Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020

Serviços culturais dos C.T.T.

Os burros dos C.T.T. — ou melhor, os ctt ctt ctt ctt — despediram o cavalo. PAN!

Serviços Culturais dos C.T.T. (in «Diana, Revista de Caça, Pesca e Hipismo», 1972.)»

Anúncio aos Serviços Culturais dos C.T.T. (in Diana, Revista de Caça, Pesca e Hipismo, 1972.)

Escrito com Bic Laranja às 20:30
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14 comentários:
De muja a 24 de Fevereiro de 2020
Arre, burros!
De Bic Laranja a 25 de Fevereiro de 2020
Arre!
De Leunam a 25 de Fevereiro de 2020

Por lapso meu, não corrigi as palavras: "transação" e "gericos" que deveriam aparecer no texto como:"transacção" e "jericos".
Peço desculpa.
De Bic Laranja a 25 de Fevereiro de 2020
Não recebi as palavras nem o comentário onde viriam. Fica, porém, a correcção a avivar a curiosidade do comentário.
Cumpts.
De Leunam a 26 de Fevereiro de 2020
O meu comentário era, aproximadamente, o seguinte:

Nem sei como não apagaram também os dois “TT”.
Tal como o cavalinho, já não fazem parte do serviço!

Esta tendência para a desnacionalização de tudo o que o tempo consolidou entre nós, e nos distinguia do resto do Mundo, veio pela mão do internacionalismo a que a maioria do Povo português parece ter aderido, sem reservas, nestas últimas quatro décadas e meia.
Nas escolas, na linguagem escrita e falada, nos símbolos e até nos comportamentos individuais e colectivos, a mudança é por demais evidente: um apagar constante do nosso passado e das nossas raízes.
Mas, pior do que isso, são as notícias que nos chegam da contínua transacção de importantes bens nacionais para mãos estrangeiras.

Um dia, os novos donos, que não vieram cá “pelos nossos lindos olhos”, ditarão as suas leis; e, aí chegados, é que vai ser duro, prevejo eu.
Bem queria estar enganado a este respeito.

Mas se acontecer algo de grave, ocorre-me uma das minhas máximas, falando de burros:
“Por cá, temos mais burros que jericos!”
Os meus cumprimentos.
De [s.n.] a 26 de Fevereiro de 2020
No fim do trabalhinho, o rapaz dos transportes e comunicações à última hora, antes de largar o lugar, aviou a TAP, os CTT e uma fatia da CP.
Os CTT, tal e coisa, coisa e tal só se for para fazer um banco. Tá bem, depois haverá sempre um pastor pra entregar as cartinhas lá prós lugares nas serras..
A propósito de pastor, há postos dos correios em tascas, mercearias, lojas de conveniência, farmácias, Juntas de Freguesia e porque não nas sacristias das igrejas que até têm capital de maneio das esmolas prás alminhas.
De Bic Laranja a 26 de Fevereiro de 2020
Por acaso foi. A criatura que diz vendeu ao desbarato o que não lhe pertencia como se fosse a sua única missão nesta vida.
Mas repare que V., qual pastor de certas artes, entra pelas tascas e acaba na sacristia com o fito nas esmolas, essa é que é essa.
Cumpts.
De [s.n.] a 26 de Fevereiro de 2020
Foi uma ideia. Sabe-se lá se pega ao lado de raspadinhas da misericórdia.
De Bic Laranja a 26 de Fevereiro de 2020
Ai pega, pega. Esmolas nas sacristias são como um… monte pio.
Piu!
De Bic Laranja a 26 de Fevereiro de 2020
É como diz. Os portugueses têm sido paulatinamete catequizados e nem notam como são descaradamente despojados do seu próprio ser. A subtileza até vinha expressa no tempo dos Jogos sem Fronteiras. Ninguém viu. E do ultraje que recebemos caímos no sentimento da pátria ultrajante e passamos à vergonhosa inoculação do racismo.
Ainda agora ninguém vê.
Não vamos sair disto. Pelo menos enquanto houver ouro no Banco de Portugal.
E ao depois de não haver, restará só a escravidão.
Escravos e com ferrete de negreiros. Quere escravidão pior??

Os correios já perderam o Norte. A sigla ctt em minúsculo é bem o descaso do significante. Se dúvida houvesse, bastaria olhar o cenário e os humildes figurantes de outrora e tirar da comparação o significado.
Mesmo de antolhos, até um asno percebe. Mas os burros são cavalgaduras de tal nomeada que nem lhe digo.
Obrigado de repor o comentário.
De Leunam a 27 de Fevereiro de 2020
Ao ver o Cenário e os Humildes figurantes até a Alma me dói.
Naquele tempo, das do Cenário, fizeram-se de raiz cerca de DUZENTAS em três décadas; airosas, funcionais e solidamente construídas.
Dos Humildes figurantes, salta à vista o APRUMO.
Tudo coisas do passado...



De Bic Laranja a 27 de Fevereiro de 2020
Havia uma solenidade no Estado. Do aprumo dos funcionários à arquitectura dos edifícios públicos, tudo concorria para projectar uma ideia de ordem.
Que aprumo se pode achar num carteiro hoje?
Que solenidade há em mudar de cuecas em público?
Cumpts.
De Leunam a 28 de Fevereiro de 2020
Bic Laranja

Peço me perdoe a ousadia mas seu último comentário trouxe-me à memória outra das minhas "máximas":

"A perda da noção do Solene abre as portas à vulgaridade e ao rasteiro onde nada se distingue por superior."


De Bic Laranja a 4 de Março de 2020
Ousadia, só se for em afirmar a verdade.
Cumpts.

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