Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

Parangona de arrebitar cristas

Estrangeiros autorizam portugueses a pescar mais 2/3 de carapau no mar de Portugal.


Naufrágio do «Senhora das Dores», Aveiro, 1922. In Memórias de Aveiro, Naufrágios.

Escrito com Bic Laranja às 10:00
Verbete | comentar
12 comentários:
De [s.n.] a 17 de Dezembro de 2014
Carapau?! Ainda se fosse sardinha ou bacalhau... agora carapau?!

Maria Rebelo
De Bic Laranja a 17 de Dezembro de 2014
Bacalhau pescam-no outros; os portugueses só comem.
Cumpts.
De ASeverino a 18 de Dezembro de 2014
Estrangeiros autorizam portugueses a pescar no mar de Portugal.

Não é surrealismo é a pu(t)a das verdades!

Melhor do que isto só o Mr.Ed a rainha-administradora das Casa dos Putos e das Putas, todas as noites na TVI
De Joe Bernard a 18 de Dezembro de 2014
Perfeitamente de acordo!
De [s.n.] a 18 de Dezembro de 2014
Desculpe afastar-me do tema, mas antes que passe a oportunidade (e está quase a acontecer, pois já vão uns poucos de dias desde que abordou o assunto:), permito-me deixar aqui uma nota engraçadíssima sobre um actor cujos dois dos seus primeiros filmes passaram recentemente na RTP2, um dos quais mencionou en passant.

Aqui há uns bons anos um familiar trouxe-me dos E.U. um livro auto-biográfico de Errol Flynn. Olhe, ler o que foi o seu início de vida antes de se tornar actor foi do mais cómico, com algo de problemático pelo meio, que as pessoas nem fazem a menor ideia. Ri a bom rir ao ler as peripécias, cada uma mais cómica do que a anterior, por que ele passou até atingir o estrelato, como se dizia.

Ele passou por todos os trabalhos e mais algum para fazer pela vida, desde marinheiro, carregador, moço de recados, camionista, etc. Mas uma das coisas que mais me fez rir foi quando ele arranjou trabalho num rancho qualquer e a 'missão' que lhe estava reservada foi ir tosquiar carneiros..., só que ele não percebia patavina do assunto, nunca tinha visto sequer carneiros ao pé dele! Olhe, ele a contar o modo como se atirou à tarefa é de morrer a rir. Coitados dos bichos que algo terão de certeza penado...

Eu não vi os filmes deste actor na altura, era muito miúda, os meus irmãos mais velhos sim, que os viram, pois tudo o que fosse coboiadas e espadeiradas era certo e sabido que eles lá estavam como espectadores.
Agora, quando há poucas semanas passaram na televisão dois filmes em que ele era o principal protagonista, arranjei paciência para ver pedaços só pela graça e ironia que ele emprestava às personagens, pois remete-me logo para o engraçado que era de facto a sua verdadeira persnalidade. Além de que possuía uma bela figura como actor.

Uma curiosidade, a actriz que com ele participou em vários filmes, Olivia de Havilland, detestáva-o, era demasiado irónico para o seu feitio. O próprio Flynn odiava fazer os filmes d'acção que lhe eram sistemàticamente distribuídos - A Carga da Brigada Ligeira, O Gavião dos Mares, etc. - cujos papéis tinha que aceitar por contrato, já que naquela época estes eram assinados por sete anos e frequentemente renovados para o dobro. Dizia ele que de cada vez que lhe aparecia mais um papel a ter que pegar em espadas sentia náuseas..., mas que remédio..., lá ia ele. Recusar papéis era completamente impensável quando se estava perante os ditames dos produtores-ditadores daqueles tempos, o que estes diziam era lei e ninguém se lhes podia opôr, em Hollywood eles eram reis e senhores.
Só houve uma excepção a estas regras rígidas, de que eu tenha tido conhecimento, muitos anos depois, creio que já nos anos setenta, a de Bette Davies que enfrentou o big boss Jack Warner, recusando-se a terminar um contrato que incluía mais alguns filmes pois achava um tormento continuar a trabalhar para a mesma Produtora passados doze anos, aceitando papéis, muitos dos quais nem sequer do seu agrado, sem poder escolhê-los e/ou poder trabalhar em simultâneo com produtores independentes. O Estúdio pôs-lhe um processo por quebra de contrato, mas ela acabou por ganhar o pleito.

Muitos outros artistas não tiveram a mesma coragem por receio das represálias que não eram pequenas, visto que quem mandava em toda a Hollywood e em todo o pessoal técnico e artístico dependente dos Estúdios, eram os três principais produtores, Mayer, Warner e Goldwin (lembremo-nos o que aconteceu a Marilyn Monroe - e isto já nos fins dos anos sessenta, altura do aparecimento de produtores independentes - por ter abandonado a Warner Brothers e fundado o seu próprio Estúdio), o que alguns fizeram foi, após terminados os contratos de dezenas d'anos, simplesmente não os renovar, abandonarem Hollywood e vindo trabalhar para a Europa, designadamente Inglaterra.

Mas há muitas outras histórias tristes e algumas verdadeiramente dramáticas e mesmo trágicas - não sendo a menor das quais a destruição de carreiras por vingança propositadamente levada a efeito pelos big bosses. Eles próprios diziam para quem os queria ouvir que podiam fazer e desfazer carreiras assim o quisessem.
Sobre os martírios sofridos por dezenas senão centenas de actores e actrizes, directores, guionistas, etc., caso se apresente a oportunidade poderei vir a falar d'alguns.
De Bic Laranja a 18 de Dezembro de 2014
Errol Flynn não só começou assim, como acabou desprezado. Muitas estrelas de cinema também se perderam e perdem na fama. Errol Flynn não escapou. De ser tido por nazi ao apagamento final deve ter passado um turbilhão. Vidas cheias, inúmeras delas. Boas para guião de cinema, paradoxalmente.
Cumpts.
De [s.n.] a 19 de Dezembro de 2014
Sim, tem razão. E ele acabou por ir viver para Espanha, já meio velhote. Foi difamado e vilipendiado pelos produtores de Hollywood..., é preciso lembrar que Errol Flynn era um australiano não judeu... Lá está, a mesma história repetida vezes sem conta, os big bosses a vingarem-se enraivecidos do seu abandono da Meca do Cinema e principalmente pela sua troca dos E.U. pela Europa. Mas isto não só aconteceu com este actor, como disse. Outros e outras mais lhe foram seguindo o exemplo à medida que os anos iam decorrendo e curiosamente todos eles e elas não judeus, salvo uma ou outra excepção que confirma a regra.

O mesmo veio a acontecer por exemplo com outro bom actor, não judeu, Farley Granger (este era anterior aos meus anos de cinéfila e só cheguei a ver alguns dos seus filmes muitos anos mais tarde, dois deles não há muito tempo numa televisão), para citar um só exemplo. Há talvez uns quinze anos ouvi-o num programa radiofónico a partir de Itália - para onde havia ido viver (o verbo mais correcto seria refugiar-se) muitos anos antes e por lá ficou, casou e lá morreu - dizer que Hollywood lhe havia dado cabo da profissão e (eu acrescentaria) da vida. E deu. A ele, ao meu adorado ídolo desde os meus 9 anitos após ter visto o seu primeiro filme, Mario Lanza, que fugiu de Hollywood literalmente vindo viver para Itália com toda a família, por ter sido durante alguns anos, os últimos de vida, muito mal tratado pelos invejosos produtores da sua extraordinária voz, enorme carisma e beleza masculina (e por isto mesmo obscenamente assediado, tal como os outros supra-citados que não surpreendentemente também eram lindos de morrer) e críticos de cinema, todos estes trabalhando para revistas e jornais dirigidos e/ou propriedade de judeus, como o são pràticamente todas e todos nos Estados Unidos. Aconteceu coisa idêntica a Tyrone Power, à Ava Gardner e a Ingrid Bergman (ambas por outros motivos, ainda que, pelo menos em parte, as mesmas razões dos colegas tivessem tido o seu peso nas decisões) e a lista interminável tem-se vindo a perpetuar até aos dias de hoje.
Maria
De [s.n.] a 19 de Dezembro de 2014
Peço desculpa pela troca dos nomes de dois actores no comentário acima, Farley Granger e Edmund Purdom. Embora Granger tivesse também tido uma vida triste em Hollywood e o seu trabalho tenha sido pouco reconhecido pelos grandes produtores, não me queria referir exactamente a Granger mas a Edmund Purdom, outro actor inglês bastante razoável, alto, elegante, bonito, dicção impecável, início de carreira no teatro, portanto possuidor dos atributos necessários e as qualidades artísticas exigíveis para ter tido uma carreira fulgurante nos E.U. Tal como os outros actores que citei, também este teve a vida em Hollywood muito dificultada e o seu trabalho nada reconhecido, acabando por voltar para a Europa e indo também viver para Itália onde fixou residência, casou e por lá ficou. Morreu ainda não vão muitos anos.

Purdom dobrou brilhantemente Mario Lanza no Príncipe Estudante, quando este já se encontrava bastante doente e com muitos quilos a mais, mas a principal razão foi o ter sido ostracizado (com piadas vulgares e mesmo ordinárias pelo facto de ser filho de pai e mãe italianos) pelo produtor que substituiu Mayer (produtor esse - não me recordo do nome neste momento - com quem Lanza entrara em litígio por questões pessoais e técnicas) entretanto afastado do cargo. Mayer que, segundo se escreveu então, até simpatizava com Lanza..., até se dizia que caso Mayer tivesse permanecido no cargo, Lanza teria interpretado o filme. Mayer, depois de reformado, foi viver para o Sul de França, a dois passos de Roma, portanto.

Lanza nunca quis ver o filme que lhe havia estado inicialmente reservado por contrato. Caso o tivesse interpretado teria sido um sucesso mundial estrondoso, como o foi efectivamente, ainda que ele tivesse estado presente sòmente atravéz da sua maravilhosa voz. Este facto teve a sua concordância a muito custo, isto é, que a sua voz (cujas gravações haviam sido todas realizadas anteriormente) permanecesse nas canções, apenas dobrada por Purdom. Purdom que aliás o fez extraordinàriamente bem, assim como a própria interpretação.

Poucos anos depois destes terríveis incidentes hollywoodescos que o marcaram para sempre ferindo-lhe inapelàvelmente a alma de homem bom e extremamente sensível, a morte sobreveio-lhe tão repentina quão precocemente. Tinha apenas 38 anos. Deixou uma mulher inconsolável e quatro maravilhosos filhos menores. A mulher não recuperou do desgosto e morreu de profunda tristeza. Tinham passado apenas seis meses.
Maria
De Bic Laranja a 24 de Dezembro de 2014
A tropa hollywoodesca é na essência pataqueira. E aquilo do entretenimento sendo uma árvore das patacas a cavalo nas estrelas, quando se dá pelas estrelas embaciarem, é largá-las como coisa sem préstimo e que não produz. É como tudo hoje em dia, mas com o resplendor (eles lá dizem 'glamour' e cá agora também) dos maiores holofotes... Uma máquina tortuosa de vender sonhos.
Não vê agora essa marosca com os coreanos?... É publicidade. Com os bons -- os amaricanos, com o Bama cabeça de cartaz como regedor e defensor da tribo --, os maus -- os comunistas coreanos, com o vilão Kim a fazer de índio ou bandido -- e os anjinhos -- a gente que há-de ir para bicha dos pagadores para ver fazer chacota dum pateta.

Feliz Natal !
De [s.n.] a 25 de Dezembro de 2014
Iguais votos (renovados:) para si e sua Família.

----

Tem toda a razão. Não me interessa em absoluto a pessoa do dirigente norte-coreano e menos ainda a política que por lá se pratica. Tenho mais que fazer. Bem bastam os nossos problemas políticos, sociais e morais e estes, sim, preocupam-me e muito.

Sendo totalmente alheia ao regime norte-coreano ainda que, pelo que se lê e ouve, o considere totalmente execrável como naturalmente o faria qualquer pessoa moralmente sã, isso porém não me impede de acusar de hipocrisia e cinismo os que produziram e realizaram o tal filme com a específica finalidade de ridicularizar ao máximo o homenzinho. Este parece ser o argumento do filme, segundo informação do meu filho. Porque não li nem vou ler seja o que for sobre o assunto nem penso ver os genéricos e ainda menos perder tempo a assistir ao dito filme.

Os norte-americanos (produtores, realizadores) que estão ligados à indústria cinematográfica, èticamente são (ou eram) do pior que se possa imaginar. A Sony comprou os Estúdios da Paramount e pelos vistos os japoneses já estão a seguir o mesmo processo demoníaco que deu cabo de tantas vidas. Ou será que é só fachada e quem continua a mandar de facto nesses Estúdios são na mesma os antigos donos?

Irrita-me solenemente que se faça um filme ou documentário a ridicularizar um presidente de um qualquer país seja ele de que regime for e tenha ele os defeitos que tiver. Gostava de ver o que fariam e diriam se um realizador fizesse um filme a gozar alarvemente com os tiques e particularidades exóticas (e outros defeitos muitíssimos mais graves e estes, sim, dignos de serem passados a filme para o mundo inteiro se inteirar dos vícios criminosos d'alguém, Bush-pai, que chegou a presidente do país mais poderoso e simultâneamente mais prostituído do mundo) como por exemplo, de um presidente de, sei lá, uns Estados Unidos ou de um primeiro ministro inglês ou de um governante de um outro qualquer país não alinhado. Havia de ser bonito, havia: insultos permanentes, campanhas (pagas) difamatórias chocantes, processos levantados e porventura até decretada a prisão do prevaricador, seria coisa de um instante.

Maquiavélicos, hipócritas e cínicos é o que eles todos são. Gente verdadeiramente diabólica.

De [s.n.] a 25 de Dezembro de 2014
Ah, já me esquecia. E então se um hipotético filme ou documentário saísse para o mercado a especular ou a gozar com a política por eles gizada e levada a efeito no país onde vivem (e note-se, à revelia dos seus verdadeiros governantes) ou a ironizar com os defeitos físicos ou os ademanes de um dirigente d'alguma associação maçónico-judaica norte-americana ou a criticar acerbamente a condução política do presidente ou do primeiro ministro israelitas, então é que era o bom e o bonito... Uma ousadia de tal monta valer-lhe-ia ter assinado a sua sentença de morte. A vingança é a primeira medida a tomar e a executar d'imediato por determinados agentes políticos - repito, agentes determinados e bem localizados - à qual ninguém escapa. Não há aqui qualquer erro de análise, a História está aí para o demonstrar à exaustão.
De [s.n.] a 25 de Dezembro de 2014
Leia-se "... vícios abjectos, repugnantes e criminosos d'alguém, Bush-pai, que sem o mínimo rebuço ou o menor impedimento pelo poder instalado, chegou a presidente..."

E "... de um qualquer país alinhado..."

Maria

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