De [s.n.] a 7 de Novembro de 2019
Este crescidote '7 andares' ainda lá está, agora apertado por dois 'matulões'.
Os chamados prédios de rendimento, de seis e mais divisões, foram erguidos para habitação de grandes famílias com rendimentos, muitos, depois, passaram a 'casas de hospedes'. Nos anos 60, do século passado, foram ficando devolutos, vendidos e abatidos para darem lugar a edifícios de escritórios.
De Bic Laranja a 7 de Novembro de 2019
Pois foi. Com as demolições se têm perdido os requintados interiores e o gosto duma época. A cidade parece que se renova, mas a verdade é que se canibaliza.
A autofagia não é, por definição, coisa boa.
Cumpts
De [s.n.] a 8 de Novembro de 2019
Canibalização à finório. Na baixa lisboeta, dentro da chamada zona histórica, os canibais estão a comer a carne deixando os ossos. Destruição do interior ficando apenas a fachada exterior.
Conheci, por lá, vários edifícios com tectos do séc. XIX, autênticas obras de arte de artistas-estucadores minhotos, entre eles o Mestre Meira autor dos tectos do Palácio Foz, Palácio da Pena(Sintra) e de vários em salas de jantar em prédios da Pç. dos Restauradores.
O apetite começou em meados dos anos 60, com a destruição do prédio ao lado do 'Palladium', lado esq. no início da Av. da Liberdade, para dar lugar a um palerma mamarracho.
De Bic Laranja a 12 de Novembro de 2019
É pela cidade toda. Não levamos emenda. O património vai-se com a devoção apalermada do moderno pelo moderno.
Continuará.
Cumpts.
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