11 comentários:
De Joe Bernard a 28 de Janeiro de 2015
Que saudades da minha juventude quando não havia estas modernices de linguagem...
De Bic Laranja a 29 de Janeiro de 2015
Calhando havia mas eram raras e logo corrigidas por quem sabia. Agora, não há que corrija porque poucos há que hajam aprendido.
O Público em 1994 chegou a escrever «crucifixação». Ha-de ter sido a explicar como se fixava um crucifixo na parede, decerto...
Cumpts.
De [s.n.] a 29 de Janeiro de 2015
Mas o Priberam é exactamente o quê? Peço desculpa pela minha ignorância mas nunca consultei tal objecto virtual. Calculo que seja uma espécie de dicionário internáutico para consulta. Pois se é, pela amostra é de certeza uma invenção brasileira. E digo brasileira porque este povo utiliza imensas palavras norte-americanas adaptadas ao português lá deles. Imensas e de tal ordem que metem dó. Mas paciência, eles são independentes e podem fazer o que lhes apetecer com a sua própria língua. Agora nós não. Connosco o assunto muda de figura. Chega de abastardar a nossa maneira de escrever e de falar. Chega de adulterar a nossa riquíssima língua, que ademais tem tradução para pràticamente todos os vocábulos, expressões exclamativas, substantivos comuns e próprios, adjectivos, advérbios, interjeições, etc., de todas as línguas vivas estrangeiras.

Basta o que basta.
Chega portugueses, aqueles o são de alma e coração. Ajudem a preservar o nosso segundo maior tesouro conjuntamente com a terra que pisamos, dois legados preciosos transmitidos pelos nossos valorosos antepassados à custa de destemor, bravura, heroísmo e muito sangue derramado. Todos não seremos demais. Honremos as suas sagradas memórias também através da língua, sem nunca descurar o exíguo território que nos deixaram conservar após ter sido criminosamente amputado na sua quase total imensidão.
Maria
De [s.n.] a 29 de Janeiro de 2015
Esqueci-me de acrescentar que ouvi por variadíssimas vezes nas televisões, para minha enorme estranheza, os jornalistas dizerem 'Crucifixão', já faz bastante tempo. Não me recordo se em transmissões religiosas (ou referindo-se a estas) mas creio que sim.

Lá está, a mania pestilenta que este regime podre instituiu de obrigar as gerações mais novas a falar à pretoguês (como se designava antigamente quem cometia grandes calinadas no discurso oral, sem ofensa às gentes de raça negra, òbviamente), por influência propositada das gerações mais velhas, estrangeiradas e traidoras, todas muito progressistas e muito modernas, ao introduzirem vocábulos e expressões norte-americanas e ainda para mal dos nossos pecados na sua maioria adulteradas tanto na escrita como na fala (parafraseando o Prof. Higgins, "esses não falam inglês há anos"). E os hipócritas dos pseudo-democratas andam há quarenta anos a proclamar que odeiam de morte os 'américas'..., então não..., seguem a par e passo todas as regras e vícios daquela sociedade doentia e corrupta importando-os para as democracias(deles).

Claro, estes párias da sociedade, porém estrénuos democratas, naturalmente, desempenham o mesmo papel diabólico em todas as democracias onde conseguem pôr as patas. Começam por destruir esses países retalhando-os aos pedacinhos, a seguir dividem os povos utilizando todos os estratagemas sempre com a 'liberdade' na boca, depois ridicularizam as tradições seculares e até milenares, desvalorizam os Heróis o mais que podem e por fim abastardam criminosamente a língua, esta o bem último que os une e distingue de todos os demais sem a qual extinguem-se por já não terem razão d'existir. É para estes fins que em todo o mundo democrático, assim por eles pomposamente classificado, os extremistas vivem e trabalham em regime permanente e de exclusividade.
Maria


Obs.: O menino Pedro Pinto, locutor da TVI, ontem, dia 28, pelas 14.16, proferiu esta pérola digna de aparecer na primeira página do jornal Ridículos, caso este ainda existisse: "(qualquer coisa)... enrAIzado..." transformando duas sílabas numa só e, pior, pronunciando o "ai" como um ditongo bem aberto e descurando a acentuação tónica no "i"!!! Uma mmaravilha. Fiquei de tal modo abismada com o dislate que tive de o anotar imediatamente.


De Bic Laranja a 29 de Janeiro de 2015
O Priberam não é brasileiro. Cuido (não garanto) ser uma sucursal da Porto, mas é sem dúvida hoje em dia o albergue espanhol do léxico. Toda a ganga lexical de bárbaros acha ali pousada pela simples lógica de que se o indígena bolçou, logo usa-se; portanto, acrescente-se ao dicionário.

Ora um critério destes é critério nenhum, que legitima em última media o balir de qualquer borrego, seja ele em que idioma for.

No mais funciona o analfabetismo, a indigência, e falta de noção do que fomos e somos.

Cumpts.
De Rogério Maciel a 29 de Janeiro de 2015
Caro Bic Laranja , já há muito que me sinto muito incomodado com estas "cruci-fi(xa)ções" dos actuais "orantes" desta igreja católica que enveredou tôda pela Agenda Nêgra do Acordismo , algo que me faz têr o pé ainda mais atrás quanto á presente acção do vaticano.
É realmente estúpido e ridículo , o estado de ignorância quanto á Língua de Portugal em que se encontram a maioria dos padres actualmente , óbviamente formatados pela ideologia "teológica" do vaticano que se virou tôda para o Brasilês , uma vez que Portugal não tem nº suficiente de "massas" para prenchêr os requisitos quantitativos que justificam a existência do vaticano como podêr religios nêste mundo dos Dias Finais .
Queria só dizêr isto , uma vez que Amo a Dêus e gosto de rezar o Rosário entre outras Acções Espirituais que fazem parte da minha vida .
Bem Haja e um Abraço !
De Bic Laranja a 29 de Janeiro de 2015
Chego a crer que a folhas tantas devemos ter feito por cá tamanha asneira que nem os Céus se compadecem já de nós. Deus queira que não!
Cumpts.
De Rogério Maciel a 29 de Janeiro de 2015
Acredito que não .Estamos a aproximar-nos rápidamente da Hora deque Fernando Pessôa falava .

«A PROFECIA DO MONGE NAPOLITANO
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações, porque há-de vir sem falência tempo em que a tua luz se apagará; ver-te-ás debaixo dos pés dos outros, que te quebrarão, como se fosses um vaso de barro, (e tirarão) tuas riquezas e tesouros; então serás tributária, gemerás, e de todos que te amavam nenhum te consolará. A tua honra será mudada, a tua gente destruída, as tuas cidades tomadas pelos infiéis. Mas então o Pai das misericórdias te porá os olhos, verá o teu opróbrio, e do meio de ti fará surgir o salvador, que te libertará da escravidão alheia. Depois do que mandar-te-á outro, que se reputava morto, e este, que te havia posto em miséria, te restituirá ao teu antigo esplendor, exaltará o teu Império, e dilatará a fé de Cristo * , destruirá a casa de Mahomet *1; então o seu império será eterno, e todo o Povo dirá: Alegra-te ó Lusitânia porque Deus te fez a primeira das Províncias e Dominadora das Nações.» (nas notas de FErnando Pessôa)
De Bic Laranja a 5 de Fevereiro de 2015
Haja esperança.
Ou poesia.
Cumpts.
De Inspector Jaap a 29 de Janeiro de 2015
Aqui atrasado disse aqui que não tardaria muito, o nosso vocabulário estaria reduzido a uma vintena de vocábulos; o que nunca me passou pela cabeça é que eles fossem todos barbarismos.
Se D. Afonso Henriques imaginasse o que se iria passar 900 anos depois, se calhar, em 1128 não teria ido a S. Mamede, mas antes ao S. João no Porto; que Deus nos valha!
Cumpts
De Bic Laranja a 29 de Janeiro de 2015
Quando concluírem a crioulização revolucionária em curso o Português assemelhar-se-á ao guincho dos macacos.
Com sotaque.
Cumpts.

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