5 comentários:
De jcb a 19 de Abril de 2018
Ao fundo, o hotel Sheraton em construcção, no preciso lugar do antigo hotel Aviz, residência habitual de Calouste Gulbenkian, que foi precocemente abaixo pela pressão do negócio imboliário, que se começou a sentir nos finais da década de sessenta. Um pouco à direita, também em construcção, um edifício que viria a tornar-se emblemático pelo posicionamento oblíquo das janelas. Muito boa gente, na altura, pensou que só se tinha vista para baixo. Curiosamente vim a trabalhar neste edifício de 78 a 89. Mais modesto nas dimensões e nas formas, à esquerda, o hotel Eduardo VII, em cuja varanda-restaurante costumava almoçar, de longe a longe, com meus Pais e um tio-avô paterno, aquando das suas breves vindas de Paris. Boas memórias.
De jcb a 19 de Abril de 2018
Imobiliário, óbviamente. Malhas que o teclado tece.
De Bic Laranja a 19 de Abril de 2018
A especulação imobiliária vem de fins de 50. Vê-se do ataque aos gaioleiros e da Av do E.U.A.
O deslumbramento pela construção em altura é típico dum cosmopolitismo saloio. O verdadeiramente típico, do Raul Lino ao Português Suave — que marcava Portugal dum cunho castiço e simultâneamente moderno — foi feito tábua rasa em função dum internacionalismo pretensioso que fez e faz de Lisboa uma cidade trivial, igual a qualquer outra.
Uma desfiguração total e imparável de Lisboa e de Portugal que não tem remédio, porque é um camartelo sobre o edificado antigo. E o que se faz de novo é de péssimo gosto.
Cumpts.

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