Sábado, 31 de Maio de 2014

Sancta Luzia de Tavira

Santa Luzia — Pedras de el-Rei, Tavira (A. Pastor, 198…)
Sancta Luzia — Pedras d'el Rei, Tavira, 198...
Arthur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 19:00
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17 comentários:
De Joe Bernard a 2 de Junho de 2014
E as Pedras d'El Rey ali ao lado? O único Algarve que eu gosto é no sotavento.
E a praia do Barril, com o seu comboio???
Maravilha!
De Bic Laranja a 2 de Junho de 2014
Sim. O comboiozinho com o vagar dos nossos avós e o ar ainda meio selvagem da ria através do seu trajecto. Um encanto semi-selvagem à espera de imperativa certificação ISO para bem tourisme plastificado.
Lá se mantém.
Cumpts.
De [s.n.] a 3 de Junho de 2014
Ontem tinha um comentário pronto para seguir e catrapuz ..., eclipsou-se como o fumo!

Como este seu tema não é pròpriamente "tema" para desenvolver:), permito-me passá-lo e deixar aqui (senão nunca mais era...)algumas americanices dos estrangeirados muito evoluídos da nossa praça, com a vã pretensão de que assim são muito modernos e muito prá frente, mais do que o resto dos portuguesinhos que em relação a gente tão vivida e tão viajada pela estranja, são uns atrazadinhos e uns pacóvios, coitadinhos, que nem a cada frase sabem empregar expressões 'amaricanas' - como é mais do que obrigatório num regime democrático e mais, absolutamente imperioso num país progressista como o nosso..., pois concerteza , então não?... Tudo o que vem das Américas é que é bom. Eles, aqueles que se auto-intitulam 'democratas' e que se auto-arrogaram/arrogam governantes do nosso País, sem que para tal os portugueses os tenham por referendo mandatado, isto é, a esquerda e a extrema esquerda, destruíram a nossa Soberania e Independência e andam há anos a tentar fazer o mesmo ao último Bem precioso que nos resta como povo, a língua portuguesa.

Senão veja só estas americanices pirosas perfeitamente dispensáveis que só vêm empobrecer e pior, adulterar a nossa lindíssima língua cujo vocabulário extensíssimo e riquíssimo possui tradução para os de todas as línguas vivas estrangeiras.

- gender e transgender ... Claro!, usam-no porque como é sabido não existem em português os vocábulos "sexo e transsexual " que querem dizer o mesmo..., - 'género', de que os estrangeirados usam e abusam para dizer o mesmo, é, para informação dos que fingem desconhecer, um qualificativo que se aplica especìficamente para definir e classificar gramaticalmente os artigos, substantivos e adjectivos do género feminino e masculino, singular e plural;
(cont.)
De Bic Laranja a 4 de Junho de 2014
Podia fazer-se uma lista infinda...
De [s.n.] a 3 de Junho de 2014
(conclusão)

sem-abrigo (homeless)..., naturalmente! Aqui temos a americanice e a pirosice em acção. Pois, como 'não existe' na nossa língua tradução para esse substantivo colectivo, está visto que é proibido chamar a esses "sem tecto" ou "sem casa" aquilo que eles são de facto, mas em português de gente: "vagabundos, miseráveis, pedintes, bêbados (hoje em substituição temos os drogados, graças à esplendorosa democracia importada dos países progressistas...), etc. Mas já que o querem empregar à força, então precedam-no do artigo que lhe compete sem o qual a frase fica descompensada ou coxa: "OS dez homens sem-abrigo foram alojados ..." ou "AQUELE indivíduo sem-abrigo é estrangeiro..." ou "O velhote sem-abrigo foi hospitalizado..." etc.

- bullying (gerúndio do verbo bully)..., lá está, é mais fino e mais prá frente, especialmente para os democratas estrangeirados, usarem e abusarem do vocábulo inglês em lugar dos portuguesíssimos que sempre se utilizaram e significam o mesmo, mas na NOSSA língua: "brigar, lutar, agredir, fanfarronar, ameaçar, intimidar, esmorrar, pontapear, etc.".

- Depois temos os possidonérrimos mas moderníssimos car-jacking (assalto violento a automóvel) bolsado a torto e a direito..., este calão ou plebeísmo inventado pelos norte-americanos, nunca existiu no inglês corrente e menos ainda no culto e é o exacto oposto do abastardado que se pratica nos E.U.A.; e check-in... ai que bem!, neste último caso em discurso oral, parece que quem o emprega (ouve-se p.ex. no concurso " A voz" da TVI, mas também por escrito, em revista e jornais) faz trabalho extra nos balcões do Aeroporto e confunde os termos e os locais. E parece-me que também já ouvi dizer briefing e mais não sei quantos anglicismos desnecessários sobretudo porque aqueles que os praticam não se apercebem(será?) que estão a abastardar a nossa língua e a prestar um enorme favor aos 'linguístas' do A.O.-90 e uma alegria desmesurada àqueles que o apoiam incondicionalmente (toda a esquerda, está visto) e que tudo fazem para que o criminoso abastardamento da nossa língua prossiga impante.

Quem, perguntarão vós. Pois, evidentemente, os democratas que viveram na estranja até conseguirem cá pôr os cotos; os pseudo-linguístas que aceitam d'olhos fechados as regras aberrantes encomendadas por certos governantes esquerdistas (e a culpa principal e mais pesada vai direitinha para o pessoal ignorante do Ministério da Educação com poder suficiente para elaborar normas educativas que de tão reles e destrutivas, provocam asco) que por sua vez fazem o que lhes é ordenado pela maçonaria (aliás eles, os esquerdistas, são quase todos por ambição maçons ou nunca chegariam a pôr os pés na governança) que, à revelia de quem por idoneidade, erudição, independência e portuguesismo deveria fazê-lo, é quem promulga leis que abrangem todas as áreas da sociedade e camadas da população às quais há que obedecer quer se queira quer não, pois caso as transgrida é mais do que certo que logo a seguir tem a polícia dos costumes a bater-lhe à porta... Mas é bom que se esclareça, isto só acontece ao peixe miúdo, o único que interessa apanhar na rede (para mostrar à plebe que esta espécie de regime é uma democracia adulta...), claro que os tubarões safam-se sempre, estando completamente livres para reincidir sempre que lhes apeteça.

Há mais americanices ridículas a juntar a estas poucas, tanto em jornais, como em revistas, programas de televisão, etc., mas ficam depois.

(É curioso ou nem tanto, os esquerdistas dizem que odeiam os americanos, sobretudo os seus governantes, mas é uma rotunda mentira, eles idolatram-nos e seguem à risca todos os seus hábitos e costumes, transportando-os tal e qual, com prioridade absoluta para as leis restritivas e anacrónicas que os regem e introduzindo-as subreptìciamente em todas as democracias que vão espalhando pelo Globo, incluíndo aquela em que desgraçada e infelizmente é-nos dado viver).
Maria

Obs.: O jornal Público, aqui há tempos, grafou em título de um artigo na primeira página, o verbo sobressair do seguinte modo: (não fixei a totalidade da frase) "... sobressaem...". Será necessario lembrar a quem escreveu a proposição que o verbo em causa é "sobressair" e não 'sobresaer'?...
De Bic Laranja a 4 de Junho de 2014
O fascínio pelo estrangeiro é bacoquice atávica. O palavreado importado tem sido a maneira mais evidente de exibir peneiras de estrangeirados. Se bem que de há umas gerações para cá cuido que já nem o léxico português chegue a ser aprendido por rarear cada vez mais quem no possa ensinar; assimila-se crescentemente o bárbaro por transliteração (v.g. to collapse > colapsar, eventualy > eventualmente, illitteracy > iliteracia, &c.) ou mesmo no tal e qual (v.g. bullying) por ignorância, mandriice ou vergonha do Português. E tudo com foros de ciência e modernidade, em Universidades que (de)formam cada geração mais (des)preparada que a anterior.
Cumpts.
De [s.n.] a 4 de Junho de 2014
Exactamente. No comentário perdido ainda abordei o repetido até a exaustão pelos moderninhos, "ilitracia". Claro que eles, macácos de imitação consumados, o foram buscar à língua inglesa, quando sempre se disse em português de lei, "analfabeto e analfabetismo"... Ilitracia é pedantismo linguístico.

Depois, vem a propósito o substantivo "eventos" (que cita e bem) de que também pensei falar. Alguns até diziam 'inventos', agora felizmente utilizam menos este vocábulo. Os moderníssimos acham-se muito evoluídos quando o empregam em lugar do "acontecimentos" que, embora significando o mesmo, foi este que sempre se usou em Portugal. Não me recordo nos anos que levo de vida de ter alguma vez ouvido alguma pessoa dizer eventos quando se referia a acontecimentos... Claro que os moderníssimos foram-no buscar à língua inglesa e mais concretamente à francesa - pois claro, os grandes democratas viveram uns anitos em França e foi tudo quanto bastou para macaquearem a nossa língua...

Temos ainda, futebolìsticamente falando, os muito avançados (literalmente) derby, off-side, penalty, etc., em fala repetitiva dos jornalistas desportivos, locutores e até senhores doutores/comentadores(!), etc., embora, diga-se em abono da verdade, já estejam quase, só quase, em vias de extinção...

E agora temos uma "questão"(tese, assunto, tema, negócio, pendência, contenda, discussão) que já aqui abordei há algum tempo, porém nunca é demais voltar a ela/ele. Os/as jornalistas do exterior e os/as dos telejornais tinham (parece que já o perderam...) o péssimo hábito de fazer perguntas ao entrevistado do seguinte modo: "deixe-me fazer-lhe uma questão" ou "faço-lhe uma questão"..., ora "questão" sempre significou em português "assunto" e ninguém com o mínimo de escolaridade (da antiga, claro) diz "deixe-me fazer-lhe um assunto"(!) ou faço-lhe um assunto"(!). Lá está, os francesismos em acção... Como em francês e inglês "question e question" significam "pergunta", toca a transportar o mesmo termo para o português falado e escrito, julgando, quem o usa, muito lampeiro, que é bastante erudito e extremamente moderninho... Valha a verdade que vai sendo cada vez mais raro ouvir ou ler semelhante calinada.

E obrigada a si, naturalmente, com quem muito aprendo, como sabe, pelas inteligentes respostas.
Maria
De Bic Laranja a 4 de Junho de 2014
Obrigado eu.
Cumpts. :)
De M.Martins a 6 de Junho de 2014
Eu faço bastantes erros ortograficos,mas não "amaraconiço" o nosso querido Camões!!
De Bic Laranja a 6 de Junho de 2014
Ahahaha!
De [s.n.] a 4 de Junho de 2014
No comentário acima faltou acrescentar o vocábulo "vadios" à colecção de sinónimos..., para uma correcta tradução de homeless.
Maria
De [s.n.] a 4 de Junho de 2014
Lá diz o povo que não há uma sem duas, nem duas sem três:)

O substantivo "macaco" não é acentuado tònicamente. Reparei no erro ao reler o comentário, depois esqueci-me de o emendar.
Maria
De M.Martins a 6 de Junho de 2014
Està bem Maria,dèsta vêz escapa;mas na proxima 5 règuadas com a menina de 5 olhos.O meu professor Parracho consolava-se mórbidamente...de nos vêr sofrêr.Cumprimentos.
De [s.n.] a 8 de Junho de 2014
M.Martins,

Longe de o criticar devo, sim, saudá-lo pelo esforço que faz em escrever no seu idioma de origem. Creio estar perante um português que ou nasceu já em França ou cresceu lá e só é natural que o seu português possa sofrer alguma falha aqui ou ali. Esta sua atitude só o honra.

Dou-lhe os parabéns pelo seu apego à nossa querida língua. Com o devido respeito, permita-me que lhe dê uma pequenina informação quanto ao sinais gráficos na nossa língua, pois, pelo que me apercebo, coloca-os d'acordo com as regras gramaticais da língua francesa.

No português os acentos tónicos "agudo(´)" e "grave(`)" têm o valor oposto ao que se pratica na língua francesa. Assim, em português, tanto o acento agudo como o grave abrem d'igual modo, fonèticamente, a vogal tónica respectiva, por ex.: está frio lá fora; o projecto estará pronto prà semana (o acento agudo nestes vocábulos abre essas sílabas fonèticamente.

Pelo contrário, em francês o acento agudo(´) FECHA a volgal tónica, ex.: malgré le mauvais temps on ira au cinéma; ainda em francês o acento circunflexo(^), ao contrário de em português que a fecha, abre igualmente a vogal que é acentuada tònicamente, ex.: Lancôme (não se diz 'lancóme' à portuguesa..., como a pronuncia a juventude portuguesinha e até a francesinha, as menos instruídas, é claro...

Quanto ao acento grave(`) nos vocábulos portugueses, está lá para abrir a vogal tónica, porém em francês é o oposto, ex.: légèreté e lèse-majesté, nestes substantivos os acentos agudos fecham as vogais e os acentos graves abrem-nas; há ainda nestes casos um pormenor importante: em português, uma vogal fonèticamente aberta pode ser acentuada gràficamente ou não - neste último caso, quando a sílaba tónica precede duas consoantes, estas estão lá justamente para abrir a vogal anterior, ex: objecto; adoptar; factor; actor; activa, etc. Aliás esta regra fonética, com as excepções que a confirmam, aplica-se tanto na língua francesa como na inglesa.

Há uma regra de sinalização gráfica que deve cumprir-se caso se queira escrever correctamente o português (o Dicionário da Língua Portuguesa - Porto Editora, 5ª Edição, esclarece-o clara e peremptòriamente, mas logo por azar não marquei a página quando reparei nesta regra que já conhecia, já foi há muito tempo que dei com ela por mero acaso, quando procurava determinado substantivo que julgava inexistente na nossa língua) mas logo que a encontre deixo aqui a informação. Claro que não me estou a referir àqueles que adoptaram a ortografia estabelecida pelo A.O.-90, decididamente estes não têm emenda...
Quando um monossílabo ou dissílabo leva um acento agudo(´) na sua sílaba tònica, aquele passa obrigatòriamente a grave(`) só se alterando a posição do sinal gráfico e não a grafia, mas isto só acontece quando o dito vocábulo passa a trissílabo ou polissílabo, como por exemplo nos advérbios: tónico - tònicamente; obrigatório - obrigatòriamente; fácil - fàcilmente; só - sòmente, gráfico - gràficamente, etc.

M. Martins, não se preocupe com a sua ortografia, repare que ela melhora de dia para dia. Se aceita um pequenino conselho, deixo-lhe apenas este: não coloque acento grave (`) na maioria das palavras que escreve porque lhe "soam" a vogal tónica aberta (sejam elas acentuadas gràficamente ou não), mas sim acento agudo(´) - na dúvida não coloque nenhum acento, que quem o lê chega lá num instante. Isto porque muitos dos vocábulos portugueses acentuados tònicamente levam acento agudo e não grave (excepto nos polissílabos que mencionei acima e que òbviamente levam acento grave), ainda que, atenção, uma sílaba tónica pode ler-se/dizer-se com a vogal aberta e não levar sinal gráfico algum.
Cumprimentos,
Maria
De [s.n.] a 8 de Junho de 2014
Leia-se "Lancôme" com o "o" bem aberto e não fechado (à portuguesa...), como por lapso escrevi.
Maria
De [s.n.] a 9 de Junho de 2014
A seguir a "... excepto nos polissílabos que mencionei acima...",

... acrescente-se à mesma regra outro exemplo que lhe diz intrìnsecamente respeito e que por distracção escapou-me: o mesmo acento grave também acontece obrigatòriamente na nossa língua quando há a contracção de preposições com artigos definidos, por exemplo: "pra" (forma sincopada de "para") com o artigo "a", passará a ler-se com o "a" aberto e o acento GRAVE. Esta pequena alteração ortográfica e de acentuação serve essencialmente para 'informar' o escritor ou leitor, o motivo da alteração e o seu cumprimento.

O facto de nestes e em todos os casos similares, se dar a contracção da preposição com o artigo, é simplesmente para não haver repetição de ambos (embora haja casos em que se pode ou não, observar esta regra), como por exemplo: "vou prò (para o) estrangeiro prà (para a) semana" ou "ontem fomos à praia (a a praia)", "tenho que ir às escolas (a as escolas), etc.
Maria
De [s.n.] a 11 de Junho de 2014
Bem digo eu (ou, melhor, o povo com o qual concordo totalmente) que não há uma sem duas nem duas sem três:)

Quando no comentário anterior citei os casos em que se verifica a "contracção de preposições com artigos definidos...", há a acrescentar "..., indefinidos e pronomes".
Maria

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