10 comentários:
De Bic Laranja a 24 de Fevereiro de 2016
Sim. Mas isso não importa; importa é quando o mar galga o litoral. Adequam-se as provas à tese e não a tese às provas. O fenómeno geral é de fluxo e refluxo e as variáveis são numerosas. Como o acaso. Mas os menestréis do fim do mundo decompõem-no nos elementozinhos mais convenientes ao susto colectivo e dão música aos povos. Muitos assim se convencem, o catecismo resulta. O que tem graça é que há 30-40 annos a música era outra; íamos a caminho da glaciação. Sabujice de memória custa e vistas grossa.
Cumpts.
De Zephyrus a 24 de Fevereiro de 2016
A sabedoria dos nossos antepassados recusava a construção de obra humana em vales ou perto do mar. Tal ficava para as classes mais baixas. A partir dos anos 70 algo mudou nos portugueses e começou uma ocupação maciça e selvagem da costa. Um exemplo paradigmático: a ocupação da Ilha de Faro. Depois de vez em quando vem um temporal e o povo pede ajudas do Estado. E o Estado dá. Conheço moradias com fundações dentro do leito de rios e ribeiras. Estão à espera de serem levadas pela enchente. Um dia serão. Depois dirão que a culpa é de quem? Tudo construído a partir dos anos 70. Irra. Parece que Portugal morreu e agora fomos «possuídos» por um demónio.
De Bic Laranja a 26 de Fevereiro de 2016
Os antigos não eram tolos. Nem estavam toldados dos milagres da technica ou dos da salvação do Estado. Percebiam os limites destas cousas e tomavam cautelas. Do mar vinham a furia dos elementos e dos homens com a pirataria. Tudo isso, nem esquecido está, pois não foi nem ensinado a quem quere vida descuidada á beira-mar plantado.

Cumpts.

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