De [s.n.] a 15 de Março de 2019 às 02:27
Desculpe voltar a bater na tecla fugindo ao que tema que trouxe para debate, mas não suporto ouvir mais calinadas em português e que se sucedem diàriamente da parte dos meninos/as jornalistas, dos comentadores, de todos os políticos e até, imagine-se!, de pretensos senhores doutores e engenheiros...

Os tropeções na gramática de que fui tomando nota, muitos deles já vêm desde há meses.

Aproveito para começo pela Conceição Queiróz simplesmente porque a vi ontem na SIC (ela transmite sempre as notícias ao Domingo, infelizmente). A rapariga é insuportável de se ver e ouvir. Fala mal que se farta o português (para o inútil director de programas este defeito inaceitável numa jornalista é-lhe igual ao litro) e aquela horrorosa carapinha de metro e meio - e ela continua a deixá-la crescer ainda mais... - é de se fugir. Alguém com poder suficiente por favor tire esta rapariga do telejornal e coloque-a noutra área, qualquer uma serve menos a dizer as notícias. Ela que use o cabelo como quer desde que longe das câmaras. E aprenda a falar correctamente a nossa língua se quer ser uma jornalista com J maiúsculo. Assim que esta rapariga me aparece à frente mudo logo de canal.

Em 10/10/18 às 21.30, creio que na RTP, um 'doutor' qualquer proferiu esta calinada "não se consta". Hoje (14/3) à tarde na SIC, num programa sobre crimes, um advogado tropeçou na gramática e proferiu o mesmo erro verbal "não se consta". Outros ainda têm dito 'consta-se'! O verbo "constar" é intransitivo e provém do latim. Soa pèssimamente assim (mal) conjugado e até é de recordar que há muitos anos a Vera Lagoa, que dizia possuir apenas a 4ª classe, num programa da RTP em que fazia parte do júri, a uma pergunta feita a uma concorrente obteve como resposta "(qualquer coisa)... consta-se", na altura de V.L. ao avaliar a prestação daquela, disse logo "não, 'consta-se' não se diz, soa mal".

BECO: por amor de Deus!, este substantivo masculino jamais se pronunciou 'BÉCO', com o "e" aberto!!!, o próprio dicionário ensina a fonética correcta para quem tenha dúvidas. Jornalistas e demais personagens que falam nas televisões, todos/as dizem 'BÉCO' e esta fonética, além de soar horrìvelmente mal, está errada. BECO sempre se pronunciou com o "e" fechado como se ele levasse acento circunflexo.

Vamos lá esclarecer outro erro, agora lexical, repetido desnecessàriamente e isto acontece porque os que falam em "on e off" nas televisões não têm curiosidade em informar-se condignamente. LENTE: substantivo masculino (atenção, no caso em apreço não me estou a refirir a um professor catedrático mas a um vidro de aumento e que neste caso passa a substantivo feminino ou seja, UMA LENTE) é um objecto que aumenta tudo o que se queira observar em pormenor. A sua dimensão varia e há-as para todos os gostos. Tenho duas lentes, uma mede 6cm. e a outra 9cm.

LUPA, substantivo feminino: é uma lente que serve para o mesmo efeito mas a sua finalidade é obter muito maior resolução. Todas diferem em pouquíssimos, senão mesmo em nenhuns, milímetros de diâmetro, medindo cerca de 3cm. Tenho duas lupas com esta mesma medida. Portanto atenção meninos e senhores que falam nas televisões, jornalistas e outros, uma coisa é uma LENTE e outra parecida, mas não igual, uma LUPA. Não chamem constantemente Lupa a uma Lente. O contrário não creio que se verifique porque acredito sinceramente que não saibam a diferença entre as duas lentes.

PERSONAGEM, substantivo do género feminino: já aqui escrevi mais do que uma vez que este substantivo é uniforme, portanto em Portugal ele é igual para ambos os sexos. No Brasil este substantivo existe no masculino e no feminino ou seja, "o personagem e a personagem" consoante o sexo a que se referem.


Em Portugal os artistas de todas as áreas, todos os jornalistas com raras excepções, todos os políticos e todos os comentadores continuam a incorrer no mesmo erro e dizem e repetem 'o personagem' (imitando o léxico brasileiro?, ou será influência das novelas ou ignorância lexical ou as duas coisas juntas?) referindo-se ao género feminino e ao masculino. Soa mal e está errado.
Se querem referir-se à interpretação de um actor numa peça teatral ou filme, mencionem "A" personagem; se for uma actriz trata-se exactamente da mesma abordagem.
Maria

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