Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015

Portugal, 1935

 Recuando 80 anos — devem chegar para calcar com merecimento a avantesma em tipo-passe que aqui pespeguei onte'.
 Pois recuando 80 anos, uma de Portugal com muito bom aspecto, concordareis. Mas, onde?

Portugal, 1935 (B. Kohrmann)
Portugal, 1935. B. Kohrmann in Portugal Velho.

Escrito com Bic Laranja às 14:41
Verbete | comentar
21 comentários:
De Tiago a 18 de Dezembro de 2015
Diria sopé da serra de Montejunto mas não me parece verosímil.
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Tem parecença, mas...
Cumpts.
De gato a 20 de Dezembro de 2015
Como José Lima, parece que as cumeadas têm um perfil semelhante às de Montachique. Usei Google & Bing de todas as maneiras possíveis. Fartei-me de passar na A8, ao lado de Montachique, mas dali o ângulo de visão não favorece as considerações. Só de longe, de Loures v.g., do Sul. Nunca poderia ser Montejunto, que conheço por dentro e por fora. Também não creio na hipótese de Milharado.

Abraço
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
A zona tem características que se ajustam, mas cuido que a orografia seja demasiado acentuada para o que se vê. Não excluo nada, mas estou mais inclinado à estrada de Sintra.
Havemos de descobrir.
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Cumpts. 😃
De José Lima a 18 de Dezembro de 2015
Pelos moinhos, que então se encontrariam em plena laboração, tratar-se-á de zona situada na chamada região saloia, entre Loures e Torres Vedras. Eu inclinar-me-ia para o Cabeço de Montachique, no ponto mais a norte do concelho de Loures, quase na estrema com o concelho de Mafra.
De Bic Laranja a 21 de Dezembro de 2015
Os moinhos não se achavam em laboração. Acabei de descobri-lo...
:)
De Bic Laranja a 18 de Dezembro de 2015
É difícil dizer.
Pode ser na Extremadura ou no Ribatejo, mas não descartaria o Além Tejo.
Um método seria localizar por palpite povoações brancas por ali em 1935 e ir afinando a pontaria. Podia ser tarefa duma vida, e sem garantia.
A menos que alguém apareça que reconheça os três cabeços com os moinhos e deslinde o mysterio.
Cumpts.
De José Lima a 19 de Dezembro de 2015
Posso estar enganado, mas os montes ao fundo e os moinhos (ou o eu hoje resta deles...)parecem-me familiares à vista, fruto das minhas deambulações pela A-8. Cabeço de Montachique (Loures)? Milharado (Mafra)? Sapataria (Sobral de Monte Agraço)? Haja mais alguém que se pronuncie!
De José Lima a 19 de Dezembro de 2015
Uma pequena correcção: onde escrevi "(ou o eu hoje resta deles...)", pretendia escrever "(ou o que hoje resta deles...)".
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Juntaria as païsagens no caminho de Sintra, não descurando o que há daí ao Jamor ou Oeiras.
Tudo palpites, a ver se ajudam...

Feliz Natal!
De Zephyrus a 19 de Dezembro de 2015
Pela vegetação e relevo, arredores de Lisboa.

Vi há dias imagens com sete décadas da vila onde tenho residência no Reino Unido. A indumentária daqueles tempo curiosamente pouco difere das roupas dos nossos campónios. Vivia-se também da agricultura e do gado. Hoje ainda se vive em casas com séculos, que têm telhados de madeira e palha. Não existem marquises nem persianas. E eles têm orgulho disso. Cá tiraram a cal, as portas de madeira, o ferro forjado, os cortinados de linho e de renda de bilros. Agora usa-se tinta plástica, portas e janelas de alumínio, azulejo rasca, persianas e cortinados dos «chineses». Na paisagem, em vez de sobreiros, carvalhos, castanheiros, amieiros, choupos, medronheiros, freixos, azevinhos ou ulmeiros, estão eucaliptos, acácias, mimosas e sobreiros doentes e ressequidos. Em Inglaterra, há apenas árvores nativas ou da flora da Europa Média.
De Zephyrus a 19 de Dezembro de 2015
Atravessei parte do país. Ontem. O sobreiro e a azinheira já morreram em boa parte do Algarve e do Baixo Alentejo. A causa? Um fungo importado das Américas. Tragédia ambiental e económica, não faz capas de jornais nem é causa que aspire a moda. O castanheiro desapareceu da paisagem no século XIX. Antes já havia desaparecido o carvalho de vastas áreas do país. Chegou a vez do sobreiro e da azinheira a sul do Tejo. Por cá, tudo morre. Até as árvores.
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Tragédia ambiental faz capas de jornal, sim, sendo cimeira de «lidres» lá fora e sôbre alterações caliméricas à escala global.
Portugal é que interessa pouco, pois, porque não é global. Nem metropolitano...
Cumpts.
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Caliméricas, é isso.
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Quem não sabe o valor do que herdou nem novo-rico chega a ser. É burro. Há-de ser pobre eternamente.
Cumpts.
De muja a 19 de Dezembro de 2015
Não sou entendido, mas fez-me lembrar o verbete de há semanas:

http://biclaranja.blogs.sapo.pt/conjecturando-a-estrada-de-benfica-1017416

A vegetação à beira da estrada parece semelhante. E as árvores também. Talvez daí se tire alguma pista...
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
As piteiras, pois.
Mas esta não tem iluminação ao longo da estrada, o que a atira mais para os arrabaldes.
Cumpts.
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Feliz Natal a todos!
De MCV a 20 de Dezembro de 2015
Ocorreu-me que se poderia tratar da linha de festo que se vê nesta foto.
Mas agora que, depois de procurar, dei justamente com a foto, tenho dúvidas.
Abraço
De Bic Laranja a 20 de Dezembro de 2015
Um palpite muito capaz. Será necessário acertar com o ângulo da cumeada. Na fotografia de 35, pelas sombras, o caminho deve apontar ao N se a chapa é vespertina, ou vice-versa se matutina.
Cumpts . E feliz Natal!

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