Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2017

Trinitá

 Do baú dos natais esquecidos recordei certa vez que no tempo das tardes de Natal com o circo do Billy Smart e das manhãs de Ano Novo com saltos de esqui na televisão, também havia irmos ao cinema: havia os filmes do Trinitá... Ir ao cinema era uma das prendas de Natal do tempo da minha infância (tempo em que os abrasileirados presentes pouco se ouviam).
 Por 2014, alguém a dava por finalmente achada, a voz original do «Trinitá, Cowboy Insolente»; na Austrália, em sua casa, no seu sofá, ante uma rica taça de vinho. Annibale Giannarelli.

 

Annibale Gianarelli, «O verdadeiro e original de Trinitá, Cowboy Insolente».
(por Daniele Giannarelli, in Youtube, 2014)



 Trinitá foi um nome que pegou por aí: nalguns bares, cafés ou pastelarias, nalguns pintas mais toleirões... E o assovio da melodia não havia quem no não soubesse; todos os putos lá da rua o sabíamos. Ainda há pouco o ouvi num telemóvel. Era dum manganão da minha idade.

Trinitá Cowboy Insolente, 1970.

Escrito com Bic Laranja às 16:12
Verbete | comentar
5 comentários:
De Joe Bernard a 26 de Dezembro de 2017 às 18:38
Esse filme era o que passava nos nossos aviões durante a evacuação de África.
Penso que na altura já sabia as falas de cor, de tanto ver o mesmo filme...
Enfim, tempos dramáticos para milhares de portugueses.
De Bic Laranja a 27 de Dezembro de 2017 às 18:00
Já falámos disto, bem sei.
Mas apeteceu-me recordar a música.

Ano bom!
De fty a 2 de Janeiro de 2018 às 00:15
Desculpará, mas em minha casa ao Brasil serão nenhumas e sempre se disse presente e não prenda. O mesmo para os meus amigos. Aprendi de pequeno que se dizia presente e não "prenda" e depois, mais tarde explicaram-sem que se diz presente porque nos faz presentes a quem damos, meso quando não estamos - uma lembrança. Ao contrário prenda é um atributo, uma qualidade, pelo que seria levemente presunçosoalguém achae que outrém necessite dela...
Quanto aos brasileiros, conservam palavras que ainda se usam e sempre se usaram em Portugal, v.g., xícara, embora aqui de uso mais limitado.
Boas Festas.
De fty. a 2 de Janeiro de 2018 às 00:16
Corrigindo, ascrevia que na minha casa as ligações ao Brasil serão nenhumas, mas apagou-se.
De Bic Laranja a 2 de Janeiro de 2018 às 18:29
Tem razão. A observação que fiz foi irreflectida e guiada sòmente duma impressão particular de pouco ouvir dizer «presentes» dantes, em pequeno, até à moda das novelas brasileiras cá chegar.
Estùpidamente fui preconceituoso.
Para que fique claro, então: presente é dádiva; prenda é dom. E consultando a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira aprendo agora que Camões, João de Barros e Frei Luís de Sousa abonam «presente» justamente como dádiva, enquanto Fernão Mendes Pinto, na mesma época, abona «prenda» como dom. Sendo sinónimos hoje, todavia, parece indiciar um uso clássico com aqueles sentidos distintos o abono apenas moderno de «prenda» como «presente» por Rebelo da Silva e Júlio Brandão.

Muito obrigado e votos de ano bom!

Comentar

Abril 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
21
24
26
27
28
29
30

Visitante


Contador

Selo de garantia

pesquisar

Ligações

Adamastor (O)
Apartado 53
Arquivo Digital 7cv
Bic Cristal
Blog[o] de Cheiros
Caminhos de Ferro Vale Fumaça
Carmo e a Trindade (O)
Chove
Cidade Surpreendente (A)
Corta-Fitas(pub)
Delito de Opinião
Dragoscópio
Eléctricos
Espectador Portuguez (O)
Estado Sentido
Eternas Saudades do Futuro
Fadocravo
Firefox contra o Acordo Ortográfico
H Gasolim Ultramarino
Ilustração Portuguesa
Lisboa
Lisboa de Antigamente
Lisboa Desaparecida
Menina Marota
Mercado de Bem-Fica
Meu Bazar de Ideias
Paixão por Lisboa
Pena e Espada(pub)
Perspectivas(pub)
Pombalinho
Porta da Loja
Porto e não só (Do)
Portugal em Postais Antigos(pub)
Retalhos de Bem-Fica
Restos de Colecção
Rio das Maçãs(pub)
Ruas de Lisboa com Alguma História
Ruinarte(pub)
Santa Nostalgia
Terra das Vacas (Na)
Ultramar

arquivo

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

RSS

____