Quinta-feira, 16 de Novembro de 2017

Mamarracho no quintal do palácio ou a civilização no que deu

Palácio Valença-Vimioso, Campo Grande (Armando Serôdio, 1968)

Palácio Valença-Vimioso, Campo Grande, 1968.
Armando Serôdio, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 16:22
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16 comentários:
De Joe Bernard a 16 de Novembro de 2017
Esse foi o 1º. Depois seguiram-se mais!
De Bic Laranja a 16 de Novembro de 2017
Alvores do pugresso.
Cumpts.
De McMangus a 17 de Novembro de 2017
Caro BIC Laranja,

no seguinte link: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/InventariodeLisboa/InventariodeLisboa.htm

encontrará uns fascículos editados pela C. M. Lisboa, no tempo do tenebroso "facismo", onde encontrará informações sobre os monumentos, igrejas e palácios de Lisboa.
Espero que goste e que lhe seja útil.
De Bic Laranja a 18 de Novembro de 2017
Muito bom!
Obrigado!
De McMangus a 18 de Novembro de 2017
Caro Bic Laranja

Envio outro link, desta vez com as várias publicações da responsabilidade da C.M. Lisboa que estão disponíveis na Hemeroteca Digital:

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Indice/IndiceGeneros/ImprensaInstitucionalCML.htm

Para mim, as mais interessantes são as Revistas Municipais (existem 2 títulos).
Fique bem.
De Bic Laranja a 19 de Novembro de 2017
Obrigado.
As actas também são curiosas. Dão medida dum quotidiano da cidade de certo modo simples, em contratste com a burocracia e confusão dos dias de hoje.
Á Commissão de Posturas. Da Associação de Classe dos Botequineiros da Via Publica, pedindo que aos donos de mezas para vender refrescos, bolos e fructas nas vias publicas, seja concedida licença para venderem, tambem, tabaco.
.
Botequineiros!? Pior que taberneiros. Agora é tudo fino: da «restauração e similares».
Só a aparência do mundo mudou.

Cumpts.
De [s.n.] a 17 de Novembro de 2017
Que vergonha! Aliás mais do que vergonha é um autêntico escândalo ter sido permitido este claríssimo crime urbanístico e que devia ter dado direito a prisão de vários anos. Quem foram os (ou o) energúmenos (Abecassis?) que autorizaram este atentado à elegância e ao bom gosto de um extenso terreno junto ao Campo Grande, que conheci bem, mas no tempo em que crimes deste género eram totalmentemente proíbidos.
Maria
De Valdemar Silva a 18 de Novembro de 2017
Em 1968, o Presidente da Câmara de Lisboa era o energúmeno António Vitorino da França Borges (1959-1970) nomeado pelo Governo.

Valdemar Silva
De Bic Laranja a 18 de Novembro de 2017
Em 1968 já o camartelo da especulação imobiliária estava de pedra e cal.
De [s.n.] a 19 de Novembro de 2017
Exactamente. Ano, esse, a partir do qual Salazar deixou de ter saúde para governar e menos ainda a travar a horda malvada que se foi espalhando pelo país de uma forma avassaladora neste e em todos os outros sectores da sociedade. Foi então que os atentados ao urbanismo se multiplicaram e as Câmaras tiveram campo livre para mandar derrubar o que havia de mais bonito, harmonioso e sólido nas cidades para em seu lugar mandar erigir os piores mamarrachos desfeiteando para sempre Lisboa e todas cidades do país. Pulhas.
Maria
De Bic Laranja a 19 de Novembro de 2017
Infelizmente vinha de trás. Basta pensar no edifício do Ministério das Corporações na Pr. de Londres.
Cumpts.
De [s.n.] a 19 de Novembro de 2017
Pois, tem razão, este edifício surpreendia desagradàvelmente pela altura desmedida e pelo vulgar das linhas e estrutura em aço e vidro, desenquadradas já na altura. Lembro-me bem dele e de não ter gostado nada de o ver ali 'plantado' ao lado de edifícios baixos e mìnimamente decentes em dimensão e nos materiais nobres e linhas simples, contràriamente ao outro que era tipo Dallas, tal como eles foram surgindo por toda a cidade, depois do 25/4, à velocidade da luz. Mas quer-me parecer que todo este atentado à harmonia e beleza das cidades, substituíndo-as pelo feio, deselegante e agressivo à vista desarmada e se de facto foi iniciado poucos anos antes, porém jamais sucedeu qual marabunta por toda a cidade como aconteceu depois da morte de Salazar e intensificando-se criminosa e deploràvelmente após 74, em que os mesmos que haviam sido os vendilhões de pátrias, da nossa querida Pátria, já com o poder nas mãos tornaram-se vendilhões do belo, nobre e digno impondo a seu bel-prazer o horrendo e indigno.
Maria
De Luís Miguel Bonifácio a 19 de Novembro de 2017
Já em 1965, Salazar, ao contemplar a construção do Hotel Estoril-Sol, disse para uma visita - "Olhe para aquilo! Ainda dizem que sou eu que mando neste país"
De Bic Laranja a 21 de Novembro de 2017
De Valdemar Silva a 19 de Novembro de 2017
...pois, o Palácio ainda lá está e, agora, todo arranjadinho.

Valdemar Silva
De Bic Laranja a 22 de Novembro de 2017
Valha-nos isso.
Cumpts.

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