Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

Guloso

https://c1.staticflickr.com/5/4844/31350958747_863981ac45_o.jpg
Autocarro «Guloso», [Amoreiras?], [s.d.].
Autor n/ id.

Escrito com Bic Laranja às 18:00
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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Política de melhoramentos municipal

Terreiro das Farinhas visto da Rua dos Arameiros antes das demolições, Lisboa (E. Portugal, 1940)
Terreirinho das Farinhas visto da Rua dos Arameiros antes das demolições, Lisboa, 1940.
Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

 

 Ouvi notícia de o farsante minoritário na presidência da C.M.L. somado a uma sinistra minoria de farsolas na assembleia municipal irem baptizar o velho Campo das Cebolas.
 Ora bem! Os gajos que levantaram a Ponte 25 de Abril num ápice e que foram numa manhã de Maio à Portela de Sacavém erguer lá em menos de nada o aeroporto do Humberto Delgado ao menos acertavam no lugar. Estes tolos da câmara agora nem isso; ignoram a real morada da fundação da D.ª Pilar, para quem o filho do Grande Afonso de Albuquerque mandou construir há 500 anos a casa dos bicos, e cuidam ser Campo das Cebolas todo o terreiro deixado das demolições do Terreirinho das Farinhas, Tr. das Portas do Mar, Tr. dos Bicos e Boqueirão da Palha, entre as ruas dos Bacalhoeiros, dos Arameiros e da Alfândega, contando ainda o pedaço desafectado à velha Alfândega a oriente do Ministério das Finanças.
 Porém, não duvido por um segundo que do vazio das cacholas hoje na C.M.L. ao vazio deixado daquelas demolições do tempo do Estado Novo se erguerá uma formidável obra sem a qual nenhum alfacinha de gema nem saloio dos arrabaldes poderiam viver: uma nobelitante e saramagal placa toponímica.

Campo das Cebolas, Lisboa (P. Guedes, 1940)
Campo das Cebolas
, Lisboa, 19....

Paulo Guedes, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 15:10
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018

Aspectos duma Lisboa (esta sim) irreconhecível

  Quem, no advento da I.ª República, seguisse do convento de Arroios pela Rua do Conselheiro Moraes Soares, caminho do Alto de S. João, acharia logo à sua mão esquerda a Horta da Cera, cujo muro comprido tinha a meio um portão mais ou menos coincidente com o actual comêço da Rua de Carlos Mardel. Logo depois entrepunha-se-lhe o muro e as casas da Quinta da Brasileira estreitando a via; estes chãos ocupavam sensivelmente a área delimitada hoje pelas ruas Actor António Cardoso, José Ricardo e Edith Cavell. Por alturas do Poço dos Mouros teria então, ainda à sua mão esquerda, o Retiro do Manoel dos Passarinhos que coincidia pouco mais ou menos com os baixos do actual Largo Mendonça e Costa; este Manoel dos Passarinhos era o tradicional da volta, um castiço com letreiro pintado no frontão da casa a lembrar de não esquecer a vida aos vivos: bons vinhos e petiscos.

Retiro do Manoel dos Passarinhos, Poço dos Mouros (J. Benoliel, c. 1910; A.F.C.M.L., A74731)

  Neste pequeno percurso havia no lado oposto, à direita, primeiro a Quinta do Saraiva com os primeiros prédios de rendimento pequeno-burgueses; ao depois, além da Travessa do Caracol da Penha (actual dos Heroes de Quionga) ou talvez do Poço dos Mouros -- era a Quinta do Manuel Padeiro com o seu muro... Quem ao cimo dela parasse e desse meia volta como para ganhar fôlego, mesmo que não tivesse uma mòlhada de romeiros (republicanos?) a morder nos calcanhares, o panorama era assim.

Cortejo ao Alto de S. João, Rua do Conselheiro Moraes Soares (A. Cunha, c. 1910; A.F.C.M.L. A20188)


Fotografias:

Retiro do Manoel dos Passarinhos, Poço dos Mouros (Joshua Benoliel, c. 1910; A.F.C.M.L., A74731);
Cortejo ao Alto de S. João, Rua do Conselheiro Moraes Soares (Alexandre Cunha, c. 1910; A.F.C.M.L. A20188).

___________
Publicado originalmente em 6/VIII/15 às 10h27 da noute com o titulo «Aspectos duma Lisboa irreconhecível».

Escrito com Bic Laranja às 21:36
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

Eléctricos na Palhavã

Eléctrico de Benfica, Palhavã (In portugal Velho, 1964)
Eléctrico de Benfica, Palhavã, 1964.

Eléctrico de Carnide, Palhavã (In portugal Velho, 1964)Eléctrico de Carnide, Palhavã, 1964.

 

Eléctrico de Benfica ao Carmo, Palhavã (In portugal Velho, 1964)
Eléctrico de Benfica ao Carmo, Palhavã, 1964.

 


Eléctricos na Palhavã, Lisboa, 1964.
In Portugal Velho.

Escrito com Bic Laranja às 20:23
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Terça-feira, 5 de Abril de 2016

Chafariz da Duque d'Avila (prox.)

Chafariz da Av. do Duque d' Avila, Arco do Cego (F.M. Pozal, 1953 [?] )Chafariz da Av. do Duque d'Avila, Lisboa, 1953 (?).
Fernando Pozal, in archivo photographico da C.M.L.

* * *

  Chafariz da Av. do Duque d' Avila, attr. a Fernando Pozal, photographo, anno de 1953...
  Duvido.
  Se o chafariz era onde cuido, no início da Duque d' Avila — onde confluiam nos annos 30 as ruas dos Açores, do Visconde de Santarem, a Av. de Rovisco Paes e a Rua do Arco do Cego — então o que vemos é a velha Rua do Arco do Cego virando para a Av. de Rovisco Paes. Os trilhos do electrico indiciam a última, cuja deliberação e alvará municipaes lhe officializaram o nome em Outubro de 1932.
  Os gailoeiros além do chafariz dão idéa de que não estariam para durar, o que percebeis sabendo como foi supprimida a parte inical da
velhinha Rua do Arco do Cego que ia a par do Instituto Superior Técnico: correu este trôço entre as avenidas do Duque d'Avila e do Visconde de Valmor e resistia ainda em 1940. A malha das avenidas impôs-se, porém, no plano da cidade e, com ella, obtivemos duas novas ruas: de Dona Filipa de Vilhena (edital de 1933) e do General Sinel de Cordes (actual Alves Redol); entre ambas era redundante a Rua do Arco do Cego e foi supprimida.
  Do que me parece, estas casas além do chafariz jaziam onde a Rua do General Sinel de Cordes veio a entestar á Duque d' Avila. Tambem deve ser aquella dos annos 30, mas, como o nome lhe foi mudado para Alves Redol em 1974 por «necessidade de eliminação dos nomes afrontosos para a população, pela sua última ligação ao antigo regime» (C.M.L., Toponimia) fico sem saber quando foi feita.
  Todas estas datas são importantes para circumstanciar a photographia do chafariz, cuja data attribuida no archivo (1953) me parece tardia. O trôço inicial da Rua do Arco do Cego foi demolido pelos annos 40, cuido, e o prédio que (quase) occupou o lugar d'aquelles outros no gaveto da Duque d'Avila com a Sinel de Cordes é de 1951-52.

Escrito com Bic Laranja às 20:21
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2016

Avenida do Duque d' Avila

  A Av. do Duque d' Avila tomada de Poente desde perto do cruzamento com a Estr. do Rêgo (actual Av. Marquês de Sá da Bandeira). Não está a imagem datada, mas, a julgar da planta 10K de José Antonio Passos, de 1925, onde não figuram estas moradias no trôço da Duque d' Avila em que «viajamos», a photographia há-de ser posterior. Conjecturá-la-ia por fins dos annos 1920, inicio dos 1930. Melhor n'estes ultimos: com a Rua do Dr. Antonio Candido a só ser rasgada sôbre a ancestral Tr. das Picoas em 1931 e, parecendo as imagens seguintes contemporaneas d'esta, como de feito parecem,  mostrando uma d'ellas (tirada do outro extremo do quarteirão) já edificações na dicta Antonio Candido, o mais certo é serem todas já da decada de 30. Lisboa já da era modernista com fina apresentação. Infelizmente não sobrou nenhuma destas moradias. O que lá temos hoje é só progresso...

Av. Do Duque d' Avila, Lisboa (Col. Cassiano Branco, s.d.)

Av. do Duque de Avila, Lisboa [s.d.].
Col. de Cassiano Branco, in Archivo Historico da C.M.L.

*****

Avenida Duque de Ávila, Lisboa (Anónimo, c. 1930)

*****

Avenida Duque de Ávila, Lisboa (Anónimo, c. 1930)

Avenida Duque d' Avila, Lisboa c. 1931.
Phot. não identificado.

Escrito com Bic Laranja às 20:13
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Quinta-feira, 31 de Março de 2016

Portugal soalheiro, 1973, pela Televisão do Tamisa

  Lisboa. O aeroporto. Aterragens da B.E.A. e da T.A.P. Desembarque e encaminhamento de passageiros — assistente de terra em uniforme de Louis Féraud vermelho; o equipamento de terra da T.A.P. ...
  O terreiro do Paço com indicação de destinos: Campismo, Castelo de S. Jorge, Estoril.
  Tráfego automóvel no Cais do Sodré: autocarros — um Daimler Fleetline na pintura original da Carris; um A.E.C. Regent V com pintura verde mais moderna —, táxis Mercedes Ponton.
  Gente que passa, gente que olha, gente que atravessa, gente que circula. Um polícia.
  A Rua do Alecrim. Um eléctrico que se esforça.
  O comboio do Estoril.
  Cacilheiros: o Nacional e o Recordação.
 
O Tejo. Um paquete estrangeiro como os nossos… eram.
  O Tejo e a ponte — travessias: o desembarque dum ferry no Cais do Sodré; um volvo de volante à direita com roulotte — outra vez campismo...
  E a ponte.
  O Cristo-Rei.
  Sesimbra.
  Sesimbra nos prolegómenos dum futuro de cimento... Botes emparelhando as cores duma bandeira dum país... dalgo que...
  Pescadores que vão...


  O filme foi transmitido na Thames Television em Março de 1974. As imagens tão estivais hão-de ser da colheita de 1973. Percebe-se.

Escrito com Bic Laranja às 19:21
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Quarta-feira, 30 de Março de 2016

Antigo Matadouro Municipal de Lisboa (Praça José Fontana)

  Já te disse que esta Praça José de Fontana — assim chamada desde 1915 — foi designada, naturalmente, por Largo do Matadouro, e que nos séculos passados era a Cruz do Taboado, «eira» larga onde morria a Carreira dos Cavalos, em pleno campo.
  O jardim data de há cêrca de 60 anos, e recebeu no ano passado [1937] o nome «de Henrique Lopes de Mendonça», escritor, poeta e dramaturgo, autor da letra do hino nacional «A Portuguesa», figura bem alfacinha, irradiante de talento e simpatia.
  E aí tens o velho Matadouro municipal de Lisboa. O edíficio foi erguido em 1863, do risco do arquitecto francês Pesarat, e ocupa uma área de mais de treze mil metros quadrados. Está hoje [1938] antiquado e condenado a desaparecer. Irá para o Poço do Bispo, «se Deus quiser».

Norberto Araújo, Peregrinações em Lisboa, IV, 2.ª ed., Lisboa, Vega, 1993, p. 57.

Matadouro Municipal, Lisboa (H. Nunes, 1868-81)
Matadouro Municipal de Lisboa, Cruz do Taboado, 1868-81.
Henrique Nunes Phot... — 9, Rua das Chagas, Lisboa.

NUNES, Henrique, Matadouro Municipal de Lisboa, Lisboa, [s.n.], [1868-1881] — 1 álbum (12 fotos), papel albuminado, pb, 19,7 x 26,3cm a 20,8 x 27,3cm ; 44,8 x 60,7, in Biblioteca Nacional do Brasil, Col. de Thereza Christina Maria.)

Escrito com Bic Laranja às 21:28
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Terça-feira, 29 de Março de 2016

Que Lisboa tão estranha!

Tão rural.

Panorâmica da Graça sobre o Castello, Lisboa (A.P.C.M.L., s.d.)Panoramica da Graça sôbre o Castello, Lisboa, [18...]
Photographia de auctor não identificado, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 23:29
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Segunda-feira, 28 de Março de 2016

A epifania

O Caso do Chalet Misterioso

 Esta fotografia atribuída ao fotógrafo Paulo Guedes (1886-1947), está titulada pelo AML como «Moradia», não referindo o local e, estabelecendo como data, uma qualquer década de «19--». O processo que levou à identificação do local deste estranho e misterioso chalet, tem algo de novela policial. Tudo por causa daquele prédio que ali se vê atrás. Havia qualquer coisa de familiar na traça daquele antigo edifício. Uns meses depois, procurando imagens para publicar aqui no tasco, eis senão quando, ao rever umas fotos da Praça do Saldanha, deparo nada mais nada menos que com o «prédio do anjo»: Eureka! Fez-se luz!
 Aquela sensação "familiar" tinha a ver com o "anjo". Depois desta epifania [!!!] o resto foi fácil. Bastou pesquisar no arquivo pela planta topográfica da zona do Saldanha,
et voilá! Ali se vê o contorno inconfundível do «Chalet Misterioso» e, logo ao lado, o "prédio do anjo, na esquina da Av. Fontes com a antiga estrada das Picoas (hoje Rua Engº Vieira da Silva). Já quanto à data da foto, a coisa já fia mais fino; a única pista que temos é-nos dada pelo sinal de "Paragem", plantado no candeeiro da esquina. O eléctrico já por ali passava desde 1902, era a carreira 2 (que na altura não tinha número), entre os Restauradores e o Lumiar (Estrada da Torre). Assim sendo, já é possível atribuir a localização exacta e, uma data aproximada, à fotografia d' «O Caso do Chalet Misterioso».

[Putativo autor Epifânio], «O último chalet da Avenida Fontes Pereira de Melo» [último?!...], in Lisboa de Antigamente, 27/9/2015 [sublinhados meus].

*   *   *

Epifania do dia de S. Lourenço, Biclaranja. 10/8/2011
Epifania do dia de São Lourenço
, Bic Laranja, 10/8/2011.

Escrito com Bic Laranja às 19:05
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

Policromia em preto e branco (edição cinematográfica)

 Em tempos escrevi que os baixos relevos do ceramista Jorge Barradas na fonte monumental da Alameda começaram por ser coloridos e que não conhecia eu, como não conheço, fotografias a côres deles, dos anos em que exibiram a policromia original. Além das fotografias de Horácio de Novais que nos deixavam percebê-lo e que publiquei em tempos, recordou-me há dias um benévolo leitor o documentário cujo o excerto em baixo mostra as alegorias ao trabalho representando as artes da lavoura, da pastorícia, da pesca, e trabalhos tradicionais das mulheres e dos homens que o autor ceramista lavrou e pintou na fonte monumental da Alameda.

 Claro que a policromia só se percebe no excerto do documentário em preto e branco, como os tempos de chumbo da longa noute que nos legou a Alameda e obras assim. Deve ser por isso que os democràticozinhos a desprezam tanto. Talvez nos seus escombros queiram edificar uma Alameda 25 de Abril para mostrarem obra como a ponte.

António Lopes Ribeiro, Lisboa de Hoje e de Amanhã
(1948)

Escrito com Bic Laranja às 17:00
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Domingo, 20 de Março de 2016

Abertura da estação

Casa dos Lanifícios, Rua Augusta, 125 (J. Benoliel, 19-; A.F.C.M.L., A8457
Casa dos Lanifícios, Rua Augusta, 125 – Lisboa, c. 1900.
Joshua Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 07:30
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Sexta-feira, 18 de Março de 2016

Fonte monumental (*)

 A fonte monumental da Alameda secou outra vez. Tempos formidáveis devemos viver que, com tanta maravilha técnica, tanta inovação, tanto empreendorismo, não conseguem manter a funcionar uma obra de hidráulica de 1948.
 No pós-floresta da 2.ª circular (com sistema antipássaros), o mais tardar pela campanha das autárquicas, hão-de dar-lhe um jeito.

Fonte monumental, Alameda (A. Pastor, 1948-70)
Fonte monumental
, Alameda, 1948-70.

Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

 

(*) Monumental... -mente seca. E sem sistema antipassarões. Deve ser do Estado novo a que chegámos.

Escrito com Bic Laranja às 18:20
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Quinta-feira, 17 de Março de 2016

Estefânia

 O tanque do Neptuno anda nestes dias em obras. Desmantelaram as pedras do bordo no lado da Tarantela.

Obras do tanque do Neptuno, Estefânia (A. serôdio, 1951)
Instalação da fonte do Neptuno
, Estefânia, 1951.

Armando Serôdio, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 18:49
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Segunda-feira, 14 de Março de 2016

Antes das avenidas

Panorâmica do Alto de S. Sebastião da Pedreira na direcção do Campo Pequeno, Lisboa (Esp. Eduardo Portugal, [s.d.])
Panorâmica do alto de S. Sebastião da Pedreira na direcção do Campo Pequeno, Lisboa, [s.d.].
Espólio de Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 18:17
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Domingo, 13 de Março de 2016

Demolições nas avenidas

Demolições nas Avenidas, Lisboa (A.Goulart, 1961)

Enigma desfeito?

Escrito com Bic Laranja às 18:53
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Segunda-feira, 7 de Março de 2016

Cova da Moura

« O sítio foi chamado, no século XVI, Lapa da Moura, em virtude da existência de uma lapa entre as pedreiras que afloram ainda na raiz das construções. De Lapa da Moura se passou a Cova da Moura, nome que esta área entre Alcântara e a Pampulha ainda mantém.»

(Norberto Araújo, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, 2.ª ed., Lisboa, Vega, 1993, P. 12.)

 Cova da Moura, Pampulha, c. 1940 (?)

 Panoramica do alto das terras do desembargador sôbre a Lapa ou Cova da Moura. Ao fundo confluem a rua da Cova da Moura (deante), a Alameda do Tenente Valadim (esq.) e a Rua da Tôrre da Polvora (dir.). A tôrre sineira é &c.

 Photographia de auctor não identificado, no archivo photographico da C.M.L., com data de 1940. Duvido. Cuido seja mais antiga.

Escrito com Bic Laranja às 23:57
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Terça-feira, 1 de Março de 2016

Planta 10K

Attachment-1.jpeg

 A curiosidade desta planta de 1925 é evidenciar como inacabada a Rua Pinheiro Chagas, sem  ligação à Rua Dr. Antonio Candido, corroborando o que se observa na photographia do nevão de 1926. Aliás, a planta dá-nos o embrião da propria Antonio Candido, a ancestral Travessa das Picoas. Segundo a pagina da toponimia alfacinha, aquela Antonio Candido só viria a ser aberta em 1931. Possivelmente foi quando se lhe entroncou a Pinheiro Chagas, completando a malha das avenidas por ali.

 O auctor da planta é José Antonio Passos e acha-se-a no archivo do Arco do Cego.

Escrito com Bic Laranja às 22:22
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Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

Sôbre as avenidas para S. Sebastião

 Hei-de rever uma de S. Sebastião, pôr-lhe legenda mais cuidada, como alguem suggeriu, e commentar mais a preceito. Mas agora deixo cá est' outra que mostra aquelles lados dêsde as avenidas n' um dia de nevão: 26 de Dezembro de 26. No archivo photographico da Camara acha-se invertida. Publico-a direita. Em segundos planos avistam-se sem dúvida o palacio Vill' Alva do capitalista José Maria Eugenio d' Almeida, o palacete Mendonça, a Penitenciaria e o Monsancto. O photographo — o architecto Pardal  Monteiro — noto que bateu a chapa do alto d'um predio de rendimento, em rua que não procurei identificar. Não cuido seja descoberta difficil ao benevolo leitor apreciador d' estas curiosidades olisipographicas.

Vista sôbre S. Sebastião, Lisboa (P.P.Monteiro, 1926)

Nevão em Lisboa; vista sobre S. Sebastião desde as avenidas, Lisboa, 1926.
Porfirio Pardal Monteiro, in archivo photographico da C.M.L., PAM000060.

Escrito com Bic Laranja às 11:20
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

Da Praça Pasteur à Av. João XXI

 Madragôa, de Perdigão Queiroga. Excerto da Pr. Pasteur à Av. João XXI, pelo Areeiro. Para espantar o desespero (José Luís — Carlos José Teixeira) e entregar uma telefonia (Trinca-Espinhas — Barroso Lopes). Boa gorjeta, 20$00, fora o que o Sr. Santana (Manuel Santos Carvalho) lhe põe na algibeira do casaco.
 O cego do acordeão ainda o conheci à esmola no metropolitano, uns trinta anos depois.

Madragôa
(
Perdigão Queiroga, 1952)

Escrito com Bic Laranja às 23:04
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