De [s.n.] a 22 de Outubro de 2016
Mas o Palácio das Galveias tinha aquele aspecto de degradação horrível, pelos anos de 19... e? Sei que desde que o conheço sempre esteve impecável. Felizmente nunca por lá passou o camartelo! Deve ter sido por absoluto milagre. Ou então a família a isso sempre se opôs, nunca o tendo permitido. Se assim foi, ainda bem para os próprios e para todos nós que apreciamos enormemente a bela e imponenete arquitectura d'outros tempos.

Ainda não li o seu texto mais acima sobre este tema (pelos motivos de que lhe falei, estive hoje e ontem a ler demasiados textos e a escrever comentários a mais, mas penso ir lê-lo amanhã e outros mais que não quero perder) e se calhar tem lá a resposta à pergunta que lhe vou colocar: sabe a que família pertenceu este Palácio? Saberá com certeza:)
Maria

Obs.: Não se consegue verificar a ortografia, espero que não haja erros ou faltas.
De Bic Laranja a 23 de Outubro de 2016
O palácio Galveias chegou ao estado em que se viu antes de ser expropriado e convertido em biblioteca municipal.
Foi construído pelos Távoras no séc. XVII, de que é exemplar arquitectónico das casas nobres desse tempo, mas, com a desdita dessa família no tempo de Pombal o palácio (e quinta, que era vasta) mudou de dono. Chegou às mãos dos Abreus e Castros, condes das Galveias pelos alvores do séc. XIX até que estes o finalmente venderam a um Braz Simões, salvo erro industrial ou capitalista, uma coisa assim. Este arrendou-o em fracções a gente pobre como sudedeu a outros palácios fidalgos como p. ex. os casebres do Loretto (Marialva) ou o palácio dos Telles da Silva (Alegrete). Até que decaíu no estado em que o vemos na imagem. Acabou expropriado pelos anos 20 por se dar remate às avenidas Barbosa du Bocage, Elias Garcia e Defensores de Chaves. Com a posse do Estado c. de 1928/29, em boa hora decidiu-se restaurá-lo e vertido em biblioteca com o solene aspecto que lhe reconehecemos hoje.

Mais uma nota. Os cartazes de espéctaculos na frontaria do palácio anunciam os filmes mudos Cabiria no Politeama e Maciste no Olympia. São filmes italianos de 1914 e 1915. Não sei ao certo quando foram estreados cá, mas já li alhures que foi por 1916. Ora aqui está uma data verosímil para a imagem.
Cumpts.
De [s.n.] a 24 de Outubro de 2016
Que curiosa e completíssima informação. Uma delícia. Depois de ler as ligações que deixou, responderei melhor.
Maria
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