Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2017

Nesga da Betesga

Eléctrico da Gomes Freire, Rua da Betesga (ou Pr. da Figueira) (T. Boric, 1981)
Eléctrico da Gomes Freire, Rua da Betesga (ou Praça da Figueira), 1981.
Fotografia de Tim Boric.

Escrito com Bic Laranja às 17:52
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11 comentários:
De André Sousa a 28 de Dezembro de 2017 às 06:35
Várias "pérolas" nesta fotografia!
Destaco o Ford Taunus.
Um "americano" fabricado na Alemanha, talvez um P6 15M... ou mais recente... inícios de 70 (P6 15M era de 69); "xi"... havia tanto para dizer - e não só do carro!

Obrigado pela partilha.
André Sousa
De Bic Laranja a 28 de Dezembro de 2017 às 17:18
Não quero desapontá-lo, mas é um Ford Escort.
:)
Ano bom!
De André Sousa a 30 de Dezembro de 2017 às 17:37
Já arranjei a pedrinha e já "me meti debaixo dela"!
Claro que é... .
Obrigado pela correcção!

Bom ano!
De [s.n.] a 29 de Dezembro de 2017 às 03:13
Desculpe sair do tema, mas se não o faço hoje nunca mais é. Lá volto eu a bater na mesma tecla...

Este, tal como os anteriores, é sobre os tropelos à língua portuguesa dos jornalistas das televisões (os dos jornais não sei, porque os não compro, excepto o jornal O Diabo que leio semanalmente e que não os comete.

É também sobre o gesticular despropositado e dos maneirismos exagerados e ridículos ao máximo d'alguns deles. É ainda sobre o palavreado de baixo nível a roçar o ordinário d'alguns apresentadores.

É sobre a fonética correcta ou a falta dela.

É sobre os tiques e ademanes e piadas parvas e o lamber dos dedos nos cozinhados que estão a ser confeccionados pelos convidados (tanto o João Naião como a Rita Ferro Rodrigues o fazem - apelido desta causa-me vómitos até à bílis) e a ter saídas da casca do mais vulgar e por vezes até ordinário. Por ambos serem péssimos apresentadores precisam de ser substituídos com urgência. Desprestigiam a SIC mais do que ela já está e desde há muito.

É sobre o frazir da testa a cada palavra proferida e perante as câmaras com ar por demais descontraído perante as câmaras, como se estivessem a conversar descontraìdamente com amigas na esplanada e não a ler as notícias para milhões de pessoas (Rita Fernandes(?), SIC).

Há uma jornalista jovem, Sara 'qualquer coisa', da SIC, que faz propositadamente um som anazalado a falar (para parecer muito competente, nota-se perfeitamente) acrecentando um "je" a cada palavra!!! (ex: masje, fazje, ministrosje, vamosje, feitoje, etc., tornando a sua dicção incorrecta e o mesmo no tom de voz ).

O acenar repetida e irritantemente que "sim" com a cabeça ao fim de cada frase (Pedro Pinto, TVI).

Há um jornalista da RTP, não dos novos, que normalmente diz as últimas otícias da noite (estava há bocado a dizê-las), não é mau jornalista, mas peca pelo mesmo defeito dos/as colegas que acrescentam o "che" às palavras, o que torna o discuro muito feio e é totalmente desnecessário.
Maria
(cont.)

De [s.n.] a 29 de Dezembro de 2017 às 04:43
Há o vício inaceitável de acrescentar aos substantivos, adjectivos e até às interjeições 'sufixos' inventados por alguns jornalistas, sendo algo que repetem constantemente sem que os responsáveis os repreendam, vicio que desprestigia a nossa língua. Na verdade são erros lexicais fruto de uma linguagem defeituosa, consequência de uma aprendizagem imperfeita do português ou defeitos de linguagem adquiridos mais tarde mas que se podem melhorar ou mesmo anular. Estranhamente, perante os jornalistas em presença, trata-se de incorrecções repetidas e jamais corrigidas.

Este é o discurso de Pedro Carvalhas da TVI: emne o ministro (e o ministro); a Patrulhamene damene GNR... (a Patrulha da GNR...); a nossamene repórter emneme Barcelona (a nossa repórter em Barcelona) e a sua oralidade continua nesta desgraça...

A Judite Sousa está ultrapassada desde há muito como jornalista das notícias e pra piorar as coisas nunca se penteia. É uma vergonha o modo como se apresenta para ler as notícias, parece ter-se levantado da cama e colocada d'imediato em frente à câmara.

A Dina Aguiar é insuportável de se ouvir, já não se suporta a sua voz sumida umas vezes e outras a falta de voz e isto pràticamente desde que foi para a RTP com uma bruta cunha do Joaquim Letria (ela mesma o confessou) caso contrário nunca lá poderia ter ficado. Mas a RTP insiste e continua a colocá-la na TV Rural à tarde.

Esta rapariga nunca teve um tom de voz suficientemente audível e agradável para ser locutora e sempre foi imperfeita no articular das frases, algo que é inadmissível num/a jornalista que diz as notícias. Falta-lhe a voz a meio das frases e desaparece sempre a última palavra no fim de cada frase.

O mesmo se passa com um jornalista da TVI (João?, ele costuma tocar bateria nas festas da TVI) cujo nome me escapa neste momento, magro e de cabelo claro, que faz um enorme esforço para dizer as notícias, notando-se perfeitamente este pormenor através dos tendões e veias salientes no pescoço.

Este rapaz também 'come' as últimas sílabas de quase todas as palavras proferidas. São defeitos de linguagem nada agradáveis de serem escutados da parte de um jornalista cuja oralidade se exige perfeita.

Há anúncios absolutamente criminosos, repito criminosos, porque atingem a sensibilidade visual, mas muitíssimo mais a auditiva. Quem concebeu tais anúncios e particularmente quem permite que eles passem sucessivamente e a cada 10 minutos ou menos, durante semanas, meses e anos nas televisões, devia ser condenado a uma pena de prisão por vários anos para ver se aprendia a não massacrar horrìvelmente os telespectadores.

O primeiro anúncio é um tal NIT.PT, que passa na TVI (o canal que vejo durante mais tempo). Trata-se de um matraquear ensurdecedor capaz de fazer enlouquecer quem por distracção o escute. Parece estarem a bater com a máxima força numa placa de ferro com um maço de pedreiro junto dos nossos ouvidos.

É um som tremendamente agressivo e contínuo, que pode chegar a ferir os tímpanos do mais distraído. Este anúncio é do mais criminoso que foi possível conceber-se e pior ainda, de alguém permitir colocá-lo no ar. POR FAVOR, TIREM ESTE ANÚNCIO DO AR E NUNCA MAIS O REPONHAM.

O outro é o da rapariga do/a TRIVAGO! Já não se aguenta este anúncio. A rapariga é insuportável de se ver e ouvir, INSUPORTÁVEL, e o anúncio, por causa dela, émal aparece é de se tirar logo o som ao televisor (quando há tempo para isso e normalmente não é possível já que o colocam 'pegado' com o outro que o antecede sem separá-los por um segundo sequer) ou de mudar logo de canal e é o que faço ou de fechar de imediato a televisão. Se acaso a pessoa estiver num restaurante ou café com um televisor à frente dos olhos, é de fugir dali a sete pés.

Há anúncios muito agradáveis cujos criativos estão de parabéns pela sua originalidade e pela inteligência como foram concebidos. São curtos, de linguagem apropriada e até engraçada, em ambientes originais, etc. Há pouquíssimos, deixo o exemplo de um, para que as agências de publicidade aprendam como se faz um anúncio decente, rápido, não maçador e bem agradável de se ver: é o do José Avilez feito num dos seus restaurantes, com ele a servir um prato a alguns convivas e a recomendar-lhes (e aos telespectadores, claro) uma cerveja qualquer.
Maria
De Bic Laranja a 1 de Janeiro de 2018 às 11:28
Há muitos enjoos irritantes assim, há. Já nada leva emenda.
Cumpts.
De André Sousa a 30 de Dezembro de 2017 às 17:44
Olá Maria, boa tarde.

Faça "copy" + "paste" do seu texto e envie para a Dra. Margarida Almeida Rocha da ERC (ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social).
Infelizmente o email que tinha "devolve-me" as mensagens.

Um "desabafo" semelhante ao seu (um pouco mais elaborado e delicado, diga-se!) mereceu resposta da própria.
"Vale o que vale" (ou "valeu o que valeu").

Bom ano!

André Sousa
De [s.n.] a 30 de Dezembro de 2017 às 22:46
André Sousa, obrigada pelo seu comentário e sugestão, mas parece-me que essa tal ERC não iria ligar nenhuma a estas críticas. Devem receber montes delas e se calhar responder-me-íam (se acaso o fizessem...) a dizer que tinham tomado boa nota do email e limitavam-se a agradecer.

Olhe, há uns anos, nalguns casos até há bastantes anos, cheguei a enviar cartas para alguns jornais com alguma crítica, sugestão ou a dar os parabéns ao director ou ao autor de derterminado artigo ou crónica e sempre tive a agradável surpresa de os ver publicados na secção "Correio do Leitor" nuns casos, noutros não me recordo do nome da secção respectiva. E corrigiam sempre o que lhes dizia estar menos correcto.

Houve uma altura em que escrevi uma ou duas cartas separadas por meses, para o jornal infelizmente desaparecido há muito, O Tempo. Neste havia belíssimas crónicas do saudoso Manuel de Portugal.

Há uns anos largos cheguei a escrever para O Diabo (o único jornal que desde há muito adquiro) e também publicaram a minha carta. Baseava-se em criticar o Miguel Sousa Tavares numa altura em que ele só dizia disparates. Desde então até hoje ele não se modificou, continua na mesma.

Como vê sou uma leitora/telespectadora atenta e não me coibo de criticar o que há para criticar, agora não para os jornais - não os compro, excepto O Diabo, que graças a Deus recusa a ortografia segundo o AO90 - mas através dos blogos, no caso neste excelente que todos os atingidos lêem, sobre o que de errado ou detestável ou menos mau é possível observar nos vários canais televisivos.

Sabe, eu aprendi o português impecàvelmente, assim como outras línguas. Sou perfeccionista em tudo e mais ainda na nossa língua. Não suporto que quem tem resposabilidades acrescidas - jornais, televisões (rádio não sei porque não ouço) e literatura em geral - no uso do português, o façam com erros crassos em qualquer da suas vertentes, seja na escrita ou na oralidade.

Um português deficiente é imperdoável em qualquer profissional, mormente em jornalistas, sobretudo porque há milhões de portugueses que aprendem ou aperfeiçoam a nossa língua através dos jornais e de programas de TV.

Votos de um Bom Ano para si também.
Maria
De [s.n.] a 31 de Dezembro de 2017 às 01:36
No meu comentário relativo às meninas/os jornalistas das várias televisões que pecam por defeitos de linguagem e usam maneirismos e tiques insuportáveis, cometi um lapso quanto a essa "Sara".

A jornalista, da SIC, a que me refiro (e creio que também se chama Sara) estava há bocado, antes do telejornal, a dar as notícias nacionais e internacionais. Entrevistou o Miguel Monjardino. Esta Sara costuma estar ao lado do Pedro Mourinho a transmitir as notícias.

Esta jornalista é bastante razoável e pelo menos não tem tiques nem maneirismos nem franze a testa e está com as mãos quietas e não no ar a abaná-las em demasia. Fala um português correcto e ainda não lhe detectei defeitos de linguagem nem de postura perante a câmara.

A outra "Sara" a que me quis referir é uma que fala com a voz propositadamente anazalada, pormenor que soa horrìvelmente mal a quem a está a ouvir. E depois tem um defeito de linguagem inadmissível numa jornalista que se preze, acrescenta sempre um 'je' a todas as palavras, ex: vamosje; temosje, incêndiosje, repórteresje, ministrosje, etc.

E tem outro defeito irritante, põe as mãos à frente das notícias quando apresenta as primeiras páginas dos jornais do dia seguinte e o que nós queremos ver são os títulos e não as mãos dela.

Fìsicamente e no penteado ela até é parecida com a "Sara" que cito acima, mas enquanto que esta é bastante razoável, ela é demasiado afectada (querendo parecer muito "bem", sem o conseguir) a ler as notícias, além de que o seu discurso oral é defeituoso e é inadmissível no cargo que ocupa. Numa palavra, esta Sara é mázinha como jornalista. E a outra não.

---
A Margarida Mercês de Melo, que não aparece há muito tempo nos écrans, mas dá a voz nos documentários da RTP. Um dia destes deu uma calinada no português que foi de bradar aos céus. Logo ela que falava mìnimamente bem a nossa língua, lembro-me perfeitamente. Que vergonha! Infelizmente não anotei logo a calinada e esqueci-me dela completamente. Se entretanto me lembrar deixo-a aqui.
Maria
De Bic Laranja a 1 de Janeiro de 2018 às 11:26
A Teresa Dimas diz «sekestro», como o escritor.
E insistem em dizer «brademburgo».
Tudo bons jornalistas... A quem a linguagem só atrapalha.

Ano bom!
De [s.n.] a 1 de Janeiro de 2018 às 16:58
Completamente! Vergonha.

Bom Ano para si e para todos os comentadores e leitores que aqui vêm por bem.
Maria

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