não me admira nada que assim seja. Esses que menciona são donos de quase tudo o que tem muito valor arquitectónico - em Portugal e em todos os países onde eles põem e dispõem - no que diz respeito a edifícios nobres e belos, bem como moradias e palacetes majestosos, etc. e se forem do séc. dezoito e dezanove melhor um pouco. Lembremo-nos do gigantesco Palácio do Rato (ex-Palmela) onde eles se amesendaram fazendo dele a sua Sede partidária..., pois naturalmente, nem podiam fazer por menos.

A propósito, há um palácio ou palacete na Rua da Rosa(?), que só conheço através de uma ou duas fotos, sendo estas raras e apanhando ´so uma pequeníssima parte da fachada. Total secretismo é a palavra d'ordem da seita, como é sabido. Gostava de saber a que família (que não a Palmela) terá pertencido este palacete antes da maçonaria chamar-lhe um figo. O seu dono terá sido quase de certeza sido um maçon... ou se não era, terá sido forçado a cedê-lo para bem das excelsas 'democracia' e 'liberdade' ambas introduzidas no país por aqueles que se anteviam seus donos desde muitos anos antes do golpe de Estado.

Razão tinha o Dr. Salazar de manter estes glutões por dinheiro, poder, luxos e honrarias bem longe de Portugal. Gente desprezível, esta, que mais não fez desde que chegou ao nosso País, do que chamar seus tudo o que tivesse muito valor, desde edifícios nobres a palácios e palacetes, etc., de preferência do séc. dezoito e dezanove e se puderem deitar as mãos a algum do séc. quinze então é ouro sobre azul (como é a Fundação Mário Soares..., edifício 'oferecido' pelo filho ao pai!... património dos portugueses, com um subsídio anual atribuído novamente com o dinheiro dos portugueses) para seu grande gáudio e único usufruto e tudo isto feito à custa de mil traições à Pátria e roubo de biliões ao Estado português.
Maria
De [s.n.] a 29 de Janeiro de 2017
Leia-se "... em manter estes glutões"
Maria

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