22 comentários:
De [s.n.] a 8 de Novembro de 2017
Olhe, só agora estive a ler estas inúmeras historietas sobre os Antigos Retiros das Hortas, o Quebra Bilhas e a Severa. E são uma verdadeira delícia.

Depois de ver as fotos do edifício onde se situava o "Quebra Bilhas", fiquei com a impressão de que ele talvez ainda existisse lá pelos fins dos cinquenta. Era ainda muito pequenina, mas tenho uma vaga ideia de quando ía com os meus irmãos e Mãe assitir à Missa na Igreja do Campo Grande (como já aqui referi, nós morávamos nessa altura num dos últimos edifícios da Av. da Igreja, quase pegado com o Campo Grande e portando muito perto da Igreja) passarmos junto de uma espécie de taberna(?) ou loja, onde se podia ver perfeitamente quase junto entrada uma ou duas pipas de vinho e umas ou duas sacas de carvão.

Isto para dizer que muito provàvelmete esta taberna ou loja seria ainda o tal Quebra Bilhas. Ou não...
Maria

Nota: Parabéns pela excelente descrição, tão extensa quão informativa, sobre os curiosos Antigos Retiros das Hortas existentes em Lisboa e arredores. E já agora e também os nomes das Quintas (que eram imensas!) e de seus proprietários. Extraodinário.
De dh a 9 de Novembro de 2017
Caro SN

deixo-lhe aqui algumas coisas que encontrei

https://books.google.pt/books?id=WSwuAAAAYAAJ&pg=PA7227&dq=diogo+alves+preso&hl=fr&sa=X&ved=0ahUKEwj-mpj557HXAhVMWBoKHcIeBO8Q6AEIPTAD#v=onepage&q=diogo%20alves&f=false

https://books.google.pt/books?id=tLhCAAAAYAAJ&pg=RA1-PA166&dq=diogo+alves+preso&hl=fr&sa=X&ved=0ahUKEwj-mpj557HXAhVMWBoKHcIeBO8Q6AEIRDAE#v=onepage&q=diogo%20alves%20preso&f=false

Ha um livro do Moita Flores com uma historia, que não sei se fidedigna, que diz Alves tinha uma amante de nome Parreirinha que tinha uma taberna na estrada de Palhavã

https://books.google.pt/books?id=24G4AwAAQBAJ&pg=PT34&dq=diogo+alves+preso&hl=fr&sa=X&ved=0ahUKEwj-mpj557HXAhVMWBoKHcIeBO8Q6AEILjAB#v=onepage&q=diogo%20alves%20preso&f=false

O seguinte livro tem um capitulo inteiro sobre o Diogo Alves e confirma a historia da tal Parreirinha

https://archive.org/stream/DoCrimeEDaLoucuraMachado/Do%20crime%20e%20da%20loucura%20Machado#page/n47/mode/2up/search/Diogo+Alves+

lendo na diagonal nao consegui perceber onde e como o apanharam, mas parece-me que esta sera a referência a ler.

cmpts

ps: perdoe-me o azerty que não me simplifica a escrita de certos acentos...



De dh a 9 de Novembro de 2017
Repare que pode fazer o download do ultimo livro que refiro (e tb do primeiro e do segundo).

cmpts

De Bic Laranja a 11 de Novembro de 2017
Obrigado das remissões.
Resumindo, a primeira remete para O Ecco: jornal critico, litterario e politico, n.ºs 421-488. No n.º 423, de 12 de Novembro de 1839, pode ler-se a pp. 7 164:
Continua a dar-se caça aos Ladrões ; no dia 28 foi preso em Arroios o Sr. Diogo Alves, Gallego, que tinha sido o Hoffman dos Cossacos rapinantes que assasinárão a familia Andrade [i.é, Mourão] ; este immortal Cidadão tinha tambem roubado ha pouco tempo a D. Carlos de Mascarenhas juncto a Campolide, além d'outras proezas mais.
Parecem os n.ºs seguintes dar notícia pormenorizada do que foi dito no julgamento.

A segunda remete para a entrada «Alves (Diogo)» do Diccionario Popular de Pinheiro Chagas. Conta a história de Diogo Alves, preso em Arroios, numas casas que alugara por 67$200 rs. ao Conde de Mesquitela (i.é de S. Miguel) para se esconder com a quadrilha. Não bate certa com a anterior, porém, a data de sua captura: 8 de Novembro.

A última é uma remissão para A. Victor Machado, Do crime e da Loucura, Lisboa, Henrique Torres, [1933], com um capítulo sobre o Diogo Alves, onde se diz que foi preso no... Campo Grande, sem referir a data da captura. Mostra todavia uma imagem da locanda da Parreirinha, a mulher de má vida que segundo a história (e aqui todos estão de acordo) levou o Diogo Alves ao crime e à perdição. Era nada mais nada menos que no antigo convento e igreja de Santo António da Convalescença, a S. Domingos de Benfica, na Estr. de Benfica. A um passinho do aqueduto.

Em resposta ao sr. Valdemar Silva, creio, no fim deste arrazoado, que o facínora Diogo Alves, que despenhava as vítimas do cimo do arco grande do aqueducto das Agoas Livres depois de as assaltar, foi mesmo caçado em Arroios, no palácio dos Mesquitellas.
De Bic Laranja a 11 de Novembro de 2017
Errata: onde digo «Mesquitela (i.é de S. Miguel)», é só Mesquitela. O que vai dentre parêntesis está errado.

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