13 comentários:
De [s.n.] a 6 de Julho de 2016
Só agora é que vi o vídeo. Uma delícia. Porém na minha opinião o que elevou Rowan Atkinson ao estatuto de grande actor cómico, foi o seu brilhante desempenho no Black Adder. Um assombro de série e igual representação de todos os actores. E o grande mérito foi todo direitinho para o realizador que produziu uma série "à antiga inglesa" ou seja, sem nada a apontar de errado. Uma série que pode ser retransmitida uma e outra vez sem nunca cansar o telespectador. O pequeno/grande desempenho do actor que viria a ter imenso sucesso no Doctor House (série que pessoalmente não via por desinteresse, mas lia as críticas sempre ultra positivas relativas à actuação do dito actor - não me recordo do seu nome) e que em B.A. faz de príncipe e futuro rei, é qualquer coisa digna de - caso fosse uma série realizada em Hollywood - merecer um prestigioso prémio como actor secundário, tipo Oscar ou coisa parecida.
Maria
De Bic Laranja a 17 de Julho de 2016
:)
Cumpts.
De [s.n.] a 7 de Julho de 2016
Olhe, estou há que tempos para lavrar aqui uma espécie de protesto sobre algo que me incomoda sobremaneira no que se refere ao modo como se apresentam em público os políticos e deputados e já agora alguns apresentadores televisivos, comentadores, alguns jornalistas, etc. Gostava de saber se concorda comigo. E lavro-o neste espaço privilegiado porque sei que toda a gente o lê.

Desde que Assunção Christas aconselhou os colegas e funcionários do seu Ministério a deixarem a gravata de lado para poupar no aquecimento..., primeiro foi criticada..., depois e passado um tempinho foi um vê- se te avias... com os políticos e não políticos e demais responsáveis administrativos e outros, a aparecerem sem gravada... mas com casaco! Vejamos esta coisa paradoxal: alguém disse inteligentemente há tempos que é o casaco e não a gravata que provoca um calor insuportável quando o tempo aquece demasiado. Por outro lado o aspecto dos desgravatados mas encasacados é de verdadeiro desleixo e, desculpar-me-ão, dão um aspecto pouco asseado, isto é, que não se lavam e saiem assim para a rua.

Os políticos norte-americanos têm muitos defeitos mas têm pelo menos uma qualidade que é de registar neste específico campo. Quando o calor aperta apresentam-se sem casaco mas NUNCA sem gravata. Dá muito bom aspecto e denota a impecabilidade de quem se apresenta perante o público, seja ao vivo ou através das televisões.
A maior vergonha, para não ir mais longe, foi ver o Ministro da Defesa aparecer aqui há tempos em plena parada militar de camisa aberta e SEM GRAVATA! Um ministro e para mais da Defesa!, apresentar-se naqueles indignos preparos ante o ramo militar que representa e tutela! Tratou-se de algo jamais visto e de bradar aos Céus! Naquele dia os portugueses e sobretudo os militares que o aguardavam para lhe prestarem as devidas honras, foram humilhados pelo seu máximo superior hierárquico, que devia ter vergonha pela triste figura que fez. Representou um acto escandaloso e indesculpável e altamente criticável que manchará a sua carreira política para sempre.

Honra seja feita ao jornalista Bernardo Serrão, um dos pouquíssimos bons exemplos de como se deve aparecer em programas televisivos. Este rapaz aparece sem casaco mas sempre de camisa e GRAVATA quando apresenta o Expresso da Meia Noite ou quando reporta notícias através da Redacção para o telejornal. Vestimenta que se aceita perfeitamente e até se recomenda nesta época de calor. Comecei a prestar atenção a este jornalista pela impecável reportagem que fez em directo para a RTP, aquando da queda da ponte de Entre-os-Rios e elogiei-o nessa altura na blogosfera (já não me recordo exactamente em que espaço). Ele que seja o exemplo de como se devem comportar todos os que aparecem nas televisões, isto para não passarem por desleixados e pouco éticos, sejam eles poltícos, deputados, jornalistas, comentadores ou outros. Profissionais com responsabilidades acrescidas pelos cargos que desempenham, devendo por isso mesmo respeitar duplamente os telespectadores que ao fim e ao cabo são quem indirectamente lhes paga os brutos ordenados que recebem ao fim do mês.

Abre-se uma excepção para os encasacados mas desgravatados que fazem parte dos programas desportivos cuja vestimenta é perfeitamente aceitável por tratar-se de um espaço que se quer descontraído não exigindo trajes a rigor, como aliás acontece no Mais Futebol, o único programa desportivo que vejo frequentemente (simultâneamente a escrever ou a pintar e ouvindo-os à distância) e faço-o com relativo prazer, primeiro por ser adepta do Sporting e por isso gosto de os ouvir falar de tudo o que lhe diga respeito, mas não só, também porque aprecio ouvir pessoas inteligentes e cultas a falarem de um desporto que aprecio e muito. Aprecio ouvir os três jornalistas mas particularmente e sem desprimor para os colegas, o Rui Pedro Bráz que sabe do que fala e fá-lo fluentemente, prepara-se bem para os temas abordados e tem capacidade vocabular de realçar, merecendo duplos parabéns.

Quanto à vestimenta até se sugere caso optem por tal que se apresentem de camisa e sem casaco e com ou sem gravata. De camisa (ou polo) aberta mas só no primeiro botão a seguir ao do colarinho e nada de peito à vela como muitos 'doutores' doutros programas têm por péssimo hábito
De [s.n.] a 7 de Julho de 2016
Faltou o final "... péssimo hábito fazê-lo". Já não deu pra mais:)
Maria
De [s.n.] a 7 de Julho de 2016
Lá mais pra cima leia-se a expressão popular "vê-se-te-avias" com todos os traços d'união que lhe correspondem mas que escaparam...
Maria
De Bic Laranja a 17 de Julho de 2016
Essa da Cristas com os usos de gravata mai-lo aquecimento diz muito, senão tudo, das preocupações que povoam o espírito desses nossos mandaretes.
Já faltou mais para os vermos (e a elas também, porque a moda vai de ordinário cada vez mais por elas) a exibirem os lombos com os ferros artísticos dessas novas ganadarias civilizacionais a que chamam «tatoos». Isso e apresentarem os sobrecenhos e as demais excrescências cartilagíneas (e quiçá as carnudas também) cravejadas de adereços metálicos de fazer inveja ao típico papua da Nova Guiné como ao neo-civilizado canibal pós-suburbano.
Acho bem porque é justo: não valem esses todos decerto mais do que o arzinho que dão...
Cumpts.
De muja a 19 de Julho de 2016
Também embirro com essa história da falta da gravata.

Não é só da política, ou melhor, nem há-de ter nascido aí. E também não é só em Portugal.

O que pior me deixa é a fazerem exigência de fato completo mas deixarem facultativa a gravata.

Ora eu não percebo de modas, mas parece-me que é a gravata que dá formalidade. Sendo assim, para que é a exigência do fato completo visto que nem uma gravata se dão ao trabalho de atar?

Pelo menos, eu do que vejo de fotografias antigas, vejo sempre gravatas postas. E li de restaurantes onde tinham gravatas para uso da freguesia que se apresentasse desacautelada - tinham gravatas, não tinham fatos...

No mais, qualquer dia hão-de dizer que o calor também foi a democracia que no-lo trouxe...
De muja a 19 de Julho de 2016
Quanto aos ferros, pois é como diz.

A cada bovino sua ganadaria.

É o protestantismo bovídeo...



De [s.n.] a 20 de Julho de 2016
Muja, é exactamente como diz. Nunca vi gente mais mal vestida (homens e mulheres, diga-se de passagem) a começar nos políticos e a acabar nos deputados, comentadores, apresentadores, jornalistas, etc., que adoptou o péssimo hábito de se apresentar de fato completo e sem gravata. Eu tenho a certeza que foi a malta brava esquerdista que lançou a esta 'moda' altamente práfrentex (começou com os extremo-esquerdistas Tsypras e companhia) e a direitinha europeia medrosa e complexada seguiu-a sem mais aquelas.

Esta moda (ou a falta dela) só denota desleixo, falta de rigor, nenhum respeito pelo público e no mínimo aparenta pouco cuidado com a aparência de quem assim de apresenta em público ou mais pròpriamente pouca higiéne pessoal, como se queira.

O pior é que parece que esta moda pirosíssima de trajar dos políticos e demais esquerdistas europeus já contagiou os políticos norte-americanos..., será isto possível? É que eu já vi alguns, dois ou três, neste belo preparo. Que horror.
Maria
De Bic Laranja a 20 de Julho de 2016
É o império (esquerdóide) do informal e a proscrição do protocolo. O entretainer de Belém segue pela última: condecorações e comendas como palmadinhas nas costas ao melhor estilo venham daí esses ossos, pá!
Ou Fixe! — como dizia o tolo D. Afonso VI.
De [s.n.] a 20 de Julho de 2016
Completamente. Mais dissera e mais acertara.
Maria
De tron a 18 de Julho de 2016
este filme mostra o quão ridículo é o cinema dito de autor, mas é ridículo sem fazer o público rir, é desprovido de recheio
De Bic Laranja a 18 de Julho de 2016
Diz muito bem. Uma farpa certeira nessa espécie de pseudo-cineastas que em tanta conta se levam.
Cumpts.

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