Quarta-feira, 22 de Agosto de 2018

Lisboa de Me®dina…

Lisboa de Me®dina, 2018

Esterqueira, Lisboa — © 2018.

Escrito com Bic Laranja às 19:05
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10 comentários:
De [s.n.] a 22 de Agosto de 2018 às 20:27
O primeiro comentário fugiu...

Dizia que esta Rua fica possìvelmente n'algum Bairro próximo do Centro da Cidade. Mas olhe que eu moro nos arredores e o lixo de todo o género, incluíndo ramos e pequenos troncos de árvore, amontoa-se no chão há imensos dias junto a três enormes caixotões da Câmara. Para não falar nas Ruas e Avenidas cujos passeios e pavimentos, nunca lavados durante o Verão, de tão conspurcados metem nojo aos cães.

Esta falta de limpeza das ruas e a não recolha do lixo a tempo e horas, mais do que uma vergonha é um verdadeiro escândalo que traduz o total desleixo devotado à Capital e a completa inutilidade de quem gere a Câmara de Lisboa. Pulhas.
Maria
De Bic Laranja a 22 de Agosto de 2018 às 21:44
É na Rua Francisco Sanches, num bairro pequeno burguês do tempo da I.ª República vertido numa Babel de gente muito estranha, muito estranha.
Pois nem com o plurirracialismo promovido na freguesia, orgulhosamente exibido por aquela Margarida gorda que foi porteira do Frágil e entachou campanhas de abraço, pois nem com isso há brio na higiene urbana. Mais que não fosse para apresentar com lustro ao indígena as hordas de mouros, chins, e restantes bárbaros itinerantes que nos invadem a terra.
Afinal o que se mostra é isto: uma esterqueira com taxa de aeroporto a gozar à descarada com o turista incauto.
Que cambada, realmente!
De [s.n.] a 23 de Agosto de 2018 às 01:14
Mas a Rua Francisco Sanches não é para os lados da Praça do Chile ou de Arroios?

Arroios onde essa oportunista Margarida arranjou um tachão na respectiva Junta oferecido de mão beijada pelo cínico e seu amigo Costa quando este era presidente da Câmara de Lisboa... Interesseirona como poucos, depois de largar o emprego de porteira na Discoteca, teve negócios dúbios com o pedófilo Carlos Cruz, um dos quais era uma agência que contratava crianças(!) para irem a Espanha participar em desfiles de 'moda'...

Depois do sócio Cruz ter caído em desgraça ela não perdeu tempo e arranjou logo uma Associação 'benemérita' para 'socorrer' infectados com HIV (outro tachão), onde se disse ter lucrado milhões - a maioria angariada através de sucessivos peditórios por todo o País com o apoio das respectivas Câmaras, além de ter recebido enormes verbas oferecidas por pessoas ingénuas que ela ía conseguindo sensibilizar para ajudarem à 'causa'... - com os quais comprou andares e outros bens que pôs em nome de familiares e o restante seguiu para off-shores...

Houve uma pessoa (e também uma pintora a quem aconteceu o mesmo e denunciou o escândalo nos jornais) que ofereceu um quadro para ser leiloado a favor dessa Associação. Nunca houve leilão nenhum e o quadro (os dois quadros) levou sumisso. Ou melhor, deve ter ido parar a casa dos familiares da fulana ou então ela tê-lo-á vendido no estrangeiro e ter-se-á locupletado com o valor obtido.

Esta espertalhona sabe-a toda, aprendeu com os seus amigos xuxas, claro. Mas ela não é a única a lucrar à brava com este rico regime/sistema, o mesmo aconteceu com milhares da mesma igualha. Esta é mais uma que tem a vida assegurada por se ter aliado aos donos disto tudo.
Maria
De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2018 às 11:51
É isso mesmo. Para os lados de Arroios e para o currículo da gorda do Frágil.
Cumpts.
De jcb a 23 de Agosto de 2018 às 00:03
Estive na Capital do Império nas primeiras três semanas deste mês (há oito anos que o não fazia), percorrendo-a ora a pé, ora de carro eléctrico (o sempre eterno 28,mas também o 24 e o 25) e ainda de autocarro. De Campo de Ourique à Graça, de Campolide ao Chiado, da Estrela à Pç. da Figueira, do Terreiro do Paço a Belém. Nota positiva, as centenas de edifícios antigos recuperados um pouco por todo o lado. Negativíssimo, a recolha de lixo, a sujidade encardida dos passeios e as ervas daninhas por todo o lado. Então na zona que vai de S.Bento ao Chiado, é uma verdadeira vergonha o lixo espalhado dias e dias a fio. Em zona onde circulam milhares de turistas a pé e de eléctrico. Que imagem degradante eles não levam. De Santos ao Cais do Sodré por S.Paulo é idêntico. Descer Alfama a partir das Portas do Sol é outra vergonha. E o que dizer do miradouro de Santa Catarina ? Agora vai para obras, mas o que lá fizeram substituindo os tradicionais bancos de ferro e madeira, por cubos de betão só tem um nome: criminoso ! O que dizer do Jardim da Estrela com os bancos (vá lá, os tradicionais), todos com a madeira descascada. Com uma vedação de um lago enferrujada e partida em muitos pontos. O que dizer das placas separadoras de trânsito, onde cresce erva à altura da cintura ? E a vergonha que é a Estátua de Pedro Alvares Cabral ao cimo da Avenida com o mesmo nome, rodeada de plantas a saírem do pavimento ? E os passeios de calçada portuguesa escurecida e encardida da ausência de lavagem, como já se referiu noutro comentário ? Então o Largo do Chiado é uma besuntice, incluindo a entrada para a estação do Metro, incluindo esta com as paredes de azulejos sem lavagem provávelmente desde a inauguração. E a visão dantesca que é olhar para as carruagens do comboio da linha do Estoril ? O que narrei não exige grandes medidas, apenas organização e planeamento, talvez um pouco mais de verba, mas aí já se sabe, primeiro o foguetório e a pimbalhada musical. Desabafei. Pronto. Cumprimentos.

De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2018 às 11:46
Bom relato.
Não ando na cidade para não morrer de desencanto. Do que conheci dela e do que vejo e revejo em memória fotográfica de tempos anteriores ao meu, não consigo olhar para o que existe.
Bichas para os Jerónimos, para a Torre e para os Pastéis são duma cidade alienada e disfuncional, quando não morta.
O vetusto e o castiço quere-se que decaiam, para reformar (obras, obras, obras...) adulterando ao melhor (des)gosto e primor mais modernaços, ou para moer com fachadismo banha da cobra, próprio de intrujões. Do novo que arrasa o antigo ou que brota do nada nem vale dizer coisa: é igual ao resto do mundo porque sai dum monólito chamado Autocad operado por desarquitectos (ou arquitêtos e arquitêtas) que nem a desenhar aprendem.
Com o excursionismo de massas, estúpido, ignorante, mas pronto a largar algum dinheirito para admirar em grande belo estilo toda a vulgaridade que lhe apresentem (v. a miséria tuk tuk), qualquer alfacinha se afidalga em burguês e nem para varrer a soleira da porta se rebaixa.
Do governo da pólis, isso é para barões da aristocracia partidária: primeiro o carro a casa e o subsídio que são devidos à condição de «optimates», depois que se lixe o vulgo.
Cumpts.
De [s.n.] a 23 de Agosto de 2018 às 02:29
^No pasa nada", suponho ser a locução, ainda que bárbara, pelos usos deste local, apropriada ao caso. O português - lisboeta ou o que seja - que se gaba de ter a sua casa imaculadamente asseada é o primeiro a olhar com indiferença, pelo menos, o que se passa no patamar. Quanto mais na rua. Entregue a si, é o primeiro a sujar valentemente o espaço público que toma, entre dois escarros e um maço de tabaco largado, como natural e infinita esterqueira.

Está tudo muito bem: o que importa é o tal "virar a página da austeridade". Isso e a "reposição de rendimentos", ainda que os impostos ditos "indirectos" levem cada cêntimo reposto e passem mesmo além disso. Coisa que o português médio, lisboeta ou o que seja, não se dá ao cansativo incómodo de pensar e perceber. O resto são pudores de gente armada em rica. Coisa que os portugueses - lisboetas ou não - fundamentalmente invejam de morte.

Venha nova eleição que eles, os que lá estão no poleiro, ganham-na. Os lisboetas - os portugueses - gostam.

É a tempestade perfeita.

Costa

De Bic Laranja a 26 de Agosto de 2018 às 11:17
Os lisboetas são das mais desvairadas paragens. De há séculos. Até há uns anos, eram sobretudo das berças; ao depois de dalém-mar em África (tivémos uma remessa valente depois do trespasse ultramarino); hoje, nem sei de que terra são porque a cor, o feitio e a linguagem com enchem os telemóveis de perdigotos pela rua fora é tão estranha e variada que mais parece uma Babel.
Os alfacinhas (os que sobram) devem andar exilados pelos arrabaldes, moirarias e judiarias do séc. XXI. Menos os que governam a pólis, que são ao contrário: têm domicílios fiscais na província mas vivem, como se sabe, exilados nos Restelos e Lapas da cidade. E com direito a subsídio.

Enfim!...
De [s.n.] a 17 de Setembro de 2018 às 11:48
lmuito bom o que acabei de ler . Que trupe.
De Bic Laranja a 19 de Setembro de 2018 às 21:03
É verdade!

Cumpts.

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