Saúda em Silves os lugares queridos da minha infância e pregunta-lhe se ainda se lembram de mim. Saúda o Palácio das Varandas, morada de leões e de brancas gazelas que, ora parecia um covil de leões, ora lembrava um doce serralho. Quantas noites eu passei à sua sombra na companhia de doces donzelas de ancas largas e cinturas fininhas; umas tão brancas, outras tão negras, que causavam na minha alma o efeito das espadas refulgentes e das negras lanças.
(Almotâmide, 1040-1095) (*)
José Hermano Saraiva, Silves serve de exemplo.
(Horizontes da Memória, R.T.P., 16/II/1997)
(*) Na tradução do Prof. Adalberto Alves (Al-Mu’tamid Poeta do Destino, Assírio e Alvim, Lisboa, 1996):
Saúda, por mim, Abu Bakr, os queridos lugares de Silves e diz[e]-me se deles a saudade é tão grande quanto a minha. Saúda o Palácio das Varandas, da parte de quem nunca o esqueceu, morada de leões e de gazelas, salas e sombras onde eu doce refúgio encontrava entre ancas opulentas e tão estreitas cinturas. Moças níveas e morenas atravessavam-me a alma como brancas espadas, como lanças escuras.
(Apud Fradique Mendes Paula, «Poesia do Gharb Al-Andalus», in Aventar, 24/I/10.)
Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Tradicionalista (O)
Ultramar