De [s.n.] a 29 de Dezembro de 2017 às 04:43
Há o vício inaceitável de acrescentar aos substantivos, adjectivos e até às interjeições 'sufixos' inventados por alguns jornalistas, sendo algo que repetem constantemente sem que os responsáveis os repreendam, vicio que desprestigia a nossa língua. Na verdade são erros lexicais fruto de uma linguagem defeituosa, consequência de uma aprendizagem imperfeita do português ou defeitos de linguagem adquiridos mais tarde mas que se podem melhorar ou mesmo anular. Estranhamente, perante os jornalistas em presença, trata-se de incorrecções repetidas e jamais corrigidas.
Este é o discurso de Pedro Carvalhas da TVI: emne o ministro (e o ministro); a Patrulhamene damene GNR... (a Patrulha da GNR...); a nossamene repórter emneme Barcelona (a nossa repórter em Barcelona) e a sua oralidade continua nesta desgraça...
A Judite Sousa está ultrapassada desde há muito como jornalista das notícias e pra piorar as coisas nunca se penteia. É uma vergonha o modo como se apresenta para ler as notícias, parece ter-se levantado da cama e colocada d'imediato em frente à câmara.
A Dina Aguiar é insuportável de se ouvir, já não se suporta a sua voz sumida umas vezes e outras a falta de voz e isto pràticamente desde que foi para a RTP com uma bruta cunha do Joaquim Letria (ela mesma o confessou) caso contrário nunca lá poderia ter ficado. Mas a RTP insiste e continua a colocá-la na TV Rural à tarde.
Esta rapariga nunca teve um tom de voz suficientemente audível e agradável para ser locutora e sempre foi imperfeita no articular das frases, algo que é inadmissível num/a jornalista que diz as notícias. Falta-lhe a voz a meio das frases e desaparece sempre a última palavra no fim de cada frase.
O mesmo se passa com um jornalista da TVI (João?, ele costuma tocar bateria nas festas da TVI) cujo nome me escapa neste momento, magro e de cabelo claro, que faz um enorme esforço para dizer as notícias, notando-se perfeitamente este pormenor através dos tendões e veias salientes no pescoço.
Este rapaz também 'come' as últimas sílabas de quase todas as palavras proferidas. São defeitos de linguagem nada agradáveis de serem escutados da parte de um jornalista cuja oralidade se exige perfeita.
Há anúncios absolutamente criminosos, repito criminosos, porque atingem a sensibilidade visual, mas muitíssimo mais a auditiva. Quem concebeu tais anúncios e particularmente quem permite que eles passem sucessivamente e a cada 10 minutos ou menos, durante semanas, meses e anos nas televisões, devia ser condenado a uma pena de prisão por vários anos para ver se aprendia a não massacrar horrìvelmente os telespectadores.
O primeiro anúncio é um tal NIT.PT, que passa na TVI (o canal que vejo durante mais tempo). Trata-se de um matraquear ensurdecedor capaz de fazer enlouquecer quem por distracção o escute. Parece estarem a bater com a máxima força numa placa de ferro com um maço de pedreiro junto dos nossos ouvidos.
É um som tremendamente agressivo e contínuo, que pode chegar a ferir os tímpanos do mais distraído. Este anúncio é do mais criminoso que foi possível conceber-se e pior ainda, de alguém permitir colocá-lo no ar. POR FAVOR, TIREM ESTE ANÚNCIO DO AR E NUNCA MAIS O REPONHAM.
O outro é o da rapariga do/a TRIVAGO! Já não se aguenta este anúncio. A rapariga é insuportável de se ver e ouvir, INSUPORTÁVEL, e o anúncio, por causa dela, émal aparece é de se tirar logo o som ao televisor (quando há tempo para isso e normalmente não é possível já que o colocam 'pegado' com o outro que o antecede sem separá-los por um segundo sequer) ou de mudar logo de canal e é o que faço ou de fechar de imediato a televisão. Se acaso a pessoa estiver num restaurante ou café com um televisor à frente dos olhos, é de fugir dali a sete pés.
Há anúncios muito agradáveis cujos criativos estão de parabéns pela sua originalidade e pela inteligência como foram concebidos. São curtos, de linguagem apropriada e até engraçada, em ambientes originais, etc. Há pouquíssimos, deixo o exemplo de um, para que as agências de publicidade aprendam como se faz um anúncio decente, rápido, não maçador e bem agradável de se ver: é o do José Avilez feito num dos seus restaurantes, com ele a servir um prato a alguns convivas e a recomendar-lhes (e aos telespectadores, claro) uma cerveja qualquer.
Maria
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