Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015

Se o ridículo matasse? (*)

 Os «portugueses e as portuguesas» são o disparate feito instituição (como o primeiro termo será sempre, naturalmente, comum de dois, acabam dizendo duas vezes as portuguesas (**); é discriminação do masculino a descaso de toda a moral, salva a imbecil dos novos donos dela agora…) Nada nos livra dele — do disparate — porque a marcha da civilização para a idiotia segue infrene. — E não vê o benévolo leitor como dão agora em punir a reles ordinarice com prisão? Mas só quando dirigida ao belo sexo. Coitados, nem enxergam as contradições em que se emaranham negando positivamente a proclamada igualdade, claro, e demonstrando, afinal, como são as mulheres frageizinhas, indefesas e carentes de protecção. É o mesmo juízo que pare dias da mulher sem naturalmente achar necessidade de dias do homem.
 Conceda-se!

Capturar.JPG

 


(*) Se o ridículo matasse...
(**) Sempre que oiço «portugueses e portuguesas» ou «todos os portugueses e todas as portuguesas», gera-se-me a ideia de que a população de Portugal duplicou. Se calhar tenho o periscópio avariado.

Escrito com Bic Laranja às 21:20
Verbete | comentar
17 comentários:
De Iletrado a 28 de Dezembro de 2015
Caro Bic Laranja
Só encontro uma explicação para este fenómeno. O aquecimento global tem aumentado as dôres menstruais. As paneleiras têm-se queixado muito disso, ultimamente. E agora que o piropo é equivalente a um insulto, eu, à cautela, vou passar a declarar a cada mulher produzida com que me cruzar que ela é o mais parecido que eu conheço com um abôrto. Afinal de contas, elas têm lutado por isso.
Boas pedaladas.
De Bic Laranja a 29 de Dezembro de 2015
Ahahahaha!
Melhor comentário do ano.
De [s.n.] a 30 de Dezembro de 2015
Ahahahah! Escrito e comentário com pilhas de graça. Esta politicagem que nos caiu em sorte num dia d'azar, é do pior.
Amanhã escrevo aqui qualquer coisa a propósito (e a despropósito):)
Maria
De Bic Laranja a 30 de Dezembro de 2015
Ano bom!
:)
De [s.n.] a 31 de Dezembro de 2015
Tenho de transcrever o 31daarmada:
e que tal aplicar a lei com efeitos retroativos?
por Rodrigo Moita de Deus, em 28.12.15
Na sua boca Vénus faz morada;
Nos olhos tem Cupido as setas posto;
Nas mamas faz Lascívia o seu encosto,
Nela, enfim, tudo encanta, tudo agrada;

Se a Ásia visse coisa tão bonita
Talvez lhe levantasse algum pagode
À gente, que na foda se exercita!

Beleza mais completa haver não pode;
Pois mesmo o cono seu, quando palpita,
Parece estar dizendo: "Fode, fode!"

Manuel Maria Barbosa du Bocage,
Alcoolico. Marialva. Poeta Culpado do crime de "importunação sexual" punível com uma pena de prisão até 3 anos.
De Bic Laranja a 1 de Janeiro de 2016
A brejeirice ainda passa. Já a cópia no brasileiro oficial do governo desse Moita de Deus é que moita carrasco, benza-o o Dito!...

De [s.n.] a 2 de Janeiro de 2016
Concordo consigo. Tem toda a razão. Que péssimo gosto, meu Deus.
Maria

Nota breve: Já lá dou um saltinho ao outro seu tema de premente actualidade. Estou em falta, eu sei:)
De Bic Laranja a 3 de Janeiro de 2016
Aqui é só recreio, não há faltas.
Ano bom!😀
De [s.n.] a 5 de Janeiro de 2016
Esquecimento imperdoável. Votos sinceros de que o Ano de 2016 lhe traga muita saúde, felicidade e paz. Desejo o mesmo a todos os seus leitores e comentadores.
Maria
De Bic Laranja a 5 de Janeiro de 2016
Obrigado! :)
De [s.n.] a 4 de Janeiro de 2016
A língua portuguesa continua a sofrer tropeções inadmissíveis. Cada vez se entranha mais no espírito do português médio, a fala e a escrita que lhes tem sido enfiada pelas goelas abaixo - como fazem aos gansos para produzirem a pâtée de pior qualidade mas em maior quantidade. As brasileirices parece terem passado de moda. O que não passou de moda é o abastardamento da nossa língua, que se intensificará à medida que os seus donos se forem convencendo que os portugueses vão deixando de protestar contra a sua adulteração, consequência intencional saída da mente doente dos idiotas chapados que fingem que nos governam.

Aqui há uns anos li uma notícia numa revista espanhola sobre essa pérola saída dos cérebros dos doutos políticos e doutros cérebros pseudo-instruídos desse país, ligados ao poder, de igualmente terem introduzido no discurso falado e escrito a boutade 'españolas y españoles', por influência dos democratas lá do sítio que assim o impuseram. Os espanhóis, os que aprenderam a usar a língua de Cervantes de um modo correcto, correctamente aprendido durante o franquismo, gozaram que se fartaram com esta nova moda de deturpar o modo como ela foi estudada e instituíuda para ser usada tanto no discurso oral como no escrito, obra de linguistas idóneos conhecedores profundos da língua. A norma, tanto lá como cá, decretou que os adjectivos uniformes deveriam dividir-se em dois para designar o género feminino e o masculino.

Não se sabe onde é que os analfabrutos de ambos os países, os políticos e os responsáveis pelos programas escolares nos Ministérios de Educação, aprenderam a respectiva língua-mãe, mas uma coisa transparece das regras estùpidamente elaboradas e extensíveis a todo o País e que é a borrificação progressiva das crianças dos ensinos primário e secundário, que terminam os estudos ignorando como se deve escrever uma frase com todos os termos que a compõem correctamente aplicados. E assim temos adultos que em consequência da deficiente instrução adquirida desconhecem como escrever e falar sem cometer erros gramaticais e semânticos indesculpáveis. Se forem políticos tanto pior pelas responsabilidades acrescidas. Quanto às preposições, absolutamente indispensáveis em qualquer discurso oral ou escrito, as coitadas há muito levaram sumiço tanto nos artigos e crónicas de jornais, como em revistas e até na literatura, a considerada popular e, por incrível que pareça, também a séria, assim chamada.

Quanto à possidonice das 'portuguesas e portugueses' e 'das jovens e dos jovens', tal deve-se aos traidores que nos governam e que copiaram o modo de vida, os hábitos e costumes e os métodos linguísticos obsoletos adquiridos nos países onde viveram, resolvendo trazê-los para Portugal. O resultado foram os crimes de todo o género cometidos em todas as áreas da governação, já vão decorridos anos demasiados.

Os países anglo-saxónicos, mas também a França republicana e socialista, acharam por bem introduzir no seu vocabulário um adjectivo inicialmente uniforme, dividindo-o em dois para designar cada um dos sexos. Daí o "Ladies and Gentlemen" e o "Mesdames et Messieurs". Mas também 'os jovens e as jovens'!... Na nossa língua e na castelhana tais disparates linguísticos nunca aconteceram por serem considerados obsoletos. Até ter chegado a democracia...

Nós não temos nada que ver com o que os outros povos pensam ou dizem e o modo como organizam o estudo e deliberam sobre as normas línguísticas a adoptar e a eventual alteração vocabular que o justifique. Os democratas oportunistas e anti-patriotas não pensam assim. Antes, acham que devemos ser todos carneirinhos e adoptarmos o modo de vida e as regras sociais e políticas doutros países (só dos que eles idolatram, claro) e todos contentinhos repetem de si para consigo 'ai que bem que eu falo e que erudito me tornei' e lá temos que ir gramando a cretinice das portuguesas e dos portugueses e das jovens e dos jovens.

Aos políticos e elementos do M. da E. responsáveis pelos programas escolares aconselha-se a leitura de textos antigos redigidos em bom português ou de ler os nossos melhores escritores e poetas. Far-lhes-ia um bem inestimável.
Mas qual quê! dispensar o seu rico tempo em tão nobre tarefa, além duma seca pegada seria uma perda de tempo que não se podem permitir.
De [s.n.] a 4 de Janeiro de 2016
O comentário anterior é meu, como fàcilmente se depreende:) Para o nome já não houve espaço útil...
Maria
De Bic Laranja a 5 de Janeiro de 2016
Muita desta gente segue um cânone religioso, simplesmente, sem raciocinar. Mas são pobres espíritos, que desdenham a fé sincera, mas comportam-se como beatos nos ritos Que praticam. Todavia quem no dita são chefes de seita. É um fenómeno religioso. Fazem desta constante ladainha um «benza-me Deus» de pechisbeque e exibem esse credo ímpio em cada frase sem ter noção. Negam o Verbo e empenham-se fradescamente em salvar-se e salvar-nos à força, por palavras.
Que coisa mais danada, apre!
De Iletrado a 5 de Janeiro de 2016
Caro BIC Laranja
Aproveito o bom comentário da Maria para divulgar o meu desejo para este ano: poder viajar pela Bélgica. A acreditar no que ouço, lá só há mulheres.
Boas pedaladas.
De Bic Laranja a 5 de Janeiro de 2016
Vamos lá ver se percebi. De belgos não há notícia, ah ah ah ah!
Boas pedaladas. Mas cautela com o piso molhado.
Ano bom, obrigado!
De [s.n.] a 6 de Janeiro de 2016
Ahahahah! (com o devido respeito pelo digníssimo comentador Iletrado e achando oportuna a observação cheia de graça do dono da Casa... :)
Maria
De [s.n.] a 11 de Janeiro de 2016
Volto aqui para outro assunto, ainda que fique claro que o "outro" continua em suspenso e não esquecido:) A pesquisa continua. Anteontem resolvi passar os olhos por Pessoa, Antero e até fui a Camões, mas não encontrei (AINDA) nada do que procuro. Claro que quanto se procura afanosamente qualquer coisa, é mais do que certo que essa coisa nunca mais se digna aparecer.

Mas esta minha vinda agora refere-se a faltas gramaticais ou lapsos linguísticos de pessoas que até escrevem lindamente e de quem sou leitora assídua, fazendo-o com muito gosto.

Abro um parêntesis só para mencionar que ontem ouvi da boca de um treinador (ou presidente, não sei exactamente porque não sigo os assuntos de futebol com a assiduidade necessária para o saber) do clube de Braga, após o respectivo jogo, esta expressão mal construída, que se desculpa pelo facto de a pessoa em questão ser talvez pouco instruída, podendo a frase ter sido corrigida por algum assessor com melhor conhecimento da nossa língua. A frase foi esta: "... acontece lances... etc."

Por outro lado, sendo eu leitora do Blasfémias, volta e meia dou de caras com algumas falhas que diria, com o devido respeito, imperdoáveis. Não que elas traduzam atropelos graves ao português, mas porque estou perante escritos da autoria de pessoas que escrevem muitíssimo bem terei forçosamente de achar estranho tais lapsos cometidos.

Eis uma frase de Victor Cunha, num texto de 10/1/16 "... seriam capazes de serem... etc." Salvo as rarìssimas excepções que confirmam a regra, numa oração que contenha dois verbos regulares, só um deles deve ser conjugado, o outro permanecerá obrigatòriamente no infinitivo.

Há ainda um título de um dos seus escritos (repetido por outros colegas, mas também por gente instruída e alguns até de renome, que escrevem nos jornais e revistas, o que igualmente acontece nos sub-títulos que passam nas televisões. Neste caso trata-se de uma pecha imperdoável já que os respectivos directores têm a obrigação de contratar professores de português para esta específica tarefa, mas atenção, professores formados no anterior regime e não neste. Admito que os haja, serão porém as tais excepções que confirmam a regra.

Os títulos em questão referem-se aos termos "porque" e "por que". Como já expliquei anteriormente neste digníssimo espaço, a conjunção causal PORQUE emprega-se quando nos queremos referir justamente a uma causa, qualquer que ela seja, por ex.: eu fui muito agasalhada PORQUE estava imenso frio (a CAUSA de ter levado tanto agasalho foi o facto de ter estado muito frio); deixei de comprar naquela loja PORQUE não vende roupa d'origem nacional (a CAUSA de eu não comprar naquela loja deve-se ao facto dela não vender..., etc.). Já no caso da preposição POR e do pronome relativo QUE, não há aglutinação possível porque na oração ambos termos têm significados diferentes, por ex.: eles abandonaram o Concerto antes do final, mas por que razão o fizeram? (... por qual a razão/motivo o fizeram?); por que motivo cantou ela descalça? (... qual o motivo porque cantou... etc.)

Como disse, não é só na internete que esta confusão de termos aparece. Longe disso. Aparece por todo o lado, inexplicàvelmente.

Repito o que disse acima, este senhor do Blasfémias escreve bem e é sabedor profundo dos temas que aborda, expressando-se com inteligência. Gosto bastante de o ler. Além do mais possui uma qualidade que muito aprecio, é alguém que despreza o polìticamente correcto e diz verdades contra uma esquerda que continua ilegìtimamente a governar-nos, verdadeiras pedradas no charco que, convenhamos, são raras no panorama nacional. Uma lufada de ar fresco neste mar de gente comprometida com os partidos, receosa de dizer verdades e temente ao poder instalado.

Deixo uma palavrinha à Helena Matos. Gosto da frontalidade com que aborda a actualidade política e outros temas importantes. Só tem um defeito que precisa urgentemente d'emendar. Houve tempos em que ela nem colocava vírgulas nos seus textos, agora coloca alguns mas são escassos. Os seus escritos perdem qualidade e a falta de sinais ortográficos indicativos das pausas breves (e também à separação das orações), prejudicam a leitura dos mesmos retirando-lhes inclusivamente o sentido que a autora lhes quis imprimir.
Maria

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