Domingo, 2 de Março de 2014

Visões do mundo pelo lexico

 No Estado Novo creou-se a F.N.A.T. fomentando a alegria no trabalho. O 25 de Abril grande accidente nacional mobilizou a classe operaria pelos tempos livres. Agora vêm-me com o emprehendedorismo e a competividade sem caso de alegrias no trabalho nem mobilização para o ocio. A vida declina-se sòmente em negócio.


Praia da F.N.A.T., Albufeira (A. pastor, 198...)

Praia da F.N.A.T, Albufeira, 198...
Arthur Pastor, in Archivo Photographico da C.M.L.

Escrito com Bic Laranja às 08:05
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2 comentários:
De [s.n.] a 4 de Março de 2014
Olhe, a propósito da F.N.A.T. (ando para escrever sobre este assunto há anos) deixe-me desabafar aqui o que considero um verdadeiro crime contra o bem-estar, o desenvolvimento e o rápido crescimento de algo que era completamente seguro, moderno e de muita qualidade, algo que beneficiava o turismo português e o estrangeiro, que esta gente (refiro-me àqueles oportunistas que no aziago P.R.E.C. mandavam (e continuam a mandar) no país inteiro à revelia dos portugueses e, neste específico caso, particularmente dos lisboetas) reles e apátrida que enquanto não reduziu a pó ou, se não, a falências sucessivas de fábricas e empresas outrora lucrativas até as respectivas administrações acabarem por fechar as portas por insolvência após anos de desorganização e desestabilização laborais e de exigências incomportáveis dos trabalhadores, estes instigados pelos dirigentes sindicais a exigir (ingènuamente) dos patrões melhorias e condições irrealizáveis, assim tudo o que fosse empresa ou fábrica lucrativas e bem geridas, estatais ou privadas, tinha que estoirar o mais depressa possível desse por onde desse - já que a esquerda política com a ajuda imprescindível da sua bengala sindical, sendo esta correia de transmissão daquela, só se sente de papo cheio quando dá por cumprida a sua missão em país onde assente as garras venenosas, o que acontece só e apenas nas democracias nas quais eles se movimentam como peixes na água, por isso mesmo é que levam a vida a pugnar pela instauração desse regime de verdadeira morte-rápida em países onde ainda não tenha sido instilado - e foi justamente o que os comunas amancebados com os xuxas, o que é a norma já que estes não sobrevivem sem aqueles, fizeram àquela pequena maravilha, comparável com o que de melhor se via no estrangeiro, que foi o tão agradável quão acolhedor Motel d'Oeiras.

Pouco tempo depois do aziago 25/4 os esquerdóides apoderaram-se daquele pequeno oásis nos arredores da cidade (inveja exacerbada da esquerda d'então e de sempre por tudo quanto fosse/for bem gerido e sobretudo desse/dê lucro) e através da cedência forçada dos proprietários ou da sua venda sob pressão, desapossaram os donos da que fora uma empresa modelar para a entregar toma-lá-dá-cá como se Portugal fosse transacionável e todo seu, à F.N.A.T. para usofruto dos trabalhadores, pois claro, coitadinhos deles, não lhes chegava a instituição que já tinham para esse fim, que além de bem gerida era mais do que suficiente para os ditos trabalhadores passarem férias, também necessitavam de um local paradisíaco, bem confortável e d'alojamento gratuito, para se deleitarem e bronzearem. Passados poucos anos da comunagem ter optado por este criminoso açambarcamento, aquele espaço, anteriormente aprazível, bem planeado e melhor gerido, foi um vê-se-te-avias passando à maior porcaria, desleixo e abandono e em vez de como inicialmente alojar pessoas com educação suficiente para não estragar mas antes acarinhar e conservar, encheu-se de maltosa brava que o transformou numa pocilga, não diria de suínos mas andou lá perto. Depois, bem, depois de anos de abandono (administrado e ocupado por gente daquele baixo calibre nada de diferente seria de esperar) melhorou ligeiramente mas continuando pertença da dita F.N.A.T., foi completamente descaracterizado e a harmonia e estética anteriores perderam-se irremediàvelmente, tudo estragado, um horror. Até o planeamento e a concepção do espaço inteligentemente adaptados para o que fora projectado, foram dràsticamente alterados e modificados para pior. Em resumo, num complexo balnear do mais original que havia sido construído em Portugal foi praticado um crime urbanístico e até humano já que desalojaram quem lá devia ter permanecido zelando pelo espaço, para em seu lugar colocarem quem nunca lá devia ter posto os pés por não contribuir em nada para a promoção turística nem acrescentar um tostão de lucro para o país, crime este que não devia ter ficado impune. Pois não, não devia, mas isso teria sido na 'tenebrosa ditadura', na qual aliás semelhante nojeira jamais poderia ter acontecido. Ah!, mas o antigo regime era anti-democrático, agora é que é bom, agora somos todos civilizados e progressistas, agora já vivemos numa 'democracia das mais amplas liberdades' e nestas é assim que se trabalha.
De [s.n.] a 4 de Março de 2014
O comentário acima é meu, por distracção não assinei.
Maria

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