19 comentários:
De Marcos Pinho de Escobar a 9 de Fevereiro de 2015 às 13:33
Caro Amigo, das duas uma: ou trata-se de mais um caso de adopção do léxico lulo-brasílico (ou siuvo-brasileiro) ou desejam diferenciar os novos dos que já não o são mais... De qualquer forma vamos mesmo rumo ao fim. Pobre Camões! Hoje o Vate arranca-va o outro olho e furava os tímpanos! E talvez fugisse para a Terra do Fogo. Abraço!
De Bic Laranja a 9 de Fevereiro de 2015 às 19:41
É, Camões havia de fugir e pedir asilo notess paragens.
Cumpts.
De Bic Laranja a 10 de Fevereiro de 2015 às 00:12
Noutras paragens, entenda-se
De jcb a 9 de Fevereiro de 2015 às 16:20
Nem parece seu, caro Bic, então não se vê logo que se trata de uma aglutinação atrevida (a ignorância é sempre atrevida). Vejamos se percebe: jov' enstagiários. Agora repita com a celeridade própria da conversa corrente e verá que o resultado... resulta (diriam eles).
De Bic Laranja a 9 de Fevereiro de 2015 às 17:38
Bem sei. É a prosódia dos taleiros e das cutas.
Cumpts.
De Real a 9 de Fevereiro de 2015 às 18:05
Caro Bic

«Tagiários» é um eufemismo para trabalho escravo.

Os meus cumprimentos
De Bic Laranja a 9 de Fevereiro de 2015 às 19:42
E mais isso, sim.
Cumpts.
De [s.n.] a 9 de Fevereiro de 2015 às 18:47
Uma coisa é a fala corrente que justamente por ser proferida com a velocidade própria dos portugueses e isto é um facto fàcilmente observável sobretudo na zona de Lisboa, poderá ou não ser aceite. Na oralidade essa pecha talvez seja desculpável e é-o na maioria dos casos. Eu própria 'como' sílabas quando falo com alguém porque o faço com rapidez mas sobretudo porque ganhei esse hábito nos colégios lisboetas que frequentei por ser essa a norma, que creio ainda existir.

Outra completamente diferente e indesculpável é ser adoptada por quem tem responsabilidade
De Bic Laranja a 9 de Fevereiro de 2015 às 19:54
A prosódia de locutores de rádio e TV deve ser cuidada, não preguiçosa. É imperativo. O estrago por descuidos continuados são desgraçados.
Cumpts.
De Bic Laranja a 9 de Fevereiro de 2015 às 23:48
Os estragos são...
De [s.n.] a 9 de Fevereiro de 2015 às 21:54
Este comentário ficou incompleto..., o resto fugiu:) Já o re-escrevi e enviei.
Maria
De Costa a 9 de Fevereiro de 2015 às 21:23
Mas, vejamos, confere: "tagiários" está muito bem num país "assim tipo bué da altamente".

Ya, 'tá-se... (ou será "tásse"?).

Costa
De Bic Laranja a 10 de Fevereiro de 2015 às 00:03
A mandriice e a incultura a campear.
Cumpts.
De [s.n.] a 9 de Fevereiro de 2015 às 21:50
Na fala corrente, sobretudo para quem cresceu e sempre viveu na zona de Lisboa, o português (e mais concretamente a pronúncia lisboeta) por norma fala depressa e tende a comer sílabas sobretudo as últimas (neste particular os brasileiros que o assinalam têm razão, já que eles, sim, pronunciam-nas pausada e claramente). Eu própria o faço inconscientemente, mais que não seja pelo hábito adquirido nos colégios durante os vários anos que os frequentei.

Mas atenção, esta minha pecha, mea culpa, começa e acaba aqui. Faço uma critica acerba àqueles que comunicam oralmente com o público, seja ele através das rádios, televisões, em palestras, discursos, nas escolas, etc.
É absolutamente indesculpável que quem tem essa missão, nobre por certo, dado que estas são profissões privilegiadas exercidas por poucos e justamente por isso com responsabilidades acrescidas que requerem um especial cuidado no modo como as palavras são pronunciadas e as sílabas articuladas. Quem não o fizer cai num erro crasso e é uma vergonha que tal seja permitido por quem tem a obrigação de supervisionar os respectivos profissionais, bem como tudo o que faça parte do seu discurso oral. Não se admitem erros ortográficos (nos jornais, revistas, subtítulos televisivos e legendas de filmes), verbais (locutores de radio, de telejornais, apresentadores de programas televisivos e comentadores convidados) e/ou uma dicção que pode ir de má a péssima, como frequentemente acontece com os supra-citados profissionais.

Estou perfeitamente à vontade para poder criticar quem assim procede, inclusive dando o meu próprio exemplo. Falo como acima referi. Porém quando ainda estudante tive em simultâneo duas diferentes actividades que, segundo os meus patrões, desempenhei exemplarmente. Não minto no que estou a escrever nem exagero. No primeiro emprego (locução de um programa radiofónico) fui escolhida entre várias concorrentes por, segundo depois me informaram, ter um timbre de voz muito bonito e uma dicção perfeita. No segundo emprego também a utilização da minha voz (desta vez através de microfone, direccionada ao público) foi a qualidade que sobressaiu para ser a escolhida. Quando mais tarde fui fazer uma visita às minhas colegas e elas me pediram, a brincar, para proferir um dos avisos habituais (para matar saudades, diziam elas) e eu apanhada de surpresa lhes questionei o porquê do pedido insólito, a resposta foi "porque a tua foi a voz mais bonita que por aqui passou". Tenho dito.


De Bic Laranja a 14 de Fevereiro de 2015 às 23:02
Os brasileiros também abreviam as sílabas; fazem-no é ao seu jeito. A lei do nmenor esforço calha a todos.
O descuido na dicção nas rádios e TV, porém, tornou-se um hábito. Se afloram isso nos cursozinhos de jornalismo, locução ou teatro, o que se sobrepõe ao fim é a ligeireza com tudo se faz actualmente. Um qualquer mais-ou-menos é quanto basta à (baixa) exigência de rigor do público. Eis porque de nada serve reclamar; só serve de desabafo.
Cumpts.
De José a 10 de Fevereiro de 2015 às 10:46
Ou, como dizia há uns tempos uma entrevistada na RTP1: "É assim... eu sou professora de Português, OK?"
E (relativamente à entrevistada) está tudo dito...
De Bic Laranja a 11 de Fevereiro de 2015 às 20:41
Portantos, é assim, OK.
De gato a 11 de Fevereiro de 2015 às 19:58
o link que nos deu não funciona.
De Bic Laranja a 11 de Fevereiro de 2015 às 20:50
Pois não, o das 8h00 da manhã parece que sim. É quase igual.
Cumpts.

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